terça-feira, 7 de novembro de 2017

CANCRO, O MAL DO SÉCULO!






Começo minha explanação sobre o ser humano, onde fazemos parte da humanidade e somos compostos por órgãos que por sua vez, é composto por inúmeras células. A humanidade espera do indivíduo que este se comporte da maneira mais adequada para o desenvolvimento e sobrevivência da espécie. O Ser Humano espera dos seus órgãos que funcione da melhor maneira para assegurar a sua longevidade. O órgão por sua vez, espera das suas células que cumpram a função que lhes é exigida para garantir a sua sobrevivência.

Podemos entender que tanto de um lado como de outro, cada “unidade individual, célula, órgão e indivíduo”, encontram-se sempre numa posição de conflituosidade entre a vida pessoal e a sujeição aos interesses da unidade. Todas as “organizações complexas”(humanidade, Estado, Órgão) baseiam-se para o seu bom funcionamento, no princípio de que a maioria das partes se submete a uma ideia informadora comum e a serve. Todo e qualquer sistema suporta bem a deserção de alguns de seus elementos, sem que advenha perigo do todo. Existe um limite para que não ocorra perigo. Um Estado tem capacidade que um grupo pequeno de pessoas estejam desempregados, mas quando o grupo alcança dimensões sem controle, passa a existir um perigo para a totalidade do sistema, colocando em perigo o Estado como um todo.
O Estado por sua vez, procurará meios para se proteger, mas quando seus esforços fracassam a queda é certa. A meta é atrair e alimentar os grupos fracos fazendo-os seguros e fortes. A repressão e a violência (sicose/Luetismo) não surtem efeitos benéficos, conduzindo-os certamente para o caos. Do ponto de vista do Estado, forças opositoras(medicamentos violentos causando efeitos destruidores no sistema todo), constituem inimigos perigosos que desconhecem outro objetivo senão a destruição da ordem e a propagação do caos com consequências na maioria das vezes nefasta.
O Estado exige obediência e os dissidentes reclamam a liberdade total para poderem levar a cabo os seus próprios ideais.
A exposição deste exemplo não se trata de expor crenças sócio políticas mas, de descrever o processo do cancro num plano diferente, para que o ângulo se amplie.
O cancro não consiste num fato isolado que se apresenta unicamente de sintomas, mas, num processo muito diferenciado e inteligente que deveria chamar a atenção de todos.
Em quase todas as outras patologias, observamos o corpo combater através de medidas adequadas fazendo com que a totalidade recobra sua saúde.
No caso do cancro, acontece algo distinto, estando o corpo indefeso da forma como um número crescente de células alteram o comportamento, desencadeando mediante a uma divisão ativa, um processo que em si não conduz a objetivo algum, conhecendo seus limites unicamente no esgotamento. A célula cancerígena, não é algo que ataca o organismo vindo do exterior, mas o terreno se torna suscetível, quando as defesas não se comunicam corretamente entre si. Os vírus, as bactérias e os fungos sempre existiram, mas não podemos colocá-los como vilões, pois, se encontrarem um terreno propício e semelhante, faz com que os componentes desse terreno entrem em conflito entre si e com os intrusos , onde o mais forte mata o mais fraco, surgindo um caos podendo chegar ao óbito. Podemos dizer que a célula, muda de opinião deixando de se identificar com a comunidade a que pertence. A célula por sua vez, desenvolve objetivos próprios e as persegui-los com afinco. Dando por concluída sua atividade ao serviço próprio, multiplica-se criando seu próprio mundo e entrando sem bater nos órgãos que mais o convém. Ela então, deixa de se comportar como um membro do Ser multicelular, retrocedendo a uma etapa anterior da sua evolução, passando a Ser unicelular. Demite-se da sua associação celular e, através da multiplicação caótica, se espalha rapidamente e implacavelmente sem o menor respeito pelas fronteiras morfológicas ( infiltrações), estabelecendo por toda a parte, os seus postos estratégicos (metástases). Para se alimentar, recorre à comunidade celular que se desprendeu.  O crescimento e a multiplicação das células cancerígenas é tão rápido que por vezes, os vasos sanguíneos são insuficientes para as alimentar. Nessa altura, as células cancerígenas prescindem da oxigenação passando à forma de vida mais primitiva da fermentação. A respiração depende da comunidade(intercâmbio), enquanto a fermentação pode ser conseguida por cada célula, individualmente.
Esta proliferação triunfal das células cancerígenas termina quando o solo nutritivo do indivíduo tiver sido consumido, chegando a célula cancerígena sucumbir, enquanto tiver nutriente ela prospera.
Por que razão, a célula que fora, até então, uma célula exemplar, passa subitamente a provocar tudo isso?
Na sua qualidade de membro obediente do indivíduo celular a que pertencia, tinha apenas de realizar determinada atividade prescrita sendo útil para a sobrevivência do Ser multicelular, sendo apenas uma de entre milhões de células, tendo de realizar um trabalho pouco atrativo, sendo que durante anos o fez. A certa altura, o organismo terá deixado de representar um padrão atrativo para o desenvolvimento da célula. Um ser unicelular é livre e independente, pode fazer aquilo que lhe apetece e, graças à sua capacidade de multiplicação ilimitada, pode tornar-se imortal. Na sua qualidade de membro de um organismo multicelular, a célula não passava de uma escrava desprovida de vida própria. Será, então, tão surpreendente que a célula anseie pela sua liberdade de outrora e procure regressar à sua condição unicelular para assim recomeçar, a pulso, a conquistar a imortalidade? Ela submete a comunidade a que pertencia aos seus próprios interesses e, com implacável perseverança, começa a tornar realidade o seu futuro livre.
O anseio de liberdade da célula cancerígena, se manterá viva até a última gota de nutrientes, criando consequências posteriores graves após a ausência de alimento, sucumbindo até a morte. O caminho: liberdade e morte na maioria das vezes, se tornando inevitável.
O Ser Humano não acha a menor piada a ter de sacrificar a própria vida pela vida da célula cancerígena, mas a verdade é que a célula do corpo também não estava satisfeita com o fato de dar a vida pelo Ser Humano. Os argumentos da célula são tão válidos como os do Ser Humano, com a diferença apenas dos pontos de vista serem divergentes. Ambos desejam viver e concretizar os seus próprios anseios de liberdade. Ambos estão dispostos a sacrificar o outro para consegui-lo. Enquanto for capaz, o indivíduo extirpará, irradiará e envenenará as células cancerígenas, mas estas aniquilarão o corpo se saírem vencedoras da contenda. É o eterno conflito da natureza: comer ou ser comido.
A doença do cancro é a expressão da nossa época e da nossa ideologia coletiva. Experimentamos em nós sob a forma de cancro apenas aquilo que nós mesmos vivemos. A nossa época caracteriza pela expansão implacável e pela perseguição dos interesses individuais. Tanto na vida política como na econômica, na religiosa como na privada, o Ser Humano procura “apenas” alargar os seus objetivos pessoais sem o menor respeito pelas fronteiras (morfologia), estabelecendo postos estratégicos para os alicerces (metástase), aceitando como legítimo apenas os seu ponto de vista e opinião, colocando os “demais” ao serviço do seu benefício próprio (parasitismo).
Todos agimos como as células cancerígenas. O nosso crescimento é tão rápido que temos problemas de abastecimento. Os sistemas de comunicação expandiram-se pelo mundo a fora, mas quantas vezes nós falhamos com a comunicação com o próximo. Produzimos alimentos e desperdiçamos em nome da política de manipulação dos preços. Damos volta ao mundo, mas nem sequer, conhecemos a nós mesmos. A filosofia reinante não conhece outro objetivo que não seja o crescimento e o progresso. O Ser Humano trabalha sem parar para consumir o supérfluo, tudo isso em nome do Progresso! Mas o progresso não conhece outro objetivo, que não seja mais progresso ainda! A Humanidade embarcou numa viagem sem destino. Estabelecemos constantemente novos objetivos para não cairmos no desespero. A cegueira e miopia do Ser Humano, não fica atrás da cegueira e miopia da célula cancerígena.
Com vista a favorecer a expansão econômica, o Homem explorou o meio ambiente (recursos naturais) desmedidamente, comprovando agora a falência dos recursos naturais, significando nossa morte também. Somos cruéis, sem sombra de dúvida, egoístas, egocêntricos, arrogantes e vaidosos. Se nós nos comportamos desequilibradamente em todos os setores, como podemos nos queixar do cancro? O cancro é o reflexo do que verdadeiramente somos. Ele nos mostra a conduta que escolhemos para nossas vidas. Assumir a responsabilidade de todos os nossos atos equivocados, adquirindo um entendimento para promovermos a real mudança.
Não há que vencer o cancro, apenas compreendê-lo para podermos compreender-nos a nós mesmos. O cancro dá-nos uma tremenda oportunidade de vislumbrarmos nele os nossos vícios.
O cancro encalha, em última instância, na polaridade: “eu ou a comunidade”. Na maioria das vezes, ele opta pela própria sobrevivência sem considerar que depende do Todo para viver. Falta-lhe a consciência da unidade. O cancro apenas discerne a unidade em si mesmo, no âmbito das suas próprias fronteiras. Esta falta de compreensão do que seja a unidade é algo que todos nós (Seres Humanos) partilham em comum com o cancro.
O corpo físico é o veículo da manifestação da doença ou da saúde.
Vemos o mundo através de uma visão materialista e utilitária, distorcemos tudo o que vemos, subdividindo o Todo, sem ter uma base com conceitos das Leis que regem o Universo. O Homem pensa em partes.
Vivemos uma síndrome coletiva da vitimização. As pessoas são programadas para somente ver em partes.
O Homem define tecnicamente tudo o que existe, subdividindo em “partes”, sem levar em conta do Todo. Exemplo: é estudado o corpo humano detalhadamente em suas partes, sabemos como uma glândula funciona, reage positiva ou negativamente no corpo. Mas não sabemos o porquê da doença, como surgiu? Foi um vírus, uma bactéria, um fungo, uma intoxicação de metal pesado? Mas quem permitiu que tudo isso acontecesse? Foram nossas escolhas, ou seja: a maneira como vivemos, como reagimos, o que comemos , as escolhas são individuais e intransferíveis.
Ler a vida e defini-la tecnicamente os componentes materiais é mecânico, mas não gerará a verdadeira mudança.
A transformação é um processo físico, externo; mas a transmutação é a mudança de dentro do Ser Humano.
A origem do problema está nos planos sutis, mental, emocional e espiritual. O corpo físico é um órgão de impacto; se fecharmos as verdadeiras causas que provocaram o distúrbio, não gerará a cura verdadeira, apenas será paliativo.
A matéria é uma mera ilusão projetada pela mente. Aquilo que você propaga no seu pensar, sentir e agir atinge à todos abruptamente. Olhemos em nossa volta. O que o Homem produziu com sua inteligência? Como está o ar que respiramos? E os alimentos estão verdadeiramente saudáveis? Então, propagamos a destruição em massa!
O Homem perdeu o contato com sua identidade, alteramos todos os corpos(mental, emocional, espiritual) instalando em nosso físico (órgão de impacto) a patologia.
Somos condicionados a pensar, sentir, agir e como devemos atuar. O Homem tornou-se um boneco fácil de se manipular.
As causas das misérias humanas estão nos planos, psicológicos, moral e espiritual.
A fome não é a falta de alimento, mas sim de moral, pois vivemos uma ‘ética” de coerção ou seja, de pró forma e não de convicção.
Concluo que o caminho para o reestabelecimento da saúde encontra-se muito longe de ser alcançado. As máquinas não reestabelecem a saúde, apenas introduzem mais desarmonias. Somos bombardeados constantemente em nosso mundo!
A importância que damos a beleza, a busca do poder, da riqueza, indubitavelmente chegaremos à morte! Somos algozes de nós mesmos!
Você está pronto para essa mudança.
Patricia Jorge Alves
Terapeuta Homeopata






sábado, 14 de outubro de 2017

CICUTA VIROSA






São três as cicutas: Cicuta virosa ou Aquática(salsa dos loucos); o Conium Maculatum (Cicuta officinalis) e Aethusa sinapium, pertencentes à família das umbelíferas, crescendo em lugares pantanosos, mares e lagos, principalmente da Alemanha e França. Florece em Julho e Agosto. O odor da Cicuta virosa é fétido, nauseante, sabor amargo, seu suco é acre e sua raiz é muito venenosa, com o sabor que lembra o da salsa. Seu veneno se obtém pela raiz; seu princípio ativo é a cicutoxina. A toxidade foi utilizada na Grécia para a execução dos condenados à morte.

Intoxicação:
Minutos depois de ingerida, provoca nos seres humanos forte ardor na boca. Ânsia de vômito, tontura, desfalecimento, paralisia, estado de coma. Depois seguem-se convulsões, a boca começa a espumar, os dentes a ranger, as extremidades do corpo são atacadas e atormentadas por fortes cãibras ( o que já é indicativo do seu emprego nos epilépticos e convulsivos), o lábio e a face tornam-se roxo, as pupilas dilatam-se, tornando-se sem reação, a respiração e algumas vezes a pulsação sofrem  paralisia no auge de uma forte convulsão.
A morte sobrevém, decorridas algumas horas após a ingestão, no auge de uma convulsão ou no estado de paralisia que à mesma segue, ou pode ocorrer dez, doze ou vinte horas após o individuo ter ingerido a droga.
Muitos acidentes fatais ocorreram pela ingestão de raiz de Cicuta Virosa, por engano, pensando se tratar de salsa.


Cicuta virosa age violentamente no sistema nervoso, irritante cérebro espinhal; em doses ponderais, na base do cérebro e no bulbo. É um veneno convulsivo: pouco tempo após ser absorvida o indivíduo cai em estado de rigidez característica com olhar fixo, face azulada, violácea e com espuma na boca; depois aparecem as convulsões epileptiformes com agitação muscular espasmódica violenta, seguida de depressão, não menos violenta.
Estados convulsivos seguidos de traumatismos crânio-encefálicos ou medulares. Podem aparecer sintomas físicos e mentais logo após lesões ou golpes na cabeça. Maus efeitos de traumatismos da medula espinhal ou do cérebro.
As causas podem ocorrer  em acidentes, quedas, por erros de dieta, por engolir uma espinha de peixe; em crianças durante a dentição, durante a gravidez e puerpério. As convulsões são muito violentas, precedidas por um grito, um violento espasmo do diafragma em forma de brusco choque epigástrico. Após as convulsões se estenderem por todo o corpo, este fica em opistótonos¹  com a cabeça para trás ou para um lado, trismos², gritos, perda de consciência, violentas contorções, com fortes sacudidas e contrações espasmódicas dos músculos de todo o corpo, com os polegares metidos dentro dos demais dedos flexionados. Quando o ataque cessa, permanece em prostração, não recordando do ocorrido apresentando insensibilidade. (Lathould) (Vannier).

¹ “Opistótono é um estado de distensão e espasticidade grave, no qual a cabeça, pescoço e coluna vertebral de um indivíduo formam uma posição em arco côncavo para trás, fazendo com que se apoie apenas na cabeça e nos calcanhares.”

² “Trismo representa uma contratura dolorosa da musculatura da mandíbula (masseteres). ... É uma contratura dos dentes, ocorre geralmente ao acordar e quando finalizamos uma atividade, como a mastigação. Pode ser indício de problemas na articulação temporomandibular (ATM).” https://pt.wikipedia.org/wiki/Trismo


Choques violentos através da cabeça, braço e pernas, causando repuxões súbitos. Efeitos crônicos nocivos de concussões³ do cérebro e coluna, especialmente espasmos; trismo e tétano, por lasca enfiada na carne.

³ “Concussão caracteriza-se pela presença de sintomas neurológicos sem nenhuma lesão identificada, mas com danos microscópicos, dependendo da situação, reversíveis ou não. Podem ocorrer perda da consciência, prejuízo da memória, cefaleia, náuseas e vômitos, distúrbios visuais e da movimentação dos olhos. A concussão cerebral é a perda da consciência de curta duração, que acontece logo após um traumatismo craniano (bater com a cabeça). Uma concussão pode deixar o indivíduo um pouco confuso, com dor de cabeça e com uma sonolência anormal, podendo ser acompanhada de tontura, dificuldade de concentração, esquecimento, depressão, falta de sensibilidade ou de emoções e ansiedade. Diferente da contusão, as concussões causam uma disfunção cerebral temporária, sem apresentar fratura do crânio ou feridas na cabeça. Elas podem ocorrer mesmo após um traumatismo crânio-encefálico menor, dependendo da intensidade com que o cérebro foi mobilizado no interior da caixa craniana. A maioria dos indivíduos se recupera completamente em algumas horas ou dias, sem necessitar de nenhum tipo de tratamento específico. Mas, é necessário que este fique sob observação médica por pelo menos 12 horas. Durante este tempo, recomenda-se fazer uma ressonância magnética ou tomografia computadorizada para verificar a integridade cerebral. Caso os sintomas da concussão persistam, novos exames são feitos e, dependendo da avaliação médica, o tratamento é expandido, podendo envolver soluções farmacológicas.” https://pt.wikipedia.org/wiki/Concussão

Hahnemann:
   A-Mania, calor em todo corpo após sono não habitual; saltou da cama, dançou, riu e fez todo o tipo de bobagens, bebeu uma generosa quantidade de vinho, pulou à toa constantemente, bateu palmas por toda noite. Ele sentia-se como uma criança de sete a oito anos de idade.
   B-Depreciação e desprezo pela raça humana; afastou-se dos amigos, estava desgostoso com eles e a sua disposição direcionava-se para a misantropia; retirou-se para a solidão.
Perda da crença nas pessoas e fobia pelos homens; pensamento sobre seus erros e a si próprio. Excitação com relação ao futuro, tudo o que fosse acontecer contigo, o ameaçava, representando algo perigoso.


Observando as citações (A) e  (B) em relação aos sintomas mentais, vemos que são contraditórios e paradoxais. Na coluna (A) encontramos uma criança imatura, inconsequente, mas cheia de vida, que dança, canta e faz algazarras, e na coluna (B) indivíduos misantrópicos, desalentados e sem o menor entusiasmo para a vida, sem fé na humanidade.

Isso passa a fazer sentido pelo conhecimento das polaridades miasmáticas, quando os indivíduos sofrem seus medicamentos e vivem defesas equivocadas e antagônicas.
Ao buscarmos penetrar no “gênio” de Cicuta Virosa, é apresentarmos indivíduos que buscam a vida através da morte, sendo que isto é um ato equivocado, uma ideia errada de ser, sendo seu mal pensar, seu digno de cura e graças a isto Cicuta adoece.
Cicuta tem ao mesmo tempo compaixão e compassividade, tem falta de confiança nos homens e os deprecia. Alterna cólera com estados de indiferença. Calado, silencioso em seu mundo interior, podendo ser crítico, gritar e fazer alaridos; ingênuo e desconfiado; podendo ser infantil em seus comportamentos ou mesmo mostrar maturidade nas suas introspecções. Temperamento tranquilo, alternando com momentos cheios de sobressaltos; enfim uma dialética interna, faz desse indivíduo Cicuta Virosa um dos mais dual da Matéria Médica.
Assim como a planta Cicuta Virosa vive às margens, bordas e pântanos, o indivíduo Cicuta fica à margem do mundo, foge em estado absorto, apresentando convulsões crônicas, sem consciência, epilépticas, histéricas por ruídos, por susto, catalepsias, aversão à companhia, êxtase, gritos, fastio da vida, desprezo pelos homens, ilusão imbecilidade, inconsciência, irritabilidade, humor chorão, melancólico, perda de memória, pensativo, suicídio, temor, timidez, tristeza por histórias tristes, mania por danças, comportamento infantil.

Os Temas deste medicamento: dualidade; vida/morte; infância/velhice.

Os sentidos fazem nosso contato com o mundo. A planta de Cicuta Virosa libera um odor pestífero e estupefaciente como se quisesse dizer: não se aproxime. É assim que reage o indivíduo Cicuta.
Sensível a ruídos, desaparecimento dos sentidos, sentidos embotados, sobressalto por ruído, contato o agrava, convulsão por ar frio, diplopia a objetos próximos; inchação e movimento difícil da língua; secura na língua.
A pele, que é o receptor de um dos sentidos, ao mesmo tempo separa a constituição interna do indivíduo do meio exterior. O indivíduo Cicuta Virosa, concentra na pele uma série de manifestações, que demonstram a sua dificuldade de relacionamento com a vida: erupções amarelas, ardentes, crostosas, herpéticas, úmidas, vermelhas, supurantes; prurido/úlceras com secreções corrosivas, com muita sensibilidade e espessamento da pele.
A face é onde se localizam vários dos sentidos, portanto, a percepção do mundo exterior; ao mesmo tempo, expressa o estado interior do indivíduo. É interessante notar a relação que existe com o medicamento de Cicuta, no qual há um tropismo maior de lesões e alterações na face: epitelioma, discromias, espasmos, erupções, convulsões, trismo, expressão ansiosa, expressão vazia e úlceras.
Outra forma de se afastar do mundo é a sua não localização no tempo e no espaço. Não se sabe onde está, enganos no tempo, enganos de localidades, confunde o futuro com o passado, confunde presente com passado, os lugares lhe parecem estranhos. As coisas familiares parecem estranhas, desconhece as pessoas, erro sobre sua identidade pessoal.
Existe uma citação de Picasso, que ao final de sua vida, após exercer todo o seu enorme talento pintando e criando telas rebuscadas e complexas, ao pintar a pomba da Paz, disse: “Gastei toda uma vida para pintar como uma criança”, lembrando a conflitiva de Cicuta Virosa, a busca da essência simples da vida. Elaborando caminhos difíceis e complicados, por vezes tortuosos, entretanto ao encontrar sua paz interior, reconhece e demonstra que a felicidade e o encontro com o seu “eu” estavam na simplicidade de encarar a vida; de um modo infantil e ingênuo(o quanto foi contraditória e excêntrica a vida deste gênio da pintura.
Na sua sintomatologia geral, o descontrole energético persistirá, apresentando uma grande dificuldade de controlar todos os músculos de seu corpo, desenvolvendo estrabismo, epistaxes com espirros incontroláveis, ranger de dentes, engasgando ao engolir, tendo fome depois de comer, náuseas enquanto come, cólicas intestinais, ardor e distensão abdominal, sangramentos digestivos, testículos retraídos, poluções eróticas, sensação de sacudidas do útero, espasmos de musculatura torácica, palpitações.
Existem três plantas medicinais da família das umbelíferas, vulgarmente chamadas de Cicuta. Possuem propriedades terapêuticas muito diferentes:
A Cicuta Virosa, o Conium Maculatum (grande Cicuta) e a Aethusa Cynapium (pequena Cicuta).

Abaixo uma pequena descrição das:

Aethusa Cynapium – é usada para bebês que não toleram leite, que tem vômitos súbitos (com sonolência e fraqueza após o vômito), diarreia, cólica extrema e convulsões. O leite pode ser vomitado após  ter sido ingerido, ou pode ficar um pouco de tempo sendo que será devolvido em coalhos azedos. Observa-se que existe inabilidade para manter a cabeça em pé.
As convulsões são peculiares, os olhos ficam virados para cima, as pupilas dilatadas, a face avermelhada, os dentes apertados, a boca espumando e o pulso fino e rápido.
É usada em casos de antecipação antes de exames, quando a pessoa se sente incapaz de pensar e de reter uma ideia, chegando a seu limite de assimilação mental, ficando paralisada, sem conseguir realizar nada. (Cabe a diferenciação de Argentum Nitricum em que a ansiedade e preocupação com premonição de fracasso, só que não ocorre esta paralisia de Aethusa, pois Argentum, assim que inicia sua tarefa, adquire confiança conseguindo termina-la bem).

A violência é marcante nos vômitos, nas convulsões, nas dores e nos delírios; ocorrendo depois alternância de estupidez com furor. Só que na Cicuta Virosa, há exacerbação tanto da ambivalência de sintomas quanto da violência dos mesmos.


Conium Maculatum – Para descrever esta droga, nada melhor do que a descrição de Platão a respeito da condenação de Sócrates a tomar a grande Cicuta que é Conium Maculatum, Platão disse: “Quando Sócrates viu o homem destinado a lhe ministrar o veneno aproximou-se dele, perguntando confidencialmente: ‘Dize-me tu, que tens bastante experiência, o que preciso fazer?. E então o homem lhe explicou: ‘ nada mais do que ingerir o líquido, andar de lá para cá até sentir as pernas bem cansadas, então deitar-se de costas e aguardar o restante efeito da droga’. Sócrates, assim o fez. Colocando o cálice nos lábios, ingeriu todo o conteúdo, sem fazer careta, nem alterar a fisionomia. Tendo feito isso, se pôs a caminhar, e logo sentindo suas pernas fracas, deitou-se e cobriu-se. Nesse instante o homem que lhe havia trazido o veneno começou a apalpá-lo. Quando lhe apalpou os pés, perguntou-lhe se o sentia, e Sócrates respondeu-lhe que não.  Nos disse que estava  esfriando e quando o efeito atingisse a altura do coração, estaria aliviado da vida. Quando toda a parte inferior do corpo estava fria, Sócrates se descobriu... Depois teve uma convulsão. Seus olhos mostravam um brilho apagado. Quando Criton viu isto, aproximou-se e lhe cerrou os olhos e a boca. Sócrates estava morto”

O Conium Maculatum convém a pessoas prematuramente envelhecidas, deprimidas, ansiosas e tristes, com hipocondria e histeria, cujos sintomas se desenvolvem a partir da abstinência sexual ou da livre complacência do instinto sexual. Está bem clara a relação dos sintomas da esfera sexual com Conium, onde observamos um desejo sexual intenso com ideias e sonhos eróticos e por outro lado, impotência. Explicando seu uso para solteiros, viúvos e celibatários.

São pessoas ressentidas, voltadas ao passado, com aversão a companhia e agravação pelo consolo, padecendo por desenganos amorosos (não por um caráter afetuoso e sim por sua fraqueza psicofísica). Aqui cabe diferenciá-lo de Natrum Muriaticum, que é muito mais ressentido, afetuoso, tendo agravação pelo consolo, mas que padece por cólera com pena silenciosa. Podemos dizer que Conium Maculatum é um Natrum Muriaticum sofrendo por repressão sexual.

Conium Maculatum ofendem-se facilmente, não toleram ser contrariados, tendo seus sintomas agravados pela manhã.

Na esfera digestiva apresentam-se com falta de apetite, dispepsia fermentativa, vômitos de muco espesso e frialdade no ânus durante flatos e evacuação.
Costumam ter sonolência de dia e dificuldade para dormir à noite.

Organicisticamente muito usado para tumores de mama, tumores fibrosos de útero, epitelioma de pálpebra e afecções glandulares malignas. Excelente medicamento para vertigem aparecendo quando vira a cabeça e os olhos, melhorando quando permanecem imóveis com os olhos fechados. Fraqueza dos membros inferiores de forma ascendentes, com tremores e formigamentos.

Conium Maculatum tem uma ação profunda que a mente fica extenuada tanto quanto os músculos, apresentando inabilidade para suportar qualquer esforço mental ou para concentrar a atenção (formas passivas de insanidade).
A intoxicação pelo Conium Maculatum causa paralisia ascendente que se inicia nas pernas, levando à morte por paralisia da musculatura respiratória, enquanto o cérebro permanece vivo.

Patricia Jorge Alves
Terapeuta Homeopata











quinta-feira, 24 de agosto de 2017

THUYA OCCIDENTALIS

            





Thuya Occidentalis, Thuya do ocidente ou Thuya do Canadá, é uma árvore resinosa da família das Coníferas. Originais da Virgínia e do Canadá onde foi importado pela França no século XV e é cultivado em Jardins como planta ornamental.
Árvore sempre verde, medindo até 15 m de altura, folhas aromáticas, flores brancas, pequenas, frutos ovoides, originária da América do Norte e aclimatada no Brasil, sendo cultivada em Jardins, como ornamental.
Apresenta pequenas calosidades como ervilhas nas folhas e na casca. Existem registros de espécies gigantes com até 50m.
Tintura mãe é feita à partir de folhas amarelas colhidas no inicio do verão e maceradas em álcool.
Thuya é uma resinosa, da família das coníferas, produzindo resinas de cuja destilação extrai-se essências, e o resíduo destas destilações sendo o alcatrão. Sabemos que o alcatrão é cancerígeno. Outros medicamentos derivados do alcatrão como Pix líquida e o Kreosotum, são úteis em certos cânceres.
A mentalidade analítica que reina em nossa época, desenvolvendo insensatamente as vacinações, intoxicando o sangue de todos para evitar as doenças em alguns, multiplicando desmedidamente a sicose, multiplicando assim os cânceres de longa distância extremamente agressivos e silenciosos.
No ano de 1804 em Torgau, Hahnemann recebeu em seu consultório um sacerdote com uma queixa de corrimento uretral inexplicável, deixando uma série de dúvidas e questionamento, pois o quadro era idêntico ao da blenorragia.
Hahnemann com seu olhar atento, observou-o mais de perto para entender o enigma.
Todas as manhãs o padre lia seu breviário numa alameda perto da casa paroquial e então, ele arrancava folhinhas aqui outra acolá de cedro branco(uma planta conífera, a Thuya Occidentalis), e mastigava enquanto fazia suas orações. Hahnemann estabeleceu uma relação de causa e efeito passando a utilizá-la como um grande medicamento das infecções genito-urinárias.
Revela-se um medicamento que age na totalidade da economia, com uma profundidade sintética escapando totalmente ao espírito analítico da escola oficial.(Hod)
INTOXICAÇÃO:                                                                                                                 
Estudos etnofarmacológicos relatam o uso da Thuya no tratamento de reumatismo, hemorroidas, inflamação das gengivas, pólipos uterinos e nas verminoses. É indicada externamente para eliminar verrugas e tecidos esponjosos. Possui propriedades imunoestimulantes, antiviral, adstringentes, diaforética, calicita, e abortiva.

Por ser uma planta que cresce as margem dos rios, é possível entender o caráter marginalizado dos indivíduos que sofrem de Thuya, pois temem o convívio com os outros, devido ao “medo” que carregam que seu segredos sejam descobertos.

Compensar no alimento a carência de amor.
Thuya Occidentalis tende a alterar a constituição sicótica mudando o terreno no qual a doença se desenvolve. Combate a toxina gonocóxica, seu poder em combater a retenção líquida, ajuda no combate aos maus efeitos da vacina.
Duprat, no seu tratado de Matéria Médica, escreveu: “O gênio de Thuya exprime-se no seu possante poder sicógeno, produtor de figos e verrugas. Ele corresponde ao quadro clínico da sicose crônica, de origem gonorreica ou vacinal, adquirido ou hereditário, com suas manifestações hidrogenoides catarrais espessas, suas hipertrofias do tecido linfoide, seus fenômenos nevrálgicos e neuríticos da mesma natureza, ou favorecidos pela umidade.(Hod)
Grauvogl diz que a toxina gonocócica afeta o organismo humano produzindo alterações profundas em certas constituições, classificando de hidrogenóides, quer dizer, que retém muita água em seus tecidos. Alguém com esta constituição oferece um terreno maravilhosamente preparado para a infecção gonocócica que após ser contraída, o doente fica predisposto a desenvolver a diátese sicótica.
Nas pessoas com a constituição hidrogenóide, a sicose age de maneira particularmente nefasta pois para eles, a vacina se torna muito mais perigosa do que ela já é, deixando traços crônicos profundos.
Kent escreveu que Thuya Occidentalis é um medicamento extremamente enérgico para combater consequências deploráveis da vacinação.
O gênio do medicamento Thuya occidentalis, corresponde essencialmente a um estado crônico atingindo toda a economia. Deste estado, Hipócrates já fazia menção, mas o espírito analítico que reinou depois de galeno a negligenciou e caiu no esquecimento. Este estado no seu estágio evolutivo caracteriza-se pelo aparecimento, principalmente na pele e mucosas, mas também em certos casos, não importa que parte do corpo, de verrugas, figos, pólipos, condilomas, e mesmo tumores benignos ou malignos, que são a assinatura de uma alteração constitucional subjacente, dos “humores” do organismo. Se é um estado fácil de reconhecer quando as excrescências estão presentes, por outro lado, é muitas vezes difícil de estabelecer antes do seu aparecimento. Este estado existe muito tempo antes, evolui durante longos anos, e o tumor não é senão o resultado da alteração profunda dos humores. Hipócrates já o havia compreendido, mas não descobrira as causas.

O papel antisicótico de Thuya, age de uma maneira especial sobre o sistema nervoso; além dos sintomas particulares da mente encontrados em sua patogenesia. Age sobre as glândulas, provocando dores agudas e dilacerantes, principalmente nos ovários.

Características Físicas
Sua face possui pele brilhante e gordurosa ou seca e descamada, abundante de cravos e acnes. O queixo e o sulco nasolabial apresentam uma vermelhidão característica muito acentuada, no qual a pele é luzida e vermelha. Na fronte, na base do nariz, até o meio da fronte, no alto e nas sobrancelhas de cada lado há vermelhidão eczematosa. As rugas são muito pronunciadas. As pontas das sobrancelhas estão comidas. Sobre as pálpebras frequentemente aparecem terçóis e calázios. O corpo apresenta pele gordurosa, cabelos secos e quebradiços, crescendo lentamente sem força e sem brilho caindo muito. Apresenta também, películas e crostas  descamativas, secas e caspas brancas no couro cabeludo. As orelhas se inflamam, supuram apresentando pequenos pólipos. As unhas são frágeis, racham e quebram facilmente.
É um indivíduo com mau humor e tristeza, emotivo, principalmente quando ouve música, podendo chorar e ter tremores. Com tendências a ideias fixas, que um estranho está a seu lado; que na rua o perseguem ou alguém anda do seu lado; que a alma e o corpo estão separados ou tem alguma coisa viva no seu abdome; que o corpo é de vidro frágil e ao menor toque pode quebrá-lo.


Simbolismo:
Deus, o arquétipo, é alado, a alma criada a sua imagem possui suas próprias asas. Se o homem se afasta de Deus pelo pecado original, perde também suas asas; se retorna, as obtém de novo”(Gregório de Nise)
“Caminhar é realizado com extrema facilidade; sente como se de seu corpo nasceram asas; ela corre muitas milhas num tempo incomumente curto e com inusitado alto espírito”. (Hahnemann).
“Os pés são o símbolo da alma. As asas representam a espiritualidade, imaginação e pensamento”. (Circlot). (Roger)
Chevalier fala do simbolismo das asas: “Traz consigo sempre a noção geral de ligeireza espiritual e elevação da terra ao céu”.(Cataldi.)
“Luz tremulante que lhe dificulta a visão. Fantasiosos escrúpulos de consciência com uma sensação precisa como se lhe viessem do interior do abdome para o coração. Coração e abdome estão simbolizados na caverna. O coração é o bom, o bondoso, o amoroso e o maternal; o abdome é o instintivo, o mau. Sensação dos órgãos caídos: sua queda como anjo; a queda em sua animalidade, não pode diferenciar o Bem do Mal; não saiu da caverna para poder ver a verdadeira luz (separou-se do mundo)”. (Schaeffer).(Roger).
Thuya a árvore da vida, que habitava o paraíso, num contexto religioso, associa a pessoa com a penosa carga de um pecado inominável. (Cataldi).
Desprezo de sua condição humana, da relação corpo e alma; quis ser essência pura, mudar de hierarquia, foi contra sua natureza, contra sua existência corpórea, contra si mesmo e sua identidade. Homocentrismo, quis converter-se no centro do mundo; soberba; egocentrismo brutal, egoísmo, portanto o castigo seria perder a vida. Perda de sua imagem de Homem; ao invés de ir para cima, foi para baixo; perda da lucidez, perda da ligação corpo alma. Castigo: sofrer as consequências da perda de sua condição humana, ao querer ser tudo, converte-se em nada. (Eizalde)

“Um indivíduo que teve uma blenorragia muito rapidamente cortada, ou um vacinado cuja vacina não supurou, quer dizer, cujo vírus passou para o sangue sem produzir o estado de supuração eliminador. Percebo na sua anamnese, que desde então, não passou bem de saúde. Fez erupções, enterite, asma ou toda a sorte de misérias. Evolui em seguida para um estado de anemia e de mau estado geral, mal definido e mais ou menos marcado. Quando evolui desta maneira durante 10 ou 15 anos, vai verdadeiramente declinar, com um aspecto anêmico, lábios pálidos e orelhas quase transparentes, cirroso e com toda a espécie de verrucosidades." (Kent, Filosofia Homeopática, cap.21. Ed. Organon)
O doente desmineraliza-se, os dentes enfraquecem, cariam e caem, a absorção de medicamentos à base de cálcio não modifica nada, pois não há fixação; desenvolve um reumatismo agravando seu estado geral ingerindo medicamentos alopáticos principalmente os corticoides.
Obesidade na adolescência onde se esconde na qual não se arrisca a se encarar, tendo uma dificuldade de se mostrar ao mundo sua nova identidade.
Desenvolve muitas vezes, um estado anêmico, que a escola oficial cura com ferro, extrato de fígado e vitaminas, atacando as “consequências”, sem observar a verdadeira causa. Quando aparece uma anemia insidiosa em um adulto, pensemos em seu estado sicótico; também nas afecções crônicas, diabetes, mal de Bright,etc, não devemos pensar somente no Syphylinismo ou Tuberculinismo, mas também na sicose.
Thuya emagrecida é desprovida de seu revestimento, despida, liberada de processos reacionais podendo acelerar tornando-se incontroláveis em dois níveis equivalentes: proliferação mental anárquica e destrutiva da realidade e a proliferação tissular anárquica e destrutiva da matéria.
Pensamentos invasivos e reiterativos ao redor de um tema, que se acompanham de erros sensoriais; por isso, são tão frequentes os transtornos ilusórios.
Toda intoxicação, crônica e profunda do organismo é suscetível de tocar o sistema nervoso criando irritação e dores, provocando um estado reumatismal, intoxicando os tecidos fibrosos, as serrosas articulares, e os músculos, tornando-os dolorosos.
Um outro aspecto do gênio sicótico é a obtusão da memória, dificultando a compreensão com incapacidade de falar. A dificuldade de Thuya de compreender o mundo das emoções; e com isso busca racionalizar tudo o que faz, mostrando uma característica comportamental de meticulosidade obsessiva, com ideias rígidas e absolutistas, podendo chegar ao sectarismo, dogmatismo e ao fanatismo e defesas cegas. Exagerado, extremista de suas convicções cheios de preconceitos. As ideias fixas de Thuya podem conduzi-lo à loucura.
Comportamento confuso, desorganizado, desordenado. Segue sempre o mesmo itinerário predeterminado .É desconfiado, provocador e intolerante à contradição. Muita preocupação com o futuro.
Emprega o engano para conseguir seus desejos e para encobrir suas debilidades. Dissimulado, isola-se evitando ver pessoas com aversão à companhia. Muito calado, esconde seus sentimentos, e seus verdadeiros pensamentos. Sempre nos cantos, longe de multidão, sempre faz as coisas em segredo, não demonstra seus sentimentos e vontades.

PSORA:
Tem a sensação junto com fantasia de haver cometido um erro, causando um medo tal que seu erro fosse descoberto. São pessoas que carregam dentro de si uma culpa. “Thuya é o medicamento da culpa”. Tirando a culpa aparece os sintomas reativos, sendo demonstrada sua culpa através do apuro, agitação e fantasia de que algo mal poderá lhe acontecer.

SICOSE:
Os indivíduos sicóticos elaboram suas aflições internas equivocadamente, camuflando os reais sentimentos, com soluções inadequadas, pois esconde sua verdadeira angústia.
É um indivíduo cheio de defesas, tanto orgânicas quanto mentais, ajustando-se nas diferentes situações.
Os indivíduos Thuya, equivocadamente elaboram disfarces de seus crimes com ardil da camuflagem, escondendo de qualquer forma sua culpa. Este comportamento psíquico cinde a personalidade tornando-se dissociada e dicotimizada. Esta dupla personalidade e ambivalência o leva a conflitos entre a consciência moral, a instintividade, a agressividade e a culpa.
Apresenta ilusões reportando-se à sua característica de ser dissociado: sente que tem a alma separado do corpo. Paradoxalmente, diz que possui o corpo pesado como pedra ou frágil e delicado como vidro. Relata estar sob influência de poder sobre-humano. Compreendemos seu comportamento dual como um recurso ou artifício para esconder suas falhas. Desta forma, desenvolve ora uma personalidade e ora outra, confunde o outro, disfarçando qual seria o verdadeiro culpado.
Ao mesmo tempo que alimenta ideias suicidas, possui fanatismo religioso, buscando na religião a anistia do criador aos crimes que supõe ter cometido, usando isso para aliviar o peso de sua consciência.



SIPHYLLINISMO:

Apresenta dificuldade de concentração e forte desalento, seus pensamentos desaparecem, perdendo-se em lugares conhecidos, com um forte desânimo pela manhã, onde chora ao ouvir música, falta de inclinação ao falar, tornando-se misantrópicos (defesas equivocadas).
Tem ansiedade de consciência, reprova-se, acredita ter feito mal, sente-se culpado chegando a crer que é um criminoso. A salvação de sua alma gera grande ansiedade.

GENERALIDADES:

No interior da boca, irritação viva. Afta sobre a língua e por toda a boca, apresenta tumores, gengivites crônicas.
Ânus fissurado, rodeado por verrugas chatas (condilomas), varicosas e úmidas. Constrição, comichão e queimação no ânus. Pólipos no reto. Hemorroidas inchadas, cheias de sangue, doloridas, ardentes, piorando ao sentar. Constipação crônica renitente. Dores violentas no reto: após serem parcialmente expulsas, as fezes voltam para o reto.
Congestão e inflamação dos rins com dores vivas na região renal. Inflamação na uretra e na bexiga. Pus na bexiga, paralisia da bexiga. Urina em jatos duplos.
Vagina e períneo há excrescências verrugosas. Condilomas, pólipos, tumefação dos grandes lábios, Prurido vulvar. Queimação na vagina. Grande sensibilidade na vagina impedindo o coito. Regras irregulares, adiantadas, fétidas, misturado com coágulos negros.
Pólipos e fibromas no útero.
Pólipos nas cordas vocais, rouquidão agravado pela manhã ou lendo.
Grande números de sintomas na pele: suja, gordurosa, com mau odor, manchas escuras disseminadas por toda parte. Suor abundante, viscoso com odor fétido. Verrugas em todo o corpo. Frieiras. Crescimento exuberante de pelos em partes inusuais. Herpes em qualquer parte do corpo.
Age em estados inflamatórios e ulcerosos, especialmente no aparelho genitourinário. Psoríase. Erupções papulovesicopustulosas e secreções espessas. Reumatismo(sente a carne violentamente arrancada dos ossos). Hipertrofias de amídalas e adenoides.
Thuya Occidentalis, um grande Policresto!


                                             
 Patricia Jorge Alves
Terapeuta Homeopata
Professora de Homeopatia




















quarta-feira, 16 de agosto de 2017








PHOSPHORUS

Phosphorus é um corpo simples da família dos metaloides, que extraímos dos ossos calcinados pelo processo de Scheele. Sólido, flexível, luminoso no escuro; é insolúvel na água ligeiramente solúvel no álcool, na glicerina, no éter, clorofórmio. O seu melhor solvente é o carbonato de enxofre.
A preparação de Phosphorus faz a partir de uma solução de fósforo com glicerina e álcool sendo a 1ª diluição é a de 1/1000 ou 3ª decimal.
Fósforo é o elemento químico não metal portador de LUZ sem calor. Possui LUZ própria amarelo-esverdeada. A luminescência é consequente à oxidação. O fósforo branco é facilmente INFLAMAVEL (60°C) e pode pegar FOGO espontaneamente. Através de um processo de EXPANSÃO o fósforo vermelho se transforma em fósforo branco. Tem grande afinidade e facilidade de estabelecer  combinação com outros elementos químicos. - PHOSPHORUS vem do grego:  PHOSPHOS + PHORUS (luz + carrego).           

O Phosphorus como elemento químico tem a característica de ser facilmente combinado com outros elementos químicos; possui uma grande afinidade e facilidade para estabelecer combinações.

Daí se depreende uma característica mental muito notável deste medicamento, deste personagem: é a grande facilidade que tem para relacionar-se com o meio ambiente e a grande sensibilidade dos estímulos que podem receber do meio.
Phosphorus  pode se apresentar como um indivíduo inteligente, vivo, sensível, artista, protetor, afetuoso, muito conectado, muito desperto e rápido.

Ou como um indivíduo podendo entrar num processo destrutivo, apático, desconectado, indiferente ou com ódio, com ressentimento e ataques ferozes; é o fósforo queimado, o que está destruído em sua intimidade.

Por outro lado, pode acontecer de termos um indivíduo Phosphorus ditador, prepotente, ambicioso, que acredita ser uma grande personalidade chegando a uma egolatria tão grande que se sente dois (dobrado).

Indivíduo de combustão acelerada e um grande desgaste; tendo uma grande necessidade de incorporar calorias de uma forma exagerada.
Phosphorus é tal qual a chama que se acende rapidamente, entra em combustão, se queima, e se esgota. Paschero dizia que o sujeito de Phosphorus é um sujeito que oscila entre a excitação, veemência, a cólera, a raiva, o afeto, a paixão e a depressão, a apatia, a indiferença. É como uma chama que se acende e imediatamente se apaga.




Temas: Luz/ Escuro/ Conhecimento/Desamparo/Fraternidade.

SIMBOLISMO:

                                
Todo medicamento que tiver um componente fosfórico traz algum problema com o CONHECIMENTO. Tem a problemática do CONHECIMENTO. Invejou ser o Espírito Santo, quis ser a essência do conhecimento, a luz. Pensem na imagem do  palito: acende  rapidamente, é consumido rapidamente. Queima: precisa de muita água para aliviar-se. Captação extra sensorial:  percebe coisas que mais ninguém sente. Na chama do fósforo detecta um campo magnético e  oscila com ele. Quando está apagado, é o mais frio que possa existir. Um paciente Phosphorus. “apagado” é diagnóstico diferencial de Sepia., a frialdade total. Todo medicamento que tiver um componente fosfórico traz algum problema com o CONHECIMENTO. Como Calcarea phosphorica que quer conhecer e transmitir a boa nova.



O tema de Phosphorus é a iluminação; não aceita que a forma mais elevada do conhecimento humano seja a intuição, aonde intervém a iluminação que Deus dá. Deus ensina-nos coisas de maneira direta, que por nossos meio levaria muito tempo para obter, ou nunca poderíamos obter. Phosphorus quis ser “O” conhecimento. O conhecimento é analógico de “luz”, e “luz” de “fogo”. Em seu anseio por iluminar Phosphorus se queima. E aí temos a outra imagem, o Phosphorus consumido, queimado. Em contraste ao calor anterior, impacta-se pelo frio. Antes de apagar-se, de consumir-se, de dizer “não, não posso iluminar ninguém, então me apago”, enquanto luta por ter a luz, o calor, a chama, sem necessidade de uma hipótese metodológica, temos Phosphorus na imagem do palito: acende imediatamente, queima, é muito  oscilante,  em perigo de ser apagado por uma causa externa – daí seu medo da morte. Não precisa de iluminação, ele  já está iluminado, por isso capta coisas que os não Phosphorus não podem captar. Já tem a luz, já tem o conhecimento. O fogo é  analógico de vida, amor. Daí todos os sintomas clássicos de Phosphorus. Um
Phosphorus com baixo nível cultural vai ter uma sensibilidade para outras coisas. Quantos Phosphorus não são bruxos, bruxos de verdade! O desconhecido deve ser diferenciado: há o absolutamente desconhecido, que por nossas propriedades sensíveis ou intelectuais, jamais poderemos conhecer, e aquelas coisas que certas pessoas podem chegar a conhecer, e que a maioria das pessoas não pode conhecer, porque carece daquelas capacidades. Há mistérios que Deus revela para aquelas pessoas que não têm a capacidade para conhecer, mas que outras pessoas, com determinadas condições, podem conhecer por si mesmas. Daí que temos uma revelação de tipo absoluto, quando Deus revela mistérios que nem a sensibilidade nem a  inteligência podem chegar a conhecer jamais. Como resumo, para ajudar no diagnóstico diferencial,  Phosphorus é “o conhecimento daquilo que está ao seu alcance”. Conhecimento intuitivo. E é apaixonado, porque leva em si a chama da luz do conhecimento. Capta coisas que os outros não captam, hipersensibilidade extra sensorial. Todos são IRMÄOS (Common Brotherhood). Interessa-lhe a possessão da LUZ e secundariamente ensinar.
                                                                                                                          
 Phosphorus se QUEIMA, Arsenicum se APODRECE e Natrium muriaticum SECA. Lycopodium quis ser o PAI, Veratrum album o FILHO e Phosphorus o ESPIRITO SANTO.

Considerações de Guy Loutan: Phosphorus tem a sensação de precariedade de sua existência: tem tanto medo da morte que poderia se suicidar; está perto da extinção: necessidade de magnetismo e de amor por alguém bom; é preciso sempre alimentar sua combustão através da comida, acalmar seu fogo através da bebida. Vive apenas das manifestações que recebe. Depende de laço amoroso para existir, sem os outros,
portanto, ele não é nada. Quando se torna indiferente, é por falta de resposta ao seu amor. Clarividência  que compartilha com os animais, magnetismo, excitabilidade e sensibilidade: ele tem um pé em um mundo e o outro em outro, que as pessoas não percebem: faces diabólicas que riem de seu sofrimento.
Apaixonado que se consome em fraternidade e ternura. Quer ser o coração dos outros, por quem ele existe. Gostaria de ter a luz do conhecimento, gostaria de ser a própria luz e não o reflexo, pois Deus é  belo e perfeito por sua luz. Pode também dar a impressão de viver através da sua hiper sexualidade, sendo uma grande dama ou a aurora boreal. Sensível à beleza que ele percebe, fica tenso entre o real e o mundo paranormal. A luz permite a vida orgânica, mas ele tem medo demais de morrer para dar a própria vida a um amor verdadeiro. (MS 85; AFADH I.89-MS.90) Adora o sol, rega as plantas, fica-se triste  com a sua dor! (Loutan, G. Répertoire de Thèmes et de Matière Médicale Dynamique, 2009).
                                                                                                                  







 Simbologia / Mitologia:


AURORA BOREAL é um fenômeno MAGNETICO.


POLEGAR é o símbolo da CONSCIÊNCIA. (o homem é o único primata que pode fazer uma pinça com a mão)


PROMETEU vem do grego: PRO + MANTHANEIN (antes + aprender, saber, perceber) - Prévidente. PROMETEU, benfeitor da humanidade, era primo de Zeus e o enganou em benefício dos mortais. Roubou uma centelha do FOGO celeste e o levou aos homens, sofrendo puniçäo terrível.
Foi acorrentado no Monte Cáucaso e uma AGUIA (abutre) enviada por Zeus, lhe devorava pedaços do fígado durante o dia, o qual voltava a crescer durante a noite. Foi libertado por Hércules que antes matou a águia. Prometeu representa o despertar da consciência. Ao redor do  fogo reuniam-se os homens primitivos, fazendo desse elemento um importante fator de sociabilidade.


LUCIFER - é o anjo que se rebelou contra Deus e carregou a LUZ da razão para o homem, para que eles fossem como deuses, conhecendo o bem e o mal (Gên. 3:5). Assim, a LUZ interna, como uma entidade mental conceptual na imagem de Lúcifer, o intelecto materialista, desperta os homens de um estado de infância, inocência inconsciente e paradisíaca, e exalta a si mesmo no  "Filho do Homem" a representar a mais alta e sublime força-princípio da consciência pessoal e universal. LUCIFER vem do latim: LUX + FERO (luz + levar).



Tem um sentido cósmico e universal, CONECTADO com tudo que o rodeia "Deus está em toda parte e eu estou em todos os seres humanos". Medicamento dos grandes ARTISTAS. É um apaixonado, um veemente; se exalta com tudo, não só com o amor. A COMPAIXÄO de Phosphorus é dada pelo amor que tem para os demais, pela sensação de comunidade com o todo. Phosphorus é tal qual uma chama que se acende rapidamente, entra em combustão, se queima e se esgota (E. Candegabe).
Os cinco núcleos fundamentais de Phosphorus säo: o medo da morte, o desamparo, a afetividade, a falta de confiança e a sensibilidade. (Z. J. Bronfman)

Phosphorus vive sua Psora com medo da morte, com sensação e PRESSENTIMENTO. Vive sua MINUSVALIA biológica com sentimento de DESAMPARO, sentindo falta de APOIO em todas as circunstâncias biopatográficas. Hiperexcitabilidade de todos os sentidos, CLARIVIDENCIA, INTUIÇÄO. Magros, frágeis, anêmicos, tendência a dobrar-se para frente, membros com  impressão de peso e disfunção muscular, é um fatigado que procura sempre apoio. (H. Stiefelmann )

Afetividade traço predominante da personalidade fosfórica, é naturalmente marcada pela ambivalência. Necessidade de ternura, frequentemente generosa, mas emanando uma personalidade frágil, vulnerável, exigente, exclusiva e egocêntrica. Sociabilidade fácil e brilhante nos períodos estênicos, mas mudando facilmente para indiferença taciturna em procura de solidão com mutismo e fechamento em si, vergonha de seu estado ou desespero abatido conduzindo ao suicídio.
Alternância mental e orgânica lesional.
É um medicamento difásico convenientes as estados de inflamação aguda de mucosa, de congestão parenquimatosa ou de excitação neuropsíquica, às quais podem suceder estados de comportamento orgânico lesional e de esgotamento nervoso. (Barbancey)
Fósforo está relacionado no organismo com a posse e transmissão de energia necessária para a síntese nucléica, com a comunicação da célula com o meio e com a transmissão da informação.
Fósforo preside as oxidações; é o fogo interior colocando no centro da célula como em seu posto de comando, como a centelha da vida.(Pachero)
O Fósforo está no centro e em íntima relação com os principais fenômenos da vida.

“Útil no pré-operatório, produzindo sedação, prevenindo as hemorragias durante o ato cirúrgico e as consequências da anestesia geral. Vômitos pós operatórios.



Medicamento oxigenóide, levando uma super atividade das trocas teciduais, assimilação e desassimilação extremamente rápidas que traduzem por debilidade. O traço dominante da sua ação é a alteração profunda da vitalidade e o enfraquecimento das forças orgânicas, anulação do processo plástico e decomposição dos tecidos.

Tem uma ação  sobre o sistema nervoso, afetando os dois centros, o cerebral e a medula produzindo amolecimento e atrofia com seus sintomas concomitantes:  prostração, tremores, entorpecimento e paralisia. (Nash)
Sua ação se caracteriza por sensação de calor queimante em várias regiões, sobretudo na pele com agitação, ansiedade sobretudo ao cair da tarde e hiperexcitabilidade de todos os sentidos às expressões externas.

A ação de Phosphorus não se limita ao sistema nervoso mas afeta todos os tecidos. Age profundamente nas mucosas e os ossos, cáries e necroses. O medicamento tem uma ação incontestável sobre os glóbulos sanguíneos.
É um grande policresto. Nas regiões em que age preponderantemente como no sistema nervoso, por exemplo, determina sintomas que dominam toda a experimentação, mas na realidade o organismo como um todo está sob sua ação (Farrington)

Phosphorus sente que se queima tanto em sua forma de ser como em sua forma de sentir dores. Tem dores ardentes localizadas, as mais características são as dores ardentes entre as omoplatas e uma dor queimante que sobe pela coluna vertebral.
É muito sensível a tudo o que sucede ao seu redor, como uma característica com seu comportamento químico.
Melhor quando recebe massagens, seu sono fica melhor. Gosta de ser tocado.
As dores de cabeça são apresentadas quando passas por emoções, ou fome, ou cansaço. A dor de cabeça melhora dormindo e com aplicações frias.
Tem grande fotofobia, toda impressão sensorial o agrava. Tem hipersensibilidade a todas as manifestações externas.
A luz lhe faz mal, são pessoas que dirigem muito bem, mas a noite não conseguem fazer. Os focos de luz não os deixam ver. Trauma por descargas elétricas. Raios e trovões, podendo gostar ou não.
Tem uma hipersensibilidade olfativa a tal ponto podendo desmaiar com cheiros fortes, tem epistaxes, pois uma de suas características é a tendência a hemorragias.
Se cansa facilmente, cai em prospração com um pequeno esforço mental e físico.
Tem uma necessidade a bebidas geladas, com uma característica a má digestão.
Não tolera ficar muito tempo sem comer, se sente fraco e se caso demorar muito tem tendência a desmaiar. Para ele é simples: boa comida, um bom sono tudo se resolve. Seus alimentos são condimentados, gosta de sal e temperos fortes.
Quando está excitado se comunica com as mãos. Tem ondas de calor que correm por dentro do corpo, a sensação de fogo dentro do corpo é um sintoma típico de Phosphorus.
Menstruação é abundante e vermelha escura. Tem desejos sexuais aumentados, podendo ser uma pseudofrígida com grande voluptuosidade mental, em relação com a sua sensibilidade física que está diminuída.
A patologia sexual de Phosphorus é muito profusa. Mentalmente é uma pessoa impregnada de sexualidade. Tem desejo sexual aumentado durante a gravidez, mas também tem durante a lactância, sintoma realmente raro, estranho e peculiar, sendo o único medicamento com esses sintomas.

Descargas emocionais podem enferma-lo. Se magoa com facilidade é um emotivo. Tem dificuldade de lidar com perdas isso o deixa desconsolável. As perdas podem ser afetivas bem como ser despedido do trabalho.

Phosphorus é um hipercomunicado com o meio, sente muita angústia de viver. Para que estou aqui, porque estou no mundo?
É o mais apaixonado e o mais romântico dos adolescentes, o mais vulnerável às decepções amorosas, triste e ansioso no crepúsculo, deprimido até a angústia pela tempestade e as grandes mudanças meteorológicas, o mais generosamente entusiasta por um ideal social, o mais atraído por uma vocação religiosa.
Cresceu rápido demais, aluno brilhante. Na adolescência pode representar para o tipo fosfórico a mais perfeita das finalizações das possibilidades psíquicas, mas se suas deficiências naturais não lhe permitem se adaptar, será o mais exposto aos distúrbios psíquicos juvenis e, em particular, à esquizofrenia.

“Na fase adulta podemos ter um indivíduo Phosphorus com o seu rendimento medíocre devido ao cansaço, podendo provocar problemas práticos ao nível de emprego. Sua sociabilidade é bastante reduzida, rigorosamente escolhida, sua vida familiar e sua vida interior adquirem uma importância menor. Indivíduo menos apto a aceitar ser despedido, quer seja inevitável ou injustamente, enfim, é o que tem maior propensão a depressão tendo dificuldades de lidar com desgraças inclusive as familiares.”(Barbancey)

Podemos encontrar um indivídio Phosphorus lulador, obstinado, crê que vai vencer, dando uma volta de 180°, sendo ele é quem ampara, tornando-se autoritário, mandão, arrogante, falando de negócios, com uma sensação de que está por cima de tudo, tornando desconfiado, mas no seu íntimo carrega a sensação de culpa. (Sycosis)

 Indivíduo Phosphorus apagado, esgotado, parece ter vida somente no espírito, tem a sensação que o corpo está desaparecendo, sem vontade e ânimo para nada. Triste, apático, taciturno, indiferente, sem vida (Syphyllis)


Fase Aguda:

Apendicite; eplepsia; estupor; Deficiência hepática; glaucoma Agudo; laringites agudas; Inflamação na medula; afecções ósseas; osteomielite; peritonite; pneumonia; abcesso pulmonar; úlcera gástrica ou duodenal; catarata; atrofia e paralisia do nervo ótico; glaucoma aguda; fotofobia; degeneração dos parênquimas por esclerose, por degeneração gordurosa; palpitações; hemorragias.



Patricia Jorge Alves

Terapeuta Homeopata

Professora de Homeopatia





















CANCRO, O MAL DO SÉCULO!

Começo minha explanação sobre o ser humano, onde fazemos parte da humanidade e somos compostos por órgãos que por sua vez, é...