quarta-feira, 20 de outubro de 2010

O PODER DO AGORA


                                                                                      




O Poder do Agora

A maior parte da dor humana é desnecessária. Cria-se a si própria enquanto for a mente inobservada a dirigir a sua vida. A dor que você criar agora será sempre uma certa forma de não aceitação, uma certa forma de resistência inconsciente àquilo que é. Ao nível do pensamento, a resistência é uma certa forma de julgamento. Ao nível emocional, é uma certa forma de negatividade. A intensidade da dor depende do grau de resistência ao momento presente, e essa resistência por seu lado depende de quão fortemente você estiver identificado com a sua mente. A mente procura sempre recusar o Agora e fugir a ele. Por outras palavras, quanto mais identificado você estiver com a sua mente, mais sofrerá. Ou poderá colocar a questão deste modo: quanto mais você honrar e aceitar o Agora, mais livre estará da dor, do sofrimento – e da mente egoica.
Porque é que a mente recusa ou resiste habitualmente ao Agora? Porque ela não consegue funcionar nem permanecer no poder sem o tempo, que é passado e futuro e, por conseguinte, para ela o Agora representa uma ameaça. De facto, o tempo e a mente são inseparáveis.
Imagine a Terra desprovida de vida humana, habitada apenas por plantas c animais. Teria ela ainda um passado e um futuro? Poderíamos nós falar de tempo de maneira que fizesse sentido? As perguntas "Que horas são?" ou "Que dia é hoje?" — se houvesse quem as fizesse — não fariam qualquer sentido. O carvalho ou a águia ficariam estupefactos com tais perguntas. "Que horas são?" perguntariam. "Bem, é claro que é agora. Que mais poderia ser?"
Sim, é certo que precisamos da mente assim como do tempo para funcionarmos neste mundo, mas a certa altura eles tomam conta das nossas vidas, e é aí que a disfunção, a dor e o desgosto se instalam.
A mente, para garantir que permanece no poder, procura constantemente encobrir o momento presente com o passado e o futuro e, assim, ao mesmo tempo que a vitalidade e o infinito potencial criativo do Ser, que é inseparável do Agora, começam a ficar encobertos pelo tempo, também a sua verdadeira natureza começa a ficar encoberta pela mente.
Um fardo de tempo, cada vez mais pesado, tem vindo a acumular-se na mente humana. Todos os indivíduos sofrem sob esse fardo, mas também o tornam mais pesado a cada momento, sempre que ignoram ou recusam esse precioso Agora ou o reduzem a um meio para alcançarem um determinado momento futuro, o qual só existe na mente e nunca na actualidade. A acumulação de tempo na mente humana, colectiva e individual, contém igualmente uma enorme quantidade de dor residual que vem do passado.
Se quiser deixar de criar dor para si e para os outros, se quiser deixar de acrescentar mais dor ao resíduo da dor passada que continua a viver em si, então deixe de criar mais tempo, ou pelo menos crie apenas o tempo necessário para lidar com os aspectos práticos da sua vida. Como deixar de criar tempo? Compreendendo profundamente que o momento presente é tudo o que você algum dia terá. Faça do Agora o foco principal da sua vida.
Atendendo a que antes você vivia no tempo e fazia curtas visitas ao Agora, estabeleça a sua morada no Agora e faça curtas visitas ao passado e ao futuro quando precisar de lidar com os aspectos práticos da sua situação de vida. Diga sempre "sim" ao momento presente. Que poderia ser mais fútil, mais insensato do que criar resistência interior a algo que já é? Que poderia ser mais insensato do que opor-se à própria vida, que é agora e sempre será agora? Submeta-se àquilo que é. Diga "sim" à vida — e verá como de repente a vida começará a trabalhar para si cm vez de contra si.

Texto extraído do livro: O Poder do Agora, de Eckhart Tolle

SENTIDO DE EXISTÊNCIA






“Sentido de existência”



Ter um sentido de existência é conhecer o mundo onde vivemos;sentir nossas vontades e ter um olhar distinto sobre as coisas.
O campo ilimitado do SER abrange desde o estado imanifesto, absoluto e eterno até os estados grosseiros, relativos e sempre mutáveis da vida fenomenal, assim como o oceano abrange desde o silêncio eterno de suas profundezas até a grande atividade de natureza constantemente mutável existente na superfície das ondas.
Uma extremidade é eternamente silenciosa, imutável em sua natureza, e a outra é ativa e constantemente mutável.
A nossa época, fatigada dos desvaneios da imaginação, das teorias e dos sistemas preconcebidos, propendeu para o capticismo. Reclama provas, diante de qualquer afirmação. Precisa de fatos sensíveis, diretamente observados, para dissipar as suas dúvidas. Tais dúvidas se explicam: são a conseqüência fatal dos abuso das lendas, das ficções, das doutrinas errôneas com que durante séculos se embalou a Humanidade. De crédulo que era, o homem instruindo-se, tornou-se céptico e cada teoria nova é acolhida com desconfiança, senão com hostilidade.
A idéia inata de uma justiça imanente, o sentimento de nossa consciência e de nossas faculdades intelectuais, a miserável incoerência dos destinos terrestres, comparada a ordem matemática que rege o Universo, a identidade permanente do nosso “Eu”, apesar das variações e das transformações perpétuas da substância cerebral – tudo concorre para nos dar a convicção da existência da nossa alma como entidade individual, da sua sobrevivência à destruição do nosso organismo e da sua imortalidade. Os fisiologistas ensinam ao contrário, que o pensamento é uma função do cérebro, que sem este não há pensamento. Se um ou outro milhões de micróbios que habitam nosso corpo procurasse generalizar suas impressões, navegando no sangue de nossas artérias ou de nossas veias, devorando nossos músculos, furando-nos os ossos, viajando pelos diversos órgãos do nosso corpo, desde a cabeça até os pés, que este corpo, é regido por uma unidade orgânica?
O Sol, coração gigantesco, fonte de vida, resplandece no centro das órbitas planetárias. Não temos o direito de negar que uma idéia possa residir no espaço e dirigir seus movimentos como nós dirigimos os movimentos de nossos braços ou de nossas pernas. A potência instintiva que rege os seres vivos, as forças que entretêm as pulsações de nossos corações, a circulação de nosso sangue, a respiração de nossos pulmões, o funcionamento de nossos órgãos, tem uma existência como outras no Universo material. Existe no cosmos um elemento dinâmico, invisível e ponderável que age sobre ela. E nesse elemento dinâmico há uma inteligência superior à nossa. Nós pensamos pelo cérebro do mesmo modo que vemos pelos olhos e ouvimos pelos ouvidos, mas não é nosso cérebro que pensa, da mesma forma que não são os nossos olhos que vêem. O olho é um órgão, como o cérebro o é.
Crer que tudo se sabe é um erro profundo: O Horizonte tomar por limites do mundo. LEMIERRE.
Analisando os nossos sentidos, verificando que ele nos engana de um modo absoluto. Vemos o Sol, a Lua e as Estrelas girarem em torno de nós: é falso. Sentimos a Terra imóvel: é falso. Vemos o Sol levantar-se acima do horizonte: ele está abaixo do horizonte. Tocamos corpos sólidos: não há corpos sólidos. Ouvimos sons harmoniosos: o ar não transporta mais do que ondas em si mesmas silenciosas. Admiramos os efeitos da luz e das cores que fazem viver aos nossos olhos o esplêndido espetáculo da Natureza: em realidade não há nem luz, nem cores, mas somente movimentos etéreos obscuros que, influenciando nosso nervo ótico, dão- nos as sensações luminosas. Queimamos nosso pé ao fogo: é, sem o sabermos ,em nosso cérebro somente o que reside a sensação da queimadura.Falamos de calor e de frio: não há no Universo nem calor, nem frio, mas somente movimento. Como se vê, os nossos sentidos nos enganam a respeito da realidade que são coisas distintas. Nossos pobres cinco sentidos são insuficientes. Não nos deixam eles sentir mais do que pequeno número dos movimentos que constituem a vida no Universo. Não podemos circunscrever a ciência de uma forma restrita e dizer que o “Mero Acaso” é a resposta para nossas dúvidas quando muitas vezes não achamos soluções “palpáveis” para as indagações, pois nem sempre o que vemos é real. Precisamos ter olhos para ver e ouvidos para ouvir. A Natureza demonstra em todos os momentos seu “poder” e sua “força”. Como podemos nós “reles mortais” ir contra as “Leis Universais” nos colocando como “senhores do saber”. O orgulho e a vaidade nos impede de chegarmos as verdadeiras respostas. O “medo” é outro agravante do desconhecido.
Descobrir a causa dos problemas mas sem oferecer as respostas contundentes para os nossos problemas, pois as respostas são muito sutis, imperceptíveis as nossas percepções físicas. Ir além, perceber a verdadeira causa e consequentemente mudarmos colocando as Leis Morais e a Lei Do Amor com certeza faremos um mundo melhor onde a evolução será constante e plena. A Ciência sem o embasamento “racional” mas não limitado às Leis Universais e aos cinco sentidos bloqueará as verdadeiras respostas para o conhecimento rumo à evolução.

PATRICIA JORGE ALVES
TERAPEUTA HOMEOPATA

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

A NOVA ERA




A NOVA ERA


A evolução do Ser é infinita. O Plano Cósmico ao qual estão ligados os Governadores dos Planetas e dos Sistemas disseminados pelo Universo.
A função de um Governador de um Planeta; ele não governa apenas. Assessorado por inúmeras equipes de Construtores Siderais cria o mundo que irá governar. Atuando sobre os elementos da Natureza extraídos do Fluído Cósmico Universal, sobre os quais é senhor, aglutina e combina os elementos que irão compor o mundo.
Uma vez constituída a sua forma inicial, este se desenvolverá sob o influxo da Natureza.
A forma Planetária é plasmada, ela passa pelos processos naturais de desenvolvimento até que um dia se torne suscetível à manutenção da vida orgânica. No decorrer desse período os construtores plasmam as primeiras manifestações de vida. Surgem então as organizações unicelulares, que passam a se multiplicar naturalmente. Ao longo dos milênios sofrem as combinações e as transformações necessárias e, sob o influxo da vontade da equipe criadora comporão as diversas formas que a natureza do Planeta comportará segundo o sistema a que estará vinculado.
Na criação não há desperdício. Algumas espécies desses animais possuíam todas as células cancerosas e cresciam uniformes até a morte por exaustão. Tinham por finalidade produzir grande quantidade de massa orgânica para que houvesse no futuro combustível suficiente para sustentar o desenvolvimento e o progresso da humanidade.
Quando o Governador da Terra Jesus Cristo peregrinou pelo plano físico afirmou:
“Sois Deuses, fareis o que eu faço e muito mais.”
Seu Amor e sua Sabedoria governam o nosso Planeta.
Era preciso criar uma egrégora para orientar o pensamento humano na direção dos verdadeiros objetivos do Ser: os seus ensinamentos estão fundamentados nas leis que regem o equilíbrio do Universo. Apesar de interpretada como mística pela maioria dos seres, a Egrégora Cristã é profundamente científica.
“A cada um segundo suas obras” Lei da Causa e Efeito.
“É preciso nascer de novo” Se refere às experiências sucessivas necessárias à evolução e o progresso do espírito.
Não haverá separações entre aqueles que se amam. Os excluídos após cumprirem o tempo necessário para se libertarem das fraquezas que os excluíram, poderão voltas a Terra. No futuro, todos aqueles que ficarem poderão visitá-los e até ajudá-los, pois gozarão de maior liberdade de espírito.
Tudo aquilo que foi colocado pelo homem nas religiões, serão arrancadas pela raiz. Ficará o que foi plantado pelo Governador do nosso Planeta: Jesus Cristo: às Leis Universais. O Fanatismo que hoje predomina, serão arrancadas da cultura terrestre.
A religião deveria estudar os sentimentos e seus efeitos, proporcionando aos seres o conhecimento de si mesmos, a fim de aproximá-los do criador: Infelizmente o espírito farisaico ainda predomina e prolifera em abundância nos meios religiosos, manipulando a verdade segundo os interesses daqueles que as professam.
Todos os valores necessários à construção do novo mundo serão preservados. Tudo o que é supérfluo será desprezado. As criaturas estarão preocupadas com as coisas práticas e úteis para o conforto e o bem estar das coletividades.
As Artes renascerão e o belo será restaurado, a música alcançará magníficos acordes, a natureza atingirá o clímax da sua exuberância.
No campo da Ciência a Alquimia se destacará na combinação dos elementos. A fé será sustentada pela ciência na busca e na compreensão da verdade e a Terra não conhecerá mais crises. Na Medicina a compreensão e o entendimento da Espiritualidade; ou seja: o Ser Humano como um Todo será a Medicina do Futuro. Pois construímos todas as nossas doenças com nosso mental, emocional, atitudes e comportamentos.
A pecuária será extinta, não havendo necessidade de comer carne, e a agricultura será à base da alimentação humana.
As inúmeras e acentuadas transformações que sofrerá o Planeta obrigará os cartógrafos a refazerem o mapa geográfico. Surgirão novos continentes e toda a Europa, América do Norte, Ásia sofrerão sensíveis transformações. A América do Sul se desprenderá da América Central e em vários pontos do Planeta surgirão novas terras e novos mares.
Alguns países tentarão manter as tradições, mas logo estas serão absorvidas pela cultura geral que abrangerá todo o Planeta. O Planeta será UNO. Tradições e culturas serão lembranças.
O governo não será mais exercido pela superioridade econômica, mas sim pela superioridade moral. Os líderes surgirão destacando-se naturalmente pelas suas qualidades morais e não mais suscitados pela propaganda.
No Brasil pulsará o coração da Terra!
Até que todos os países se organizem ele, apoiando pelos planos superiores, será o grande benfeitor da humanidade socorrendo os seres em todos os continentes, enxugando lágrimas e saciando a fome. (Brasil coração do Mundo Pátria do Amor).
As riquezas e a grandeza de um país não se medem pela extensão territorial e nem pela situação econômica, mas sim pelo conjunto de sentimentos puros que anima os seus habitantes.
Os pensamentos, sentimentos e palavras formam emanações de energia que são vistas por todos aqueles que têm a sensibilidade e a força interna do Amor. Grandes grupos no Brasil, formam correntes de energias de Amor que são trazidas para outras regiões necessitadas. A mansidão é uma das características que fará com que assuma a liderança do Planeta a partir dos momentos mais críticos da transição que se aproxima.
“As estatísticas aqui do Centro de Operações no Astral apontam para a permanência no plano físico de um terço da humanidade”. Entretanto, esse número dependerá do comportamento de muitos. Nós já estamos há muito tempo sendo observados bem de perto. O tempo já se iniciou. A transformação já está acontecendo. Depende exclusivamente de nós alterar essa estatística.
A maioria dos países envolvidos na guerra final terá seus exércitos dizimados. No Brasil as forças armadas assumirão o papel do exercito da paz. Com suas máquinas e seus homens irão colaborar no arroteamento da Terra, ampliando a agricultura para saciar a fome dos sobreviventes.
Temos que estar preparados, desprendidos do EGO, das paixões do desamor para que possamos nos transformar junto com a transição planetária. Acreditem ou não é necessário a mudança AGORA! 
Em todos os segmentos da sociedade humana existem os bons o os maus. Até hoje os maus predominam por toda a parte porque são arrojados. Movidos pela ganância do ouro e do poder, usando a máscara da hipocrisia destacam-se nos meios políticos, artísticos e culturais, preenchendo as páginas da imprensa. Nem por isso representam a maioria de um país. Nesse meio os bons são discriminados e pouco aparece. Mesmo aqueles que se destacam pelas virtudes mais sublimes e que deveriam marcar exemplo, logo são esquecidos pelos meios de comunicação, pois não vendem notícia.
Os bons são tímidos, não disputam os primeiros lugares.
No Brasil representam uma grande maioria que vive na obscuridade. Eles estão por toda a parte, na agricultura, nas fábricas, nas religiões, na política, nas artes, na cultura, nos meios de comunicação e também nos exércitos.
No momento certo serão convocados pelas circunstâncias a prestarem seus serviços nas frentes de comando e de trabalho.
Nos momentos mais difíceis, apavorados, os maus abandonarão seus cargos. Preocupados apenas em preservar a própria vida e suas riquezas entregarão a Terra ao total desgoverno. Os bons preocupados com a coletividade assumirão espontaneamente as tarefas mais difíceis daquele momento.
Realmente tudo obedece a um plano pré-estabelecido segundo as circustâncias criadas pelo próprio Homem no exercício da sua liberdade. Entretanto estas poderiam ser diferentes se os caminhos escolhidos por ele fossem outros.
Na sociedade futura todos trabalharão pelo bem comum! Desde o lavrador e o operário mais simples, até o mais qualificado cientista, todos terão acessos aos recursos necessários à vida com conforto e dignidade. Diferentes serão apenas as responsabilidades, os direitos básicos serão os mesmos para todos.
Os direitos e as responsabilidades estarão definidos na própria consciência dos habitantes dessa nova ordem.
O bem comum será eternamente a meta a ser alcançada. Não será preciso que os governos baixem decretos determinando o comportamento do cidadão, estes estarão conscientes dos seus direitos e responsabilidades. Familiarizados com a realidade do espírito eterno almejarão o próprio progresso fazendo o melhor que podem para si e para os seus semelhantes.
Todos terão consciência de que são espíritos encarnados, pois o espírito faz parte da natureza humana, a vida é a força do espírito sobre a mataria, sem espírito não havido. Todos chegarão a essa verdade.
Os valores serão reais, ou seja, pelo que você é e não pelo que você está!  Ou pelo que você faz. Ou o que tem.
Cuida para que suas atitudes não contrariem as Leis Universais e Imutáveis.
No Universo existem muitas civilizações bem mais evoluídas do que nós. Seus corpos se tornaram sutis, não necessitando desta massa densa. Dependerá de cada um, pois a evolução é individual, mesmo sendo direcionada para um grupo. Muitos de vocês verão familiares desencarnarem com doenças que serão descobertas de uma hora para a outra.
O importante é que todos fiquem atentos e não se assustem, Estejam prontos!
Patrícia Jorge Alves
Terapeuta Homeopata
ATENEMG – 1498
CONAHOM - 1081

ESSA NOITE NÃO!!!!




LETRA:
ESSA NOITE NÃO
AUTOR: LOBÃO


A cidade enlouquece sonhos tortos
Na verdade nada é o que parece ser
As pessoas enlouquecem calmamente
Viciosamente, sem prazer
A maior expressão da angústia
Pode ser a depressão
Algo que você pressente
Indefinível
Mas não tente se matar
Pelo menos essa noite não
As cortinas transparentes não revelam
O que é solitude, o que é solidão
Um desejo violento bate sem querer
Pânico, vertigem, obsessão
A maior expressão da angústia
Pode ser a depressão
Algo que você pressente
Indefinível
Mas não tente se matar
Pelo menos essa noite não
Tá sozinha, tá sem onda, tá com medo
Seus fantasmas, seu enredo, seu destino
Toda noite uma imagem diferente
Consciente, inconsciente, desatino
A maior expressão da angústia
Pode ser a depressão
Algo que você pressente
Indefinível
Mas não tente se matar
Pelo menos essa noite não!


Letra Atual.......
Somos Consciente sobre nossas atitudes? Nossos Comportamentos?
Estamos Imunes em relação aos adoecimentos?

Patricia Jorge Alves
Terapeuta Homeopata



A VERDADE VINDA DO COSMO




A VERDADE VINDA DO COSMO


A inteligência Suprema está no comando do Universo, e em dado momento terá que intervir para acelerar o progresso moral da humanidade.
A Terra se prepara para sofrer o mesmo processo a que se submeteu Capela, na constelação de Cocheiro, no Hemisfério Boreal.
Mais do que nunca os Homens terão que buscar o conhecimento de si mesmo, a fim de se harmonizar com sua natureza interior e começar a agir com sua essência interior e conquistar o seu lugar no contexto universal.
Com a ajuda de nossos mestres do Universo, nos preparemos para o Terceiro Milênio que se aproxima rapidamente.
Engenheiros Siderais e Missionários exercem atividades relacionadas ao Planeta Terra. São os responsáveis pelo equilíbrio planetário, ficam em um dos departamentos da criação, no nosso sistema solar. “É uma espécie de plataforma suspensa no ar”. Centro de Operações do Sistema Solar”. Está instalado desde quando a Terra era apenas um aglomerado de poeira cósmica.
...Observei que, vinda da direção da América do Norte, uma nuvem escura e densa igual àquelas que antecedem a uma grande tempestade, pairava sobre a Europa e se estendia cobrindo toda a Ásia. As nuvens escuras são emanações do pensamento predominante dos habitantes dessas regiões. É uma poderosa egrégora cujo teor bélico gravou no éter imagens que retratam o futuro desses povos com terríveis conseqüências para o resto do Planeta... Vi perfeitamente uma grande movimentação no ar e na terra, explosões sucediam-se em todos os pontos daquela área principalmente sobre a Ásia. Fachos incandescentes rasgavam os céus vindos de toda a parte. A face da Terra ardia em chamas entre os dois pólos.
Infelizmente o homem persiste em seus conceitos errôneos e caminha resoluto para esse desastre.
A Terra se transformará de um Planeta de Expiação e Provas para Regeneração na Luz.
Os Seres Humanos que se fortalecerem dentro do Amor Universal e do Entendimento e compreensão de si mesmo, construirão um mundo novo sobre as cinzas do mundo velho, e a Terra acenderá na trajetória evolutiva dos mundos. Os espíritos que permanecerão no plano físico e no plano etérico do Planeta, estarão selecionados naturalmente pelas suas emanações mentais. O desejo de paz e o sentimento de solidariedade predominante em cada um deles transformarão a Terra em um verdadeiro paraíso para os espíritos em evolução. Nada poderá fazê-los retroceder... Vi ao lado da Terra uma sombra esférica muitas vezes maior que ela. Essa esfera é um Planeta primitivo. Está de passagem pelo nosso sistema. Seus habitantes estão vivendo a era da barbárie, são espíritos novos na evolução, precisam de um impulso para que desenvolvam o progresso. A força magnética está atraindo para sua esfera todos os espíritos terrestres cujas emanações mentais se identificam com seu estado primitivo. Vinculados a esse novo mundo, os excluídos renascerão entre os povos ali existentes e, com as experiências adquiridas na Terra, marcarão uma nova era para esse planeta. Por outro lado, essa mesma força magnética atuará sobre a esfera terrestre, alterando sua órbita, provocando grandes transformações na sua paisagem, fazendo-a ressurgir ainda mais bela e mais rica. A radiatividade proveniente dos resíduos nucleares se reintegrará ao Fluído Cósmico Universal e os sobreviventes terão um novo céu e uma nova atmosfera isenta dos elementos deletérios, físicos e etéricos. A higienização do Planeta será completa.
Todo o espírito ignorante ou que ainda não alcançou a mansidão e, registra em sua consciência sentimentos característicos da barbárie, como a violência, o egoísmo, a ganância, a luxúria e todos os tipos de imperfeições, fatalmente serão atraídos para a nova morada de onde só sairá quando corrigir em si mesmo tais desequilíbrios.
Antes que essas coisas aconteçam à humanidade enfrentará um desafio que virá do Micro-Universo. Das diversas regiões miseráveis e primitivas que há muitos séculos sofrem o descaso do poder econômico e das sociedades organizadas, surgirá um microorganismo que ceifará milhões de vidas humanas contribuindo para as primeiras imigrações coletivas dos espíritos excluídos. Será uma grande oportunidade para que os seres revejam seus conceitos e valores e despertem em si mesmo o sentimento fraterno e solidário com o qual poderão alterar sensivelmente suas emanações mentais a ponto de alcançarem o merecimento para continuarem no Planeta.
O Micro-Universo é estável enquanto não há alterações na natureza onde ele se desenvolve. Entretanto quando o ambiente à sua volta se altera, sofre mutações contínuas até que se ajuste às novas condições. Alguns microorganismos banhados pelos agentes químicos e radioativos dispersos na atmosfera, vêm sofrendo profundas alterações, o que os obriga a procurar novos hospedeiros e o Homem é um hospedeiro em potencial.
Na verdade não existe contágio indiscriminado. A ciência Humana para nas fronteiras da matéria densa, mas a verdadeira ciência transcende a forma.
A Homeopatia com seus conhecimentos simples, mas de uma profundidade, veio nos mostrar o porquê adoecemos, nossos corpos: mental, emocional, energético, espiritual, nossa força vital; o que pensamos, sentimos ou agimos. Como está nossa freqüência energética. Como nos alimentamos hoje em dia. A Homeopatia é energia Pura. Não existe molécula, somente a energia do semelhante. Lei de Hahnemann semelhante cura semelhante é muito simples a cura, a mudança, a vida, basta sentir vontade de mudar.
O Universo Astral ou Fluídico preexiste à matéria e a governa. Se o Corpo astral do indivíduo não possuir elementos que favoreçam o desenvolvimento de tais microorganismos, mesmo com o contágio físico, estará imune aos seus efeitos nocivos, pois este não conseguirá desenvolver-se. Uma das maneiras de equilíbrio dos corpos é a Homeopatia, pois ela diretamente nos conecta com a nossa essência. As exonerações em que ela produz fazem com que nos limpamos de energias densas que estavam condensadas em nossos corpos. Por meio de nossos pensamentos, atitudes, sentimentos é que atraímos para nós em nosso físico as chamadas “doenças”, que apenas são manifestações inteligentes do nosso corpo físico, mostrando com sintomas que nossa máquina interna precisa ser mudada imediatamente. Existe sim doente! Mas não doenças.
O Ser carrega consigo o seu próprio Universo sendo maior ou menor segundo sua evolução. Esse Universo se expande ou se contrai, é um campo magnético que o acompanha dentro ou fora da matéria, ele é um reflexo do seu caráter e da sua evolução, sendo um campo energético, está suscetível à transformações segundo a fonte que o irradia. O pensamento doentio, a revolta ou outras fraquezas do espírito provocam o desequilíbrio dessa energia impregnando-a de elementos deletérios, os quais interferem na constituição orgânica que abriga o Ser; tornando-se suscetível às enfermidades mais diversas. Estes serão os primeiros a serem atingidos.
Do átomo, de onde se origina o espírito, até que alcance o reino hominal, os seres transitam por todos os reinos da natureza. Por isso nascem e renascem no plano físico agrupados pelas necessidades evolutivas, a fim de se libertarem das características dos reinos inferiores, principalmente do reino animal que foi sua última etapa antes de atingir a razão.
A partir daí se torna um tanto mais difícil, pois assume o raciocínio e deixa de ser impulsionado pelo instinto, tornando-se livre para agir como bem entender. Achando que é livre, cria em seu mundo tridimensional, o Ego, ligado às paixões e se identificando com o corpo físico e separando de Deus. Pois somos Deuses. Não respeitamos as Leis Universais e uma delas é a Lei Causa e Efeito que o obriga a viver no clima de suas realizações, sejam elas quais forem.
Submetido somente por essa Lei, tende a se aperfeiçoar, pois sendo obrigado a viver sob o jugo das próprias circustâncias que criou, acabará descobrindo que é o autor de seu próprio destino. Encontramos então o Sofrimento. Mas existem Muitas Leis que não nos preocupamos agindo num sono profundo da ignorância.
A Humanidade renovada nos seus conceitos e valores abrirá as portas para o infinito do conhecimento. Pelo seu avanço poderá se relacionar com outros mundos dentro e fora do sistema solar, criando um intercâmbio de valiosas informações. A cada geração desenvolverá novas faculdades aprimorando o próprio corpo físico que irá se tornar mais sutil, mais belo e conseqüentemente isento dos males que hoje o atingem.
A Ciência não tem fronteiras. A grande maioria dos homens que a manipula é que está preocupada apenas com as descobertas que atendam aos seus interesses inferiores e imediatos. A grande barreira que existe está nos homens e não na Ciência. A Natureza não dá saltos, a lagarta enquanto não sofrer a metamorfose necessária e se transformar na borboleta, não poderão voar.
O Homem enquanto não sofrer as transformações necessárias em nível de consciência, amor universal e se equilibrar com a sua própria natureza não poderão alçar vôo no campo do conhecimento além do que o seu estado evolutivo lhe permite.
Então o Ser é o principal protagonista na história do Universo!
À medida que nós Seres Humanos começarmos verdadeiramente nossa mudança interna iremos nos expandir e colaborar na construção de Mundos e na expansão do Universo nos tornando Cidadãos Cósmicos. A evolução do Ser é infinita. Aproveitemos então, para começar Agora!


Patrícia Jorge Alves
Terapeuta Homeopata

domingo, 10 de outubro de 2010

Auto Estima







AUTO-ESTIMA

O estado de "espírito" tem grande influência sobre o bem-estar e a saúde. A tristeza, o medo, a raiva, os aborrecimentos, a mágoa, as preocupações e uma auto-estima baixa podem afetar muito a saúde. Por outro lado, a alegria de viver, a despreocupação, o descanso e uma auto-estima positiva têm efeitos muito benéficos.
A auto-estima é um dos fatores que mais influi no desenvolvimento pessoal, no bem-estar e na saúde integral. É sobretudo uma experiência íntima, um sentimento construtivo, uma consciência que se auto-afirma, um conceito positivo que se elabora a respeito de si mesmo, embasado em atitudes corretas, éticas e na integridade do caráter; é o respeito e o apreço da pessoa por si mesma. Diariamente, há a necessidade da conscientização da importância da auto-estima e, portanto, de seu cultivo. É preciso nutri-la, despertá-la e aperfeiçoá-la.

A função da auto-estima

A função primordial do sistema imunológico é a de proteger o organismo contra as diversas infecções e contra o desenvolvimento de câncer. A auto-estima tem função análoga, a de proteger a pessoa dos perigos, das agressões, dos desrespeitos, da vulnerabilidade e dos sofrimentos.
Assim, quando alguém se valoriza e se respeita, ou seja, tem a consciência da importância de seus valores pessoais, deixa-os transparecer naturalmente a outras pessoas, através de seu jeito de ser, de suas atitudes; também, passa a escolher com mais critério as pessoas com as quais, obviamente, identifica-se e com as quais necessita se relacionar. Por exemplo, patrão, empregados, amigos, parentes, vizinhos...
A auto-estima positiva torna os seres humanos melhores e mais conscientes em relação à vida. Quem tem uma auto-estima positiva é mais sábio, pacífico e não vê a natureza, o seu semelhante com indiferença e como ameaça.
Pode-se dizer que existem três tipos de auto-estima:

Auto-estima positiva: não é competitiva e nem comparativa. É constituída de dois importantes sentimentos, o de capacidade (de que se é capaz) e o de valor (de que se tem qualidades, de que se é uma pessoa valiosa, na medida do esforço de aperfeiçoamento). É resultante da confiança, do respeito e do apreço que uma pessoa possa cultivar em relação a si mesma.

Auto- estima relativa: oscila entre o sentir-se apta e não, valiosa e não, "acertada" e "desacertada" como pessoa; tais incoerências se manifestam nos sentimentos e nas atitudes; às vezes, a pessoa age com sensatez, às vezes, com imaturidade, reforçando-se assim a sua insegurança. A supervalorização das próprias capacidades revela uma auto-estima confusa e não um excesso de auto-estima.

Auto- estima baixa: caracteriza-se pelo sentimento de inferioridade e de incapacidade pessoal, de insegurança, de dúvidas a respeito de si mesma, de culpa, pelo medo de viver plenamente, pela sensação de que o que se é não seja suficiente, pelo baixo aproveitamento nos estudos ou no trabalho, pela imaturidade afetiva e pelas relações interpessoais destrutivas.
É necessário que cada pessoa avalie e reflita profundamente a respeito de sua auto-estima, pois nem sempre os sentimentos de uma auto-estima deficiente são reconhecidos e admitidos.
Desenvolver uma consciência saudável a respeito de si mesma é de grande importância para a própria vida e para as outras pessoas, pois a auto-estima positiva torna a pessoa perspicaz, zelosa, capaz, benevolente, apta, generosa, saudável e valiosa perante a vida e aos seus semelhantes. A forma como alguém se sente intimamente influencia os diversos aspectos de sua existência, desde a maneira como age no trabalho, em casa, na escola, nos relacionamentos, no amor, no sexo, até na paternidade, na maternidade, nas possibilidades de aperfeiçoamento na vida...
Portanto, a auto-estima positiva é a chave para o despertar da consciência, do êxito ou do fracasso.
Na infância, o amor, o apreço, o respeito, a segurança, o apoio e o incentivo dos pais e educadores são indispensáveis para a elaboração de uma auto-imagem positiva e saudável. No entanto, a contribuição negativa das pessoas, as críticas, o ciúme, o autoritarismo dos pais, as companhias destrutivas, o descuido com a integridade e a honestidade, a falta de responsabilidade e de disciplina, dentre outros fatores, podem afetar negativamente a auto-estima.
Na juventude, as pessoas podem alimentar ou prejudicar a confiança e o respeito do jovem por si mesmo, se o respeitam ou não, se o amam ou não, se o valorizam ou não e o estimulam ou não a ter confiança em si. Apesar do que possa acontecer na vida, a pessoa é plenamente capaz de libertar-se das experiências desastrosas e de desenvolver uma auto-estima positiva, se assim, verdadeiramente, almejar.
Os sintomas da baixa-auto-estima
Alguns sinais, sintomas e comportamentos refletem uma auto-estima baixa (com exceção dos distúrbios fisiológicos): inaptidão para a vida, insegurança, sentimento de inferioridade, sentimento de "desacerto", angústia, depressão, medo de relacionamentos, o abuso do álcool, o tabagismo, o uso de drogas, o baixo aproveitamento escolar e o baixo rendimento no trabalho, o descaso com a saúde, os hábitos dietéticos errôneos, o maltrato às mulheres, o maltrato aos homens, uma vida sexual promíscua, a violação de menores, toda forma de violência e agressividade, as disfunções sexuais, a imaturidade afetiva, o suicídio, os crimes violentos...
Quando se pensa em auto estima, não se deve relacioná-la ao amor próprio exagerado ou ao sentimento de que se é melhor ou superior aos demais.

                           Patricia Jorge Alves
                     Terapeuta Homeopata

segunda-feira, 27 de setembro de 2010


DIVINA  HOMEOPATIA
 “A ARTE DE CURAR”


A Homeopatia é uma prática única em seu gênero. Concebida, há dois séculos, por Samuel Hahnemann, ela coloca em jogo um processo terapêutico original apoiado numa abordagem tanto empírica como conceitual da doença, de sua integração na personalização do doente e de seu tratamento. Sendo um sistema de tratamento que usa substâncias especialmente preparadas e altamente diluídas para colocar em ação os mecanismos de cura ( força vital) do próprio corpo, de forma abrangente. Utiliza uma série de substâncias derivadas de plantas, animais, minerais, substâncias químicas sintéticas, drogas convencionais, órgãos, todas em quantidades ínfimas, usando um processo de preparação especial. Diluições em etapas com agitação entre as etapas; contendo somente a memória da substância sem a presença de moléculas.
É difícil dar a homeopatia todo o seu significado e não situarmos o seu fundador no contexto da época, uma época especialmente movimentada, tanto na Alemanha como na França; na Medicina como nas Ciências ou na Filosofia; na Política como na Arte, na Música ou na Literatura. Samuel Hahnemann inscreve-se nessa engrenagem de renovação: está a par das novas ciências, pois traduziu, durante seus estudos, textos de Química, de Física, de Fisiologia entre outros. E quando para momentaneamente de exercer a Medicina, em 1790, por insatisfação e revolta contra os meios terapêuticos, Justificando:


“ [...] meu senso do dever não me permitia ocupar-me do estado patológico desconhecido de meus “irmãos” que sofrem com a ajuda de medicamentos desconhecidos[...]. A idéia de transformar-me assim em assassino ou em malfeitor, tratando-se da vida de meus companheiros, era terrível para mim, tão espantosa e inquietante que deixei toda a minha prática de lado durante meus primeiros anos de recém – casado...” ( Hahnemann 1808).

“É preferível não ter nenhum médico nem medicamento do que deixar-se tratar à maneira da escola antiga”. (Hahnemann)


Mas sua pausa também foi para pensar, informar-se, conhecer. Mantendo simultaneamente uma produção científica pessoal, especialmente em Química, ele traduz obras que refletem suas ordens de preocupações: As pesquisas sobre tísica pulmonar, de M. Ryan, A advertência às mulheres, de J. Grigg, a Matéria Médica de Cullen, o tratado de química médica e farmacêutica, de De La Métherie, etc. O importante é relatar que na Faculdade de Medicina traduziu obras de Paracelso, Hipócrates, etc. pois dominava línguas como: Grego, Latim, Francês, Inglês Aramaico, entre outros.
Se impôs por vários anos para não continuar a utilizar métodos em que já não acreditava levou-o a uma reflexão aprofundada sobre o próprio fundamento do saber médico e das práticas terapêuticas. É nesse contexto que nasceu na mente deste grande gênio Samuel Hahnemann a busca de outra coisa, ainda inteiramente aureolada de pronunciada fé no “poder divino” e em sua capacidade de finalizar os empreendimentos humanos:
“Não, há um Deus que é bondade, a própria sabedoria, deve também haver um meio criado por Ele de curar as doenças, com certeza[...]. Por que este meio não foi encontrado em vinte séculos em que há homens que se dizem médicos? É porque estava muito próximo de nós e muito fácil, porque, para consegui-lo, não eram necessários brilhantes sofismas nem hipóteses sedutoras. Bem![...] buscarei bem perto de mim onde deve estar aquele meio em que ninguém pensou por ser simples demais[...]. Eu pensava: deves observar a maneira pela qual os medicamentos agem sobre o corpo do homem quando se acha no tranqüilo equilíbrio da saúde. As mudanças que eles então determinam não ocorrem em vão e devem certamente significar algo; pois, sem isso, por que operariam?...”(Hahnemann, Carta sobre a urgência de uma reforma em medicina, 1805, traduzida em Estudos de Medicina Homeopática,v.I, Paris, 1855, citado por L. Simon, nota histórica e médica sobre a vida e as obras de Samuel Hahnemann, 4. ed.fr. de O Organon da Arte de Curar; Exposição da Doutrina Médicca Homeopática, publicada em Paris por J. B. Baillière, em 1856, a partir da 5. ed.original) (Hahnemann, 1834, trad.fr.;1856).

Em busca de outro meio de curar as doenças e, mais amplamente, de dar outro sentido à doença e ao seu tratamento, inscreve-se dentro do movimento surpreendentemente vigoroso cultivado pelo pensamento europeu no final do século XVIII, ruptura epistemológica, com os fundamentos teístas que geravam de fato os saberes humanos e até a ordem do pensamento e da sociedade.
Curiosamente, a medicina marca passo quando se comparam seus avanços com os da filosofia ou das ciências. Enquanto a química e a física fazem com que a indústria transponha etapas decisivas, enquanto a eletricidade, a fotografia e a máquina a vapor vão revolucionar as sociedades, a biologia está apenas em seu início, e a medicina continua enredada em seus conflitos, suas teorias nebulosas, seus capitais de situação e suas querelas de distinção. Alguns nomes evocadores de etapas, de combates e às vezes também de nomadismo, já se incorporaram sempre em busca de um novo saber: Réaumur, Spallanzani, Pinel, Lavoisier, Bichat, Broussais, Dupuytren, Laennec e Magendie, que lançará as bases da fisiologia moderna.
O Caráter profundamente inovador da trajetória de Samuel Hahnemann em sua época, e ainda hoje, reside na combinação de algumas idéias-força:

- um medicamento não age diretamente sobre o agente mórbido, e sim sobre os desarranjos que este introduziu na harmonia vital, expressa pela boa saúde, “quando a força vital instintiva, automática e incapaz de raciocínio foi levada pela doença a reações anormais...” (hahnemann, 1834, trad.fr.,1856, Introdução);
- um medicamento age tanto naquele que goza de boa saúde quanto no doente, e é a observação de seus efeitos no sujeito sadio que permite deduzir seu estudo terapêutico;
- na aplicação do tratamento pelos similares (similia similibus curantur) e em virtude do princípio de similitude, o médico deve buscar a dose mais fraca de medicamento capaz de provocar uma reação salvadora no organismo, “por meio de um poder morbífico capaz de produzir sintomas semelhantes e um pouco mais fortes...”(Hahnemann, 1834, trad.fr.,1856);
- a experimentação dos medicamentos em si mesmo permite ao médico conhecer, pela experiência pessoal,os distúrbios gerados por cada um deles em dose elevada. É uma atitude de alto valor ético e que confere ao profissional um real conhecimento do produto prescrito. (Hahnemann,1834,trad.fr.,1856).

Na Homeopatia são defendidas três princípios:  Similitude, Infinitesimalidade e
Globalidade – e a experiência individual das patogenesias.
O princípio de vitalidade ou de força vital parece ter-se apagado um pouco da memória coletiva em favor da globalidade, embora representasse, e ainda represente, um espinho irritante para os organicistas, mecanicistas e materialistas, sendo ele sem dúvida, o principal agente do pensamento hahnemanniano. O princípio de globalidade encontra sua verdadeira dimensão, como explica com muita clareza M. Guermonprez em seu artigo “Globalidade” (Capítulo II. 3), apenas quando assume aquela noção essencial, de onde resultará, por encadeamento lógico, a idéia da reatividade própria de um sujeito como expressão dessa energia interna que abre, ela mesma, um amplo campo de reflexão e de observação em torno da idéia de “terreno” e onde vão inscrever-se as múltiplas tentativas de valorização e de hierarquização dos sintomas, de racionalização das afecções crônicas, de sistematização e tipagem dos indivíduos, que marcam a trajetória da Homeopatia até hoje.
Por ter o discurso de Samuel Hahnemann se oposto frontalmente às idéias recebidas, a Homeopatia desenvolveu-se sem grande concessão aos discursos triunfalistas de uma medicina acadêmica, incapaz de exercer sobre si a crítica e a censura que tão bem sabia prodigalizar a seus oponentes. O talento de polemista do fundador da Homeopatia não lhe deu só amigos; a virulência e a perfídia dos ataques de seus adversários foram muitas vezes alimentadas por seus escritos sem anemidade:

“Meus pontos de vista elevam-se bem acima da rotina mecânica, que faz pouco caso da vida tão preciosa dos homens, tomando como guia coleções de receita, cujo número crescente a cada dia prova a que ponto ainda está, infelizmente, disseminado o uso que delas é feito. Deixo esse escândalo à ralé do povo médico e ocupo-me apenas da medicina reinante, que pensa que sua antigüidade lhe dá realmente o caráter de uma ciência.
Esta velha medicina vangloria-se de ser a única que merece o título de racional, porque pensa ser a única que se empenha em pesquisar e afastar as causas das doenças, a única também que segue os rastros da natureza no tratamento das doenças.
Tolle causam!, exclama ela continuamente, mas se atém a esse vão clamor. Pensa poder encontrar a causa da doença, mas na verdade, não a encontra de modo algum...”(Hahnemann,1834,trad.fr.,1856).

Com algum retrocesso no tempo, vemos que as coisas não são tão simples, merecendo portanto, que nos detenhamos um pouco. Especificamente, a obstinação de alguns em ridicularizar a Homeopatia e desconsiderar todos aqueles que se esforçam para validar ou verificar alguns de seus princípios(cf. a polêmica em torno da memória da água e as tentativas, sustentadas especialmente pela revista britânica Nature , para fazer J. Benveniste cair na armadilha sobre a realidade dos efeitos biológicos das altas diluições de anticorpos anti – IgE) expressa principalmente a grande irritação dos defensores de uma certa medicina, com dominância bio – organo – mecanicista, hoje muito cortejada, contrapondo-se a qualquer pensamento discordante, oscilando entre um terrorismo intelectual e profissional insidioso e destrutivo e um pseudo – ecletismo simplório, mostrando com raro brilho no último livro de nosso colega J.J. Aulas (Aulas, 1993).
Reler os fundamentos da Homeopatia, procurar experimentá-los e validá-los através dos conhecimentos atuais é de imperiosa necessidade para a sobrevivência da disciplina. A Homeopatia, por expressar uma abordagem conceitual original da doença, do doente e do tratamento, só pode enriquecer e enriquecer-se com esta participação nos modernos debates sobre a medicina.
O discurso de Samuel Hahnemann sobre as finalidades da medicina, quais sejam, a escuta do doente, as exigências da experimentação no sujeito sadio, a obrigação Moral do médico de experimentar nele mesmo, o cuidado que teve de identificar os precursores da Homeopatia, a consideração da influência do psiquismo sobre o curso dos acontecimentos (“o remédio moral”) são outras tantas lições de total atualidade. Sua preocupação sobre o sentido a ser dado ao conceito de força vital não deve ser reconduzida a um avatar histórico do pensamento médico.
Se existe um processo que confere aos órgãos e aparelhos do organismo humano a vida que os anima transitoriamente, de que modo ele se expressa? Como se transmite? Como se desregula? Como desaparece? Como se expressam os distúrbios? Como intervir sobre ele?
Toda a questão é saber de que maneira esse “princípio vital” se inscreve nos processos mórbidos. Se reconhecemos que a morte é o efeito do desaparecimento dessa “força vital criadora”, tudo leva a crer ser muito provável que doença e alteração desse “princípio vital” estejam associados. A trajetória de Hahnemann consistiu em ver essencialmente nas manifestações mórbidas uma expressão do desarranjo dessa força vital sob o efeito do agente patogênico, e em considerar esse desarranjo como o perigo real. Corrigir esse desarranjo por meio de um estímulo específico provém de uma lógica indiscutível, mas que estabelece, simultaneamente, os termos de um novo processo terapêutico.
Tal abordagem de ação curativa e preventiva em medicina não pode ser jogada fora com um canetaço ou um levantar de ombros. Trata-se de uma concepção fisiopatológica perfeitamente justificada, mas situada nos antípodas da racionalização habitual sobre a origem das doenças e seu tratamento. Isso nos incomoda? De que maneira os especialistas do mundo do ser vivo , e com eles os médicos, poderiam negar que possam coexistir olhares diferentes, abordagens diferentes e lógicas diferentes sobre a maneira de compreender as doenças e tratá-las? O gênio Samuel Hahnemann transcende as concepções de sua época e, conseqüentemente, uma parte de seu próprio discurso e de sua argumentação: “não há nada de incomum na história do pensamento humano. Prender-se a curiosidades da linguagem, a exageros do verbo ou a representações antiquadas equivale a mascarar a dimensão essencial da contribuição de Samuel Hahnemann à evolução do pensamento médico, como a árvore que esconderia a floresta.


Organon § 2 parágrafo: “O mais elevado ideal de uma cura é rápida, suave e permanente restauração da saúde ou a remoção e o aniquilamento da doença em toda sua extensão, no mais curto, mais seguro e mais inofensivo modo, baseado em princípios facilmente compreensíveis”. (Hahnemann).


Se perguntássemos a um médico, que não tenha sido treinado em Homeopatia, em que consiste a cura, sua mente giraria em torno da idéia do desaparecimentos do estado patológico; no caso de uma determinada erupção de pele, o desaparecimento da erupção seria chamado de cura, se alguma afecção no joelho, uma amputação acima dele seria considerada uma cura; ou se fosse uma doença aguda e o paciente não morresse, isso seria considerado uma cura da doença. Restabelecer a saúde e não remover sintomas, é o primeiro ponto. Restabelecer a saúde tem em vista e estabelecimento da ordem no ser humano, removendo a constipação, as hemorróidas, o edema do joelho, a doença de pele ou alguma manifestação local ou sinal particular de doença ou mesmo a remoção de um grupo de sintomas, não tem como objetivo a restituição à saúde de toda a economia do homem. Se a remoção dos sintomas não é seguida pela restauração da saúde, não pode ser chamada de cura.

“... O único dever do médico é curar o enfermo e portanto, seu dever não é simplesmente remover sintomas, a aparência da imagem da doença, imaginando que dessa maneira restabeleceu a ordem. Que criatura de mente mais simplista ele deve ser! Que rastejador no lixo e no lodo deve ser, quando pode meditar sobre fazer tais coisas, mesmo por um momento! Quão diferentes seriam suas ações e considerasse que cada violenta mudança que produz no aspecto da doença, agrava a natureza interior da doença, agrava a enfermidade do homem e efetua um aumento do sofrimento dentro dele...”( Lições de filosofia homeopática, ed. Organon, 2002 James Tyler Kent).

A primeira coisa a ser considerada num caso é: quais são as indicações curativas neste caso? Que sinais e sintomas chamam a atenção do Homeopata como sinais e sintomas curativos? Isto significa que nem toda a manifestação é uma indicação curativa. Os resultados da doença que ocorrem nos tecidos, nas doenças crônicas, tais como alterações cancerosas,tumores etc. são de tal caráter, que não podem se constituir em sinais curativos. A Ação da causa da doença é do centro para a periferia, do mais interno do homem para o mais externo. A observação de seu estado mental, emocional consiste em alto grau de adoecimentos. Pois o órgão de maior hierarquia no ser humano é o mental bem como seus sinais e sintomas emocionais.
No homem, o centro do governo está na mente e dele cada célula nervosa é governada. A partir dele todas as ações tem lugar para o bem e o mal, para a ordem ou a desordem; a partir dele as doenças começam (em um campo bem mais sutil) e a partir dele começa o processo de cura. Não é a partir de coisas externas que o homem torna-se enfermo, nem a partir das bactérias ou do meio ambiente, mas a partir das causas dele mesmo. Se o homeopata não vê isso, não pode ter uma verdadeira concepção da doença. A desordem no organismo vital é o estágio primário da questão e essa ordem manifesta-se por sinais e sintomas.
Saibamos que a responsabilidade que temos de nossa própria vida é o que se segue adiante no fluxo de nossa história. A ponta do iceberg não é a solução de cura para todos os males. A profundidade do saber inclui impreterivelmente no sentir o Ser, nos amarmos incondicionalmente e sabermos separar o que é criação da Mente superior e o que é criação do Ego.
Você parou para se observar hoje?

Patricia Jorge Alves
Terapeuta Homeopata

INSTITUTO CULTURAL IMHOTEP