quinta-feira, 24 de agosto de 2017

THUYA OCCIDENTALIS

            





Thuya Occidentalis, Thuya do ocidente ou Thuya do Canadá, é uma árvore resinosa da família das Coníferas. Originais da Virgínia e do Canadá onde foi importado pela França no século XV e é cultivado em Jardins como planta ornamental.
Árvore sempre verde, medindo até 15 m de altura, folhas aromáticas, flores brancas, pequenas, frutos ovoides, originária da América do Norte e aclimatada no Brasil, sendo cultivada em Jardins, como ornamental.
Apresenta pequenas calosidades como ervilhas nas folhas e na casca. Existem registros de espécies gigantes com até 50m.
Tintura mãe é feita à partir de folhas amarelas colhidas no inicio do verão e maceradas em álcool.
Thuya é uma resinosa, da família das coníferas, produzindo resinas de cuja destilação extrai-se essências, e o resíduo destas destilações sendo o alcatrão. Sabemos que o alcatrão é cancerígeno. Outros medicamentos derivados do alcatrão como Pix líquida e o Kreosotum, são úteis em certos cânceres.
A mentalidade analítica que reina em nossa época, desenvolvendo insensatamente as vacinações, intoxicando o sangue de todos para evitar as doenças em alguns, multiplicando desmedidamente a sicose, multiplicando assim os cânceres de longa distância extremamente agressivos e silenciosos.
No ano de 1804 em Torgau, Hahnemann recebeu em seu consultório um sacerdote com uma queixa de corrimento uretral inexplicável, deixando uma série de dúvidas e questionamento, pois o quadro era idêntico ao da blenorragia.
Hahnemann com seu olhar atento, observou-o mais de perto para entender o enigma.
Todas as manhãs o padre lia seu breviário numa alameda perto da casa paroquial e então, ele arrancava folhinhas aqui outra acolá de cedro branco(uma planta conífera, a Thuya Occidentalis), e mastigava enquanto fazia suas orações. Hahnemann estabeleceu uma relação de causa e efeito passando a utilizá-la como um grande medicamento das infecções genito-urinárias.
Revela-se um medicamento que age na totalidade da economia, com uma profundidade sintética escapando totalmente ao espírito analítico da escola oficial.(Hod)
INTOXICAÇÃO:                                                                                                                 
Estudos etnofarmacológicos relatam o uso da Thuya no tratamento de reumatismo, hemorroidas, inflamação das gengivas, pólipos uterinos e nas verminoses. É indicada externamente para eliminar verrugas e tecidos esponjosos. Possui propriedades imunoestimulantes, antiviral, adstringentes, diaforética, calicita, e abortiva.

Por ser uma planta que cresce as margem dos rios, é possível entender o caráter marginalizado dos indivíduos que sofrem de Thuya, pois temem o convívio com os outros, devido ao “medo” que carregam que seu segredos sejam descobertos.

Compensar no alimento a carência de amor.
Thuya Occidentalis tende a alterar a constituição sicótica mudando o terreno no qual a doença se desenvolve. Combate a toxina gonocóxica, seu poder em combater a retenção líquida, ajuda no combate aos maus efeitos da vacina.
Duprat, no seu tratado de Matéria Médica, escreveu: “O gênio de Thuya exprime-se no seu possante poder sicógeno, produtor de figos e verrugas. Ele corresponde ao quadro clínico da sicose crônica, de origem gonorreica ou vacinal, adquirido ou hereditário, com suas manifestações hidrogenoides catarrais espessas, suas hipertrofias do tecido linfoide, seus fenômenos nevrálgicos e neuríticos da mesma natureza, ou favorecidos pela umidade.(Hod)
Grauvogl diz que a toxina gonocócica afeta o organismo humano produzindo alterações profundas em certas constituições, classificando de hidrogenóides, quer dizer, que retém muita água em seus tecidos. Alguém com esta constituição oferece um terreno maravilhosamente preparado para a infecção gonocócica que após ser contraída, o doente fica predisposto a desenvolver a diátese sicótica.
Nas pessoas com a constituição hidrogenóide, a sicose age de maneira particularmente nefasta pois para eles, a vacina se torna muito mais perigosa do que ela já é, deixando traços crônicos profundos.
Kent escreveu que Thuya Occidentalis é um medicamento extremamente enérgico para combater consequências deploráveis da vacinação.
O gênio do medicamento Thuya occidentalis, corresponde essencialmente a um estado crônico atingindo toda a economia. Deste estado, Hipócrates já fazia menção, mas o espírito analítico que reinou depois de galeno a negligenciou e caiu no esquecimento. Este estado no seu estágio evolutivo caracteriza-se pelo aparecimento, principalmente na pele e mucosas, mas também em certos casos, não importa que parte do corpo, de verrugas, figos, pólipos, condilomas, e mesmo tumores benignos ou malignos, que são a assinatura de uma alteração constitucional subjacente, dos “humores” do organismo. Se é um estado fácil de reconhecer quando as excrescências estão presentes, por outro lado, é muitas vezes difícil de estabelecer antes do seu aparecimento. Este estado existe muito tempo antes, evolui durante longos anos, e o tumor não é senão o resultado da alteração profunda dos humores. Hipócrates já o havia compreendido, mas não descobrira as causas.

O papel antisicótico de Thuya, age de uma maneira especial sobre o sistema nervoso; além dos sintomas particulares da mente encontrados em sua patogenesia. Age sobre as glândulas, provocando dores agudas e dilacerantes, principalmente nos ovários.

Características Físicas
Sua face possui pele brilhante e gordurosa ou seca e descamada, abundante de cravos e acnes. O queixo e o sulco nasolabial apresentam uma vermelhidão característica muito acentuada, no qual a pele é luzida e vermelha. Na fronte, na base do nariz, até o meio da fronte, no alto e nas sobrancelhas de cada lado há vermelhidão eczematosa. As rugas são muito pronunciadas. As pontas das sobrancelhas estão comidas. Sobre as pálpebras frequentemente aparecem terçóis e calázios. O corpo apresenta pele gordurosa, cabelos secos e quebradiços, crescendo lentamente sem força e sem brilho caindo muito. Apresenta também, películas e crostas  descamativas, secas e caspas brancas no couro cabeludo. As orelhas se inflamam, supuram apresentando pequenos pólipos. As unhas são frágeis, racham e quebram facilmente.
É um indivíduo com mau humor e tristeza, emotivo, principalmente quando ouve música, podendo chorar e ter tremores. Com tendências a ideias fixas, que um estranho está a seu lado; que na rua o perseguem ou alguém anda do seu lado; que a alma e o corpo estão separados ou tem alguma coisa viva no seu abdome; que o corpo é de vidro frágil e ao menor toque pode quebrá-lo.


Simbolismo:
Deus, o arquétipo, é alado, a alma criada a sua imagem possui suas próprias asas. Se o homem se afasta de Deus pelo pecado original, perde também suas asas; se retorna, as obtém de novo”(Gregório de Nise)
“Caminhar é realizado com extrema facilidade; sente como se de seu corpo nasceram asas; ela corre muitas milhas num tempo incomumente curto e com inusitado alto espírito”. (Hahnemann).
“Os pés são o símbolo da alma. As asas representam a espiritualidade, imaginação e pensamento”. (Circlot). (Roger)
Chevalier fala do simbolismo das asas: “Traz consigo sempre a noção geral de ligeireza espiritual e elevação da terra ao céu”.(Cataldi.)
“Luz tremulante que lhe dificulta a visão. Fantasiosos escrúpulos de consciência com uma sensação precisa como se lhe viessem do interior do abdome para o coração. Coração e abdome estão simbolizados na caverna. O coração é o bom, o bondoso, o amoroso e o maternal; o abdome é o instintivo, o mau. Sensação dos órgãos caídos: sua queda como anjo; a queda em sua animalidade, não pode diferenciar o Bem do Mal; não saiu da caverna para poder ver a verdadeira luz (separou-se do mundo)”. (Schaeffer).(Roger).
Thuya a árvore da vida, que habitava o paraíso, num contexto religioso, associa a pessoa com a penosa carga de um pecado inominável. (Cataldi).
Desprezo de sua condição humana, da relação corpo e alma; quis ser essência pura, mudar de hierarquia, foi contra sua natureza, contra sua existência corpórea, contra si mesmo e sua identidade. Homocentrismo, quis converter-se no centro do mundo; soberba; egocentrismo brutal, egoísmo, portanto o castigo seria perder a vida. Perda de sua imagem de Homem; ao invés de ir para cima, foi para baixo; perda da lucidez, perda da ligação corpo alma. Castigo: sofrer as consequências da perda de sua condição humana, ao querer ser tudo, converte-se em nada. (Eizalde)

“Um indivíduo que teve uma blenorragia muito rapidamente cortada, ou um vacinado cuja vacina não supurou, quer dizer, cujo vírus passou para o sangue sem produzir o estado de supuração eliminador. Percebo na sua anamnese, que desde então, não passou bem de saúde. Fez erupções, enterite, asma ou toda a sorte de misérias. Evolui em seguida para um estado de anemia e de mau estado geral, mal definido e mais ou menos marcado. Quando evolui desta maneira durante 10 ou 15 anos, vai verdadeiramente declinar, com um aspecto anêmico, lábios pálidos e orelhas quase transparentes, cirroso e com toda a espécie de verrucosidades." (Kent, Filosofia Homeopática, cap.21. Ed. Organon)
O doente desmineraliza-se, os dentes enfraquecem, cariam e caem, a absorção de medicamentos à base de cálcio não modifica nada, pois não há fixação; desenvolve um reumatismo agravando seu estado geral ingerindo medicamentos alopáticos principalmente os corticoides.
Obesidade na adolescência onde se esconde na qual não se arrisca a se encarar, tendo uma dificuldade de se mostrar ao mundo sua nova identidade.
Desenvolve muitas vezes, um estado anêmico, que a escola oficial cura com ferro, extrato de fígado e vitaminas, atacando as “consequências”, sem observar a verdadeira causa. Quando aparece uma anemia insidiosa em um adulto, pensemos em seu estado sicótico; também nas afecções crônicas, diabetes, mal de Bright,etc, não devemos pensar somente no Syphylinismo ou Tuberculinismo, mas também na sicose.
Thuya emagrecida é desprovida de seu revestimento, despida, liberada de processos reacionais podendo acelerar tornando-se incontroláveis em dois níveis equivalentes: proliferação mental anárquica e destrutiva da realidade e a proliferação tissular anárquica e destrutiva da matéria.
Pensamentos invasivos e reiterativos ao redor de um tema, que se acompanham de erros sensoriais; por isso, são tão frequentes os transtornos ilusórios.
Toda intoxicação, crônica e profunda do organismo é suscetível de tocar o sistema nervoso criando irritação e dores, provocando um estado reumatismal, intoxicando os tecidos fibrosos, as serrosas articulares, e os músculos, tornando-os dolorosos.
Um outro aspecto do gênio sicótico é a obtusão da memória, dificultando a compreensão com incapacidade de falar. A dificuldade de Thuya de compreender o mundo das emoções; e com isso busca racionalizar tudo o que faz, mostrando uma característica comportamental de meticulosidade obsessiva, com ideias rígidas e absolutistas, podendo chegar ao sectarismo, dogmatismo e ao fanatismo e defesas cegas. Exagerado, extremista de suas convicções cheios de preconceitos. As ideias fixas de Thuya podem conduzi-lo à loucura.
Comportamento confuso, desorganizado, desordenado. Segue sempre o mesmo itinerário predeterminado .É desconfiado, provocador e intolerante à contradição. Muita preocupação com o futuro.
Emprega o engano para conseguir seus desejos e para encobrir suas debilidades. Dissimulado, isola-se evitando ver pessoas com aversão à companhia. Muito calado, esconde seus sentimentos, e seus verdadeiros pensamentos. Sempre nos cantos, longe de multidão, sempre faz as coisas em segredo, não demonstra seus sentimentos e vontades.

PSORA:
Tem a sensação junto com fantasia de haver cometido um erro, causando um medo tal que seu erro fosse descoberto. São pessoas que carregam dentro de si uma culpa. “Thuya é o medicamento da culpa”. Tirando a culpa aparece os sintomas reativos, sendo demonstrada sua culpa através do apuro, agitação e fantasia de que algo mal poderá lhe acontecer.

SICOSE:
Os indivíduos sicóticos elaboram suas aflições internas equivocadamente, camuflando os reais sentimentos, com soluções inadequadas, pois esconde sua verdadeira angústia.
É um indivíduo cheio de defesas, tanto orgânicas quanto mentais, ajustando-se nas diferentes situações.
Os indivíduos Thuya, equivocadamente elaboram disfarces de seus crimes com ardil da camuflagem, escondendo de qualquer forma sua culpa. Este comportamento psíquico cinde a personalidade tornando-se dissociada e dicotimizada. Esta dupla personalidade e ambivalência o leva a conflitos entre a consciência moral, a instintividade, a agressividade e a culpa.
Apresenta ilusões reportando-se à sua característica de ser dissociado: sente que tem a alma separado do corpo. Paradoxalmente, diz que possui o corpo pesado como pedra ou frágil e delicado como vidro. Relata estar sob influência de poder sobre-humano. Compreendemos seu comportamento dual como um recurso ou artifício para esconder suas falhas. Desta forma, desenvolve ora uma personalidade e ora outra, confunde o outro, disfarçando qual seria o verdadeiro culpado.
Ao mesmo tempo que alimenta ideias suicidas, possui fanatismo religioso, buscando na religião a anistia do criador aos crimes que supõe ter cometido, usando isso para aliviar o peso de sua consciência.



SIPHYLLINISMO:

Apresenta dificuldade de concentração e forte desalento, seus pensamentos desaparecem, perdendo-se em lugares conhecidos, com um forte desânimo pela manhã, onde chora ao ouvir música, falta de inclinação ao falar, tornando-se misantrópicos (defesas equivocadas).
Tem ansiedade de consciência, reprova-se, acredita ter feito mal, sente-se culpado chegando a crer que é um criminoso. A salvação de sua alma gera grande ansiedade.

GENERALIDADES:

No interior da boca, irritação viva. Afta sobre a língua e por toda a boca, apresenta tumores, gengivites crônicas.
Ânus fissurado, rodeado por verrugas chatas (condilomas), varicosas e úmidas. Constrição, comichão e queimação no ânus. Pólipos no reto. Hemorroidas inchadas, cheias de sangue, doloridas, ardentes, piorando ao sentar. Constipação crônica renitente. Dores violentas no reto: após serem parcialmente expulsas, as fezes voltam para o reto.
Congestão e inflamação dos rins com dores vivas na região renal. Inflamação na uretra e na bexiga. Pus na bexiga, paralisia da bexiga. Urina em jatos duplos.
Vagina e períneo há excrescências verrugosas. Condilomas, pólipos, tumefação dos grandes lábios, Prurido vulvar. Queimação na vagina. Grande sensibilidade na vagina impedindo o coito. Regras irregulares, adiantadas, fétidas, misturado com coágulos negros.
Pólipos e fibromas no útero.
Pólipos nas cordas vocais, rouquidão agravado pela manhã ou lendo.
Grande números de sintomas na pele: suja, gordurosa, com mau odor, manchas escuras disseminadas por toda parte. Suor abundante, viscoso com odor fétido. Verrugas em todo o corpo. Frieiras. Crescimento exuberante de pelos em partes inusuais. Herpes em qualquer parte do corpo.
Age em estados inflamatórios e ulcerosos, especialmente no aparelho genitourinário. Psoríase. Erupções papulovesicopustulosas e secreções espessas. Reumatismo(sente a carne violentamente arrancada dos ossos). Hipertrofias de amídalas e adenoides.
Thuya Occidentalis, um grande Policresto!


                                             
 Patricia Jorge Alves
Terapeuta Homeopata
Professora de Homeopatia




















quarta-feira, 16 de agosto de 2017








PHOSPHORUS

Phosphorus é um corpo simples da família dos metaloides, que extraímos dos ossos calcinados pelo processo de Scheele. Sólido, flexível, luminoso no escuro; é insolúvel na água ligeiramente solúvel no álcool, na glicerina, no éter, clorofórmio. O seu melhor solvente é o carbonato de enxofre.
A preparação de Phosphorus faz a partir de uma solução de fósforo com glicerina e álcool sendo a 1ª diluição é a de 1/1000 ou 3ª decimal.
Fósforo é o elemento químico não metal portador de LUZ sem calor. Possui LUZ própria amarelo-esverdeada. A luminescência é consequente à oxidação. O fósforo branco é facilmente INFLAMAVEL (60°C) e pode pegar FOGO espontaneamente. Através de um processo de EXPANSÃO o fósforo vermelho se transforma em fósforo branco. Tem grande afinidade e facilidade de estabelecer  combinação com outros elementos químicos. - PHOSPHORUS vem do grego:  PHOSPHOS + PHORUS (luz + carrego).           

O Phosphorus como elemento químico tem a característica de ser facilmente combinado com outros elementos químicos; possui uma grande afinidade e facilidade para estabelecer combinações.

Daí se depreende uma característica mental muito notável deste medicamento, deste personagem: é a grande facilidade que tem para relacionar-se com o meio ambiente e a grande sensibilidade dos estímulos que podem receber do meio.
Phosphorus  pode se apresentar como um indivíduo inteligente, vivo, sensível, artista, protetor, afetuoso, muito conectado, muito desperto e rápido.

Ou como um indivíduo podendo entrar num processo destrutivo, apático, desconectado, indiferente ou com ódio, com ressentimento e ataques ferozes; é o fósforo queimado, o que está destruído em sua intimidade.

Por outro lado, pode acontecer de termos um indivíduo Phosphorus ditador, prepotente, ambicioso, que acredita ser uma grande personalidade chegando a uma egolatria tão grande que se sente dois (dobrado).

Indivíduo de combustão acelerada e um grande desgaste; tendo uma grande necessidade de incorporar calorias de uma forma exagerada.
Phosphorus é tal qual a chama que se acende rapidamente, entra em combustão, se queima, e se esgota. Paschero dizia que o sujeito de Phosphorus é um sujeito que oscila entre a excitação, veemência, a cólera, a raiva, o afeto, a paixão e a depressão, a apatia, a indiferença. É como uma chama que se acende e imediatamente se apaga.




Temas: Luz/ Escuro/ Conhecimento/Desamparo/Fraternidade.

SIMBOLISMO:

                                
Todo medicamento que tiver um componente fosfórico traz algum problema com o CONHECIMENTO. Tem a problemática do CONHECIMENTO. Invejou ser o Espírito Santo, quis ser a essência do conhecimento, a luz. Pensem na imagem do  palito: acende  rapidamente, é consumido rapidamente. Queima: precisa de muita água para aliviar-se. Captação extra sensorial:  percebe coisas que mais ninguém sente. Na chama do fósforo detecta um campo magnético e  oscila com ele. Quando está apagado, é o mais frio que possa existir. Um paciente Phosphorus. “apagado” é diagnóstico diferencial de Sepia., a frialdade total. Todo medicamento que tiver um componente fosfórico traz algum problema com o CONHECIMENTO. Como Calcarea phosphorica que quer conhecer e transmitir a boa nova.



O tema de Phosphorus é a iluminação; não aceita que a forma mais elevada do conhecimento humano seja a intuição, aonde intervém a iluminação que Deus dá. Deus ensina-nos coisas de maneira direta, que por nossos meio levaria muito tempo para obter, ou nunca poderíamos obter. Phosphorus quis ser “O” conhecimento. O conhecimento é analógico de “luz”, e “luz” de “fogo”. Em seu anseio por iluminar Phosphorus se queima. E aí temos a outra imagem, o Phosphorus consumido, queimado. Em contraste ao calor anterior, impacta-se pelo frio. Antes de apagar-se, de consumir-se, de dizer “não, não posso iluminar ninguém, então me apago”, enquanto luta por ter a luz, o calor, a chama, sem necessidade de uma hipótese metodológica, temos Phosphorus na imagem do palito: acende imediatamente, queima, é muito  oscilante,  em perigo de ser apagado por uma causa externa – daí seu medo da morte. Não precisa de iluminação, ele  já está iluminado, por isso capta coisas que os não Phosphorus não podem captar. Já tem a luz, já tem o conhecimento. O fogo é  analógico de vida, amor. Daí todos os sintomas clássicos de Phosphorus. Um
Phosphorus com baixo nível cultural vai ter uma sensibilidade para outras coisas. Quantos Phosphorus não são bruxos, bruxos de verdade! O desconhecido deve ser diferenciado: há o absolutamente desconhecido, que por nossas propriedades sensíveis ou intelectuais, jamais poderemos conhecer, e aquelas coisas que certas pessoas podem chegar a conhecer, e que a maioria das pessoas não pode conhecer, porque carece daquelas capacidades. Há mistérios que Deus revela para aquelas pessoas que não têm a capacidade para conhecer, mas que outras pessoas, com determinadas condições, podem conhecer por si mesmas. Daí que temos uma revelação de tipo absoluto, quando Deus revela mistérios que nem a sensibilidade nem a  inteligência podem chegar a conhecer jamais. Como resumo, para ajudar no diagnóstico diferencial,  Phosphorus é “o conhecimento daquilo que está ao seu alcance”. Conhecimento intuitivo. E é apaixonado, porque leva em si a chama da luz do conhecimento. Capta coisas que os outros não captam, hipersensibilidade extra sensorial. Todos são IRMÄOS (Common Brotherhood). Interessa-lhe a possessão da LUZ e secundariamente ensinar.
                                                                                                                          
 Phosphorus se QUEIMA, Arsenicum se APODRECE e Natrium muriaticum SECA. Lycopodium quis ser o PAI, Veratrum album o FILHO e Phosphorus o ESPIRITO SANTO.

Considerações de Guy Loutan: Phosphorus tem a sensação de precariedade de sua existência: tem tanto medo da morte que poderia se suicidar; está perto da extinção: necessidade de magnetismo e de amor por alguém bom; é preciso sempre alimentar sua combustão através da comida, acalmar seu fogo através da bebida. Vive apenas das manifestações que recebe. Depende de laço amoroso para existir, sem os outros,
portanto, ele não é nada. Quando se torna indiferente, é por falta de resposta ao seu amor. Clarividência  que compartilha com os animais, magnetismo, excitabilidade e sensibilidade: ele tem um pé em um mundo e o outro em outro, que as pessoas não percebem: faces diabólicas que riem de seu sofrimento.
Apaixonado que se consome em fraternidade e ternura. Quer ser o coração dos outros, por quem ele existe. Gostaria de ter a luz do conhecimento, gostaria de ser a própria luz e não o reflexo, pois Deus é  belo e perfeito por sua luz. Pode também dar a impressão de viver através da sua hiper sexualidade, sendo uma grande dama ou a aurora boreal. Sensível à beleza que ele percebe, fica tenso entre o real e o mundo paranormal. A luz permite a vida orgânica, mas ele tem medo demais de morrer para dar a própria vida a um amor verdadeiro. (MS 85; AFADH I.89-MS.90) Adora o sol, rega as plantas, fica-se triste  com a sua dor! (Loutan, G. Répertoire de Thèmes et de Matière Médicale Dynamique, 2009).
                                                                                                                  







 Simbologia / Mitologia:


AURORA BOREAL é um fenômeno MAGNETICO.


POLEGAR é o símbolo da CONSCIÊNCIA. (o homem é o único primata que pode fazer uma pinça com a mão)


PROMETEU vem do grego: PRO + MANTHANEIN (antes + aprender, saber, perceber) - Prévidente. PROMETEU, benfeitor da humanidade, era primo de Zeus e o enganou em benefício dos mortais. Roubou uma centelha do FOGO celeste e o levou aos homens, sofrendo puniçäo terrível.
Foi acorrentado no Monte Cáucaso e uma AGUIA (abutre) enviada por Zeus, lhe devorava pedaços do fígado durante o dia, o qual voltava a crescer durante a noite. Foi libertado por Hércules que antes matou a águia. Prometeu representa o despertar da consciência. Ao redor do  fogo reuniam-se os homens primitivos, fazendo desse elemento um importante fator de sociabilidade.


LUCIFER - é o anjo que se rebelou contra Deus e carregou a LUZ da razão para o homem, para que eles fossem como deuses, conhecendo o bem e o mal (Gên. 3:5). Assim, a LUZ interna, como uma entidade mental conceptual na imagem de Lúcifer, o intelecto materialista, desperta os homens de um estado de infância, inocência inconsciente e paradisíaca, e exalta a si mesmo no  "Filho do Homem" a representar a mais alta e sublime força-princípio da consciência pessoal e universal. LUCIFER vem do latim: LUX + FERO (luz + levar).



Tem um sentido cósmico e universal, CONECTADO com tudo que o rodeia "Deus está em toda parte e eu estou em todos os seres humanos". Medicamento dos grandes ARTISTAS. É um apaixonado, um veemente; se exalta com tudo, não só com o amor. A COMPAIXÄO de Phosphorus é dada pelo amor que tem para os demais, pela sensação de comunidade com o todo. Phosphorus é tal qual uma chama que se acende rapidamente, entra em combustão, se queima e se esgota (E. Candegabe).
Os cinco núcleos fundamentais de Phosphorus säo: o medo da morte, o desamparo, a afetividade, a falta de confiança e a sensibilidade. (Z. J. Bronfman)

Phosphorus vive sua Psora com medo da morte, com sensação e PRESSENTIMENTO. Vive sua MINUSVALIA biológica com sentimento de DESAMPARO, sentindo falta de APOIO em todas as circunstâncias biopatográficas. Hiperexcitabilidade de todos os sentidos, CLARIVIDENCIA, INTUIÇÄO. Magros, frágeis, anêmicos, tendência a dobrar-se para frente, membros com  impressão de peso e disfunção muscular, é um fatigado que procura sempre apoio. (H. Stiefelmann )

Afetividade traço predominante da personalidade fosfórica, é naturalmente marcada pela ambivalência. Necessidade de ternura, frequentemente generosa, mas emanando uma personalidade frágil, vulnerável, exigente, exclusiva e egocêntrica. Sociabilidade fácil e brilhante nos períodos estênicos, mas mudando facilmente para indiferença taciturna em procura de solidão com mutismo e fechamento em si, vergonha de seu estado ou desespero abatido conduzindo ao suicídio.
Alternância mental e orgânica lesional.
É um medicamento difásico convenientes as estados de inflamação aguda de mucosa, de congestão parenquimatosa ou de excitação neuropsíquica, às quais podem suceder estados de comportamento orgânico lesional e de esgotamento nervoso. (Barbancey)
Fósforo está relacionado no organismo com a posse e transmissão de energia necessária para a síntese nucléica, com a comunicação da célula com o meio e com a transmissão da informação.
Fósforo preside as oxidações; é o fogo interior colocando no centro da célula como em seu posto de comando, como a centelha da vida.(Pachero)
O Fósforo está no centro e em íntima relação com os principais fenômenos da vida.

“Útil no pré-operatório, produzindo sedação, prevenindo as hemorragias durante o ato cirúrgico e as consequências da anestesia geral. Vômitos pós operatórios.



Medicamento oxigenóide, levando uma super atividade das trocas teciduais, assimilação e desassimilação extremamente rápidas que traduzem por debilidade. O traço dominante da sua ação é a alteração profunda da vitalidade e o enfraquecimento das forças orgânicas, anulação do processo plástico e decomposição dos tecidos.

Tem uma ação  sobre o sistema nervoso, afetando os dois centros, o cerebral e a medula produzindo amolecimento e atrofia com seus sintomas concomitantes:  prostração, tremores, entorpecimento e paralisia. (Nash)
Sua ação se caracteriza por sensação de calor queimante em várias regiões, sobretudo na pele com agitação, ansiedade sobretudo ao cair da tarde e hiperexcitabilidade de todos os sentidos às expressões externas.

A ação de Phosphorus não se limita ao sistema nervoso mas afeta todos os tecidos. Age profundamente nas mucosas e os ossos, cáries e necroses. O medicamento tem uma ação incontestável sobre os glóbulos sanguíneos.
É um grande policresto. Nas regiões em que age preponderantemente como no sistema nervoso, por exemplo, determina sintomas que dominam toda a experimentação, mas na realidade o organismo como um todo está sob sua ação (Farrington)

Phosphorus sente que se queima tanto em sua forma de ser como em sua forma de sentir dores. Tem dores ardentes localizadas, as mais características são as dores ardentes entre as omoplatas e uma dor queimante que sobe pela coluna vertebral.
É muito sensível a tudo o que sucede ao seu redor, como uma característica com seu comportamento químico.
Melhor quando recebe massagens, seu sono fica melhor. Gosta de ser tocado.
As dores de cabeça são apresentadas quando passas por emoções, ou fome, ou cansaço. A dor de cabeça melhora dormindo e com aplicações frias.
Tem grande fotofobia, toda impressão sensorial o agrava. Tem hipersensibilidade a todas as manifestações externas.
A luz lhe faz mal, são pessoas que dirigem muito bem, mas a noite não conseguem fazer. Os focos de luz não os deixam ver. Trauma por descargas elétricas. Raios e trovões, podendo gostar ou não.
Tem uma hipersensibilidade olfativa a tal ponto podendo desmaiar com cheiros fortes, tem epistaxes, pois uma de suas características é a tendência a hemorragias.
Se cansa facilmente, cai em prospração com um pequeno esforço mental e físico.
Tem uma necessidade a bebidas geladas, com uma característica a má digestão.
Não tolera ficar muito tempo sem comer, se sente fraco e se caso demorar muito tem tendência a desmaiar. Para ele é simples: boa comida, um bom sono tudo se resolve. Seus alimentos são condimentados, gosta de sal e temperos fortes.
Quando está excitado se comunica com as mãos. Tem ondas de calor que correm por dentro do corpo, a sensação de fogo dentro do corpo é um sintoma típico de Phosphorus.
Menstruação é abundante e vermelha escura. Tem desejos sexuais aumentados, podendo ser uma pseudofrígida com grande voluptuosidade mental, em relação com a sua sensibilidade física que está diminuída.
A patologia sexual de Phosphorus é muito profusa. Mentalmente é uma pessoa impregnada de sexualidade. Tem desejo sexual aumentado durante a gravidez, mas também tem durante a lactância, sintoma realmente raro, estranho e peculiar, sendo o único medicamento com esses sintomas.

Descargas emocionais podem enferma-lo. Se magoa com facilidade é um emotivo. Tem dificuldade de lidar com perdas isso o deixa desconsolável. As perdas podem ser afetivas bem como ser despedido do trabalho.

Phosphorus é um hipercomunicado com o meio, sente muita angústia de viver. Para que estou aqui, porque estou no mundo?
É o mais apaixonado e o mais romântico dos adolescentes, o mais vulnerável às decepções amorosas, triste e ansioso no crepúsculo, deprimido até a angústia pela tempestade e as grandes mudanças meteorológicas, o mais generosamente entusiasta por um ideal social, o mais atraído por uma vocação religiosa.
Cresceu rápido demais, aluno brilhante. Na adolescência pode representar para o tipo fosfórico a mais perfeita das finalizações das possibilidades psíquicas, mas se suas deficiências naturais não lhe permitem se adaptar, será o mais exposto aos distúrbios psíquicos juvenis e, em particular, à esquizofrenia.

“Na fase adulta podemos ter um indivíduo Phosphorus com o seu rendimento medíocre devido ao cansaço, podendo provocar problemas práticos ao nível de emprego. Sua sociabilidade é bastante reduzida, rigorosamente escolhida, sua vida familiar e sua vida interior adquirem uma importância menor. Indivíduo menos apto a aceitar ser despedido, quer seja inevitável ou injustamente, enfim, é o que tem maior propensão a depressão tendo dificuldades de lidar com desgraças inclusive as familiares.”(Barbancey)

Podemos encontrar um indivídio Phosphorus lulador, obstinado, crê que vai vencer, dando uma volta de 180°, sendo ele é quem ampara, tornando-se autoritário, mandão, arrogante, falando de negócios, com uma sensação de que está por cima de tudo, tornando desconfiado, mas no seu íntimo carrega a sensação de culpa. (Sycosis)

 Indivíduo Phosphorus apagado, esgotado, parece ter vida somente no espírito, tem a sensação que o corpo está desaparecendo, sem vontade e ânimo para nada. Triste, apático, taciturno, indiferente, sem vida (Syphyllis)


Fase Aguda:

Apendicite; eplepsia; estupor; Deficiência hepática; glaucoma Agudo; laringites agudas; Inflamação na medula; afecções ósseas; osteomielite; peritonite; pneumonia; abcesso pulmonar; úlcera gástrica ou duodenal; catarata; atrofia e paralisia do nervo ótico; glaucoma aguda; fotofobia; degeneração dos parênquimas por esclerose, por degeneração gordurosa; palpitações; hemorragias.



Patricia Jorge Alves

Terapeuta Homeopata

Professora de Homeopatia





















sexta-feira, 5 de maio de 2017

LUZ E CONSCIÊNCIA: ENERGIA E HOMEOPATIA

LUZ E CONSCIÊNCIA: ENERGIA E HOMEOPATIA: ENERGIA E HOMEOPATIA Einstein e os físicos quânticos, trouxeram a nossa compreensão de que a matéria também é energia, que o áto...

quarta-feira, 19 de abril de 2017

LYCOPODIUM CLAVATUM - MATÉRIA MÉDICA







Matéria Médica
Lycopodium Clavatum

Assinatura :
Lycopodium Clavatum,  é um feto herbáceo rasteiro e vivaz, dos bosques pantanosos e rochosos, terrenos acidentados, preferem florestas secas, desenvolvendo-se à sombra de arbustos, rastejando modestamente pelo chão. Pé de lobo ou musgo terrestre, da família das Lycopodiáceas, espalhado por toda a Europa, especialmente na Finlândia, Rússia, Suíça, Alpes e Pirineus, Ásia, América setentrional e África austral. No Brasil é também comum.
Ramificações deitadas no solo, ao passo que os ramos férteis endireitam-se e portam umas espécies de espigas cilíndricas. Estas encerram os esporos, que são de forma tetraédrica por pressão recíproca, agrupados por quatro na célula-mãe, medindo 35 milímetros, apresentando uma linha de sutura. Estes esporos constituem a droga chamada de “pó de Lycopódio”. Este pó é fino, móvel, insípido, de coloração amarelo pálida, flutuando sobre a água, mas absorvendo-se em ebulição; é muito inflamável. Recolhe-se colhendo as espigas um pouco antes de sua maturação completa, fazendo-as secar sobre um papel sacudindo-o fortemente. As sementes são usadas na preparação do medicamento, não absorvem umidade, repelindo-se em água, sendo extremamente duras queimando como uma chama brilhante. Tempo de germinação de 6 a 7 anos, atingindo sua maturidade com capacidade de reprodução depois de 12 a 15 anos(tal qual o homem). Lycopodium perdeu a capacidade de sintetizar clorofila por si, necessitando viver em simbiose. Assim, a dinâmica de vida da planta expressando-se em similitude com o Homem as tendências a secura, dureza com qualidades de combustão ocultas. A semente de Lycopodium é constituída por uma carapaça dura extremamente como a carcaça de orgulho que Lycopodium veste, com um material oleoso internamente, como as pessoas de Lycopodium que são duras por fora e molengas por dentro.

História do Lycopodium Clavatum:
Lycopodium é uma planta que arrasta uma história pregressa de 300 milhões de anos, quando, então, eram árvores imensas com fortes raízes, que foram perdendo sua grandiosidade, reduzindo-se a um insignificante musgo. Em uma época foi um grande arbusto e na atualidade é uma árvore pequenina. Quem sabe, como lembrança de sua antiga grandeza, pretenda ser mais do que é. Este pequeno arbusto se chama “Musgus Lycopodium Clavatum”. Na medicina alopática, antigamente, era conhecido como vulgar polvilho para o bumbum de bebês; é um grão de cor amarela. Visto ao microscópio de 60 aumentos, toma a configuração de um pequeno lobo hepático. É um símbolo, mas em geral o indivíduo Lycopodium, de alguma maneira, adoece de uma disfunção hepática.

Insumo Ativo:
Seus esporos estão cobertos por uma carapaça dura, grossa com uma substância gordurosa interna que se põe em liberdade após triturações seguidas; contendo 47% de um óleo gorduroso de odor agradável, de sabor doce no início, depois acre e amargo. Os alcaloides: Lycopodine e Pilliganine. O  mais tóxico é a Pilliganine, provocando em altas doses, a paralisia dos nervos motores. O pó de Lycopódio é empregado na farmácia alopática como pó, para tratar o intertrigo e para envolver as pílulas evitando colar umas às outras. O espírito analítico da medicina oficial não pode encontrar grande coisa neste remédio, pois ele não é usado na lei dos contrários. Ao contrário, o espírito sintético da homeopatia, encontrou um dos maiores remédios da Matéria Médica.

Ação Geral do Medicamento:
Lycopodium Clavatum está indicado especialmente nas enfermidades crônicas que aumentam progressivamente. Determina enfraquecimento geral, mas afeta principalmente o aparelho digestivo e seus anexos. Atonia gastrintestinal e hepática.
Lycopodium Clavatum age profundamente no organismo, afetando os tecidos moles, vasos sanguíneos, ossos, fígado com falência do tecido hepático, com tendência a necrose inchaços e úlceras, lentificação da função hepática, dispepsia flatulenta, acidez gástrica, cálculos, neoformação vascular, irregularidades circulatória, dilatação dos vasos; coração e articulações. A digestão é lenta e irregular sendo acompanhada com muita flatulência.
O órgão mais tocado é o fígado, órgão direito; e esta predominância concernente ao órgão mais tocado é tal que todos os sintomas acabam por tomar esta lateralidade com extensão secundária ao lado oposto. Assim, quando nos encontramos frente a qualquer afecção que começa do lado direito do corpo, estendendo em seguida ao lado esquerdo, quer que se trate de um mal de garganta, de uma cefaleia, de uma afecção do peito ou abdominal, de uma inflamação dos ovários, etc. Tudo gravita em torno do fígado: insuficiência hepática funcional por distúrbio do sistema venoso portal e insuficiência celular associada. A insuficiência hepática causa: atonias gastrointestinal, hepatovesicular e hipertensão portal, produzindo uma insuficiência digestiva e nutricional, com distúrbio profundo da nutrição com tendência ao emagrecimento e à astenia física e mental. Acúmulo de dejetos por bloqueio dos emunctórios, notadamente real(uremia, hiperazotemia) e cutânea. Alteração crônica das paredes vasculares por depósitos de dejetos metabólicos insuficientemente desintegrados e em particular do colesterol com tendência à ectasia e aos tumores vasculares. Inflamação das mucosas, sobretudo digestivas e respiratórias.


Constituição e Temperamento:
As asas do nariz se movem nos quadros dispneicos em que Lycopodium Clavatum está indicado e esses movimentos são concomitantes com os respiratórios. Os músculos da cabeça e particularmente os da face são agitados por tiques nervosos.
Segundo Kent apresenta as seguintes sensações: indivíduo hipersensível cujos traços da face se contraem pelo menor ruído; quando perturbado vemos uma expressão contrariada; quando sofre, os supercílios se franze, a testa enruga, onde observamos o sofrimento. A pele da face aparece manchas cor de cobre, como as que encontramos nos sifilíticos crônicos.
O ventre é proeminente volumoso, nos dando a impressão de ser o centro do organismo. É no abdômen que se concentra a maior parte dos problemas de Lycopodium Clavatum.
O intestino grosso apresenta-se em alguns lugares com espasmos e em outros dilatado, levando à tensão abdominal. As toxinas são produzidas neste local de estagnação e o fígado, grande e pesado, reage pouco às intoxicações apresentando congestão venosa devida à atonia.

Varizes nos membros inferiores e na parede abdominal, placas azuladas que tendem a ulcerar, são consequência da atonia geral.
O enfermo de Lycopodium Clavatum vai nos mostrar durante o dia os defeitos do seu caráter e os sofrimentos do seu organismo. Pela manhã ao despertar, está mal-humorado, irritado, descontente; repulsa os que se aproximam e estes sintomas aparecem sobretudo neste horário, já que seu sono é ruim. O nariz tapado atrapalha a respiração, as pálpebras grudam, a boca fica seca e amarga tendo náuseas.
Depois para evacuar, novo drama: faz esforços e somente gazes são eliminados; sente como se tivesse uma rolha, fechando completamente o ânus. Esta constipação pode ser substituída por diarreia, sendo muito raro.
As dores de cabeça são frequentes, longas, pulsáteis, congestivas aparecendo por frio, calor, alimentação irregular, agravando das 16:00 às 20:00 horas.
Queda abundante de cabelo, alopecias localizadas. Eczema do couro cabeludo com secreção atrás das orelhas. Cefaleias nos gotosos crônicos, alterna dores nos membros com cefaleia e, se houver eliminação de areia vermelha pela urina, a dor de cabeça e as extremidades melhoram.
A água do banho nunca está suficientemente quente, sendo friorento querendo calor sobre seu corpo sendo a face lavada com água fria.
É um discutidor, respondão, jamais fica satisfeito com as explicações que lhe são dadas. O trabalho não pode ser longo já que o nervosismo e a agitação física o impedem de manter a atenção por um tempo prolongado.
Tem uma sensação de estar com muita fome mas seu apetite desaparece rapidamente, tendo em seguida um mal estar digestivo, durando grande parte do dia. Apresenta muita dor no estômago ao tocá-lo, devendo abrir o cinto e os eructos ácidos lhe dão alívio.
Para auxiliar a digestão difícil faz uma caminhada a pé, já que não gosta muito de andar de carro, pois lhe provoca náuseas. Mas ao iniciar a caminhada as queixas começam; se o ar estiver fresco reclamará que está demasiadamente frio, se estiver quente, reclamará do calor. Alguns passos são suficientes para fatiga-lo; suores e sensação de ardor na palma das mãos e planta dos pés.
Lycopodium Clavatum, é de todos os policrestos, o que tem ação mais longa.

Mitologia: Lobo
A verdade de Lycopodium é o resgate de sua potencialidade, que lhe foi roubada com o passar dos anos (involução da planta); era grande e forte, portanto poderosa, e é atrás deste poder e alimentado pela vontade de subir na vida, crescer na escala social, que encontramos este medicamento.
Luta como um lobo para ter lugar ao sol, afirma-se como alguém forte; não importando quantos pode atropelar ou quanto esta postura pode lhe fazer mal. Por digerir sapos e lagartos no jogo do vale tudo(os fins justificam os meios- Maquiavel), explode sua pressão sanguínea, uma úlcera ou uma litíase biliar. Resgatar seu poder a qualquer custo(desequilíbrio psórico\mental), tendo uma sensação de menos valia, indo à luta na tentativa de recuperar seu poder e sua força, enfim, o poder lhe foi tirado.
Lykaios em Grego significa lobo = Lycopodium (pé de lobo).
Lykaios é uma das formas dadas a Zeus. Zeus se perdia pelas paixões, Lycopodium está no rubro “amorous”(amoroso, conduta sensual); sendo o máximo no Olimpo. Zeus usava de todos os meios possíveis para conseguir o que queria, sendo semelhante a Lycopodium com uma ambição desmedida.
No dicionário de símbolos de Chevalier a respeito do lobo temos: “Representa a força mal contida e mal dirigida gastando-se com furor, porém sem discernimento, chegando a um destino inapropriado”. Vemos em Lycopodium o rubro incapaz de refletir, de discernir, tendo temor em não encontrar seu destino, com uma força mal dirigida, sem capacidade de reflexionar ficando difícil para alcançar seu destino. Avançar com pés de lobo é avançar sem reflexionar.
Lycopodium pode corresponder à psicopatologia se manifestando à partir da adolescência, no momento da confrontação entre uma personalidade juvenil e da sua entrada no período realizador de sua vida.
Para saírem da situação desconfortável de minusvalia vão à luta na tentativa de recuperarem a força, a grandeza, enfim o poder que lhes foi tirado.
Como um lobo, para ter um lugar ao sol e afirmar-se como alguém forte, não importando quantos irá atropelar, vale tudo para chegar ao poder.
Pé de lobo, o mito dos “gigantes”, é um apelo ao heroísmo humano. O “gigante” representa tudo àquilo que o homem tem de vencer para libertar e expandir sua personalidade.
Árvore simbolismo da verticalidade, da perpétua evolução em ascensão ao céu. A árvore da vida é um símbolo da fertilidade.
Nabucodonosor, Rei da Babilônia, teve um sonho e o profeta Daniel foi chamado para interpreta-lo: “Vi uma árvore no meio da terra, cuja altura era grande; crescia esta árvore, e se fazia forte, de maneira que a sua altura chegava até o céu; e foi vista até os confins da terra.” Respondeu Daniel; “A árvore que viste és tu, ó rei que cresceste, e te fizeste forte; a tua grandeza cresceu e chegou até o céu, e o teu domínio até à extremidade da terra”. (Daniel 4: 4,5,10,11,19,20,22)

Atributo Divino Invejado – Invejou a fecundidade de Deus como PAI (PODER e FORÇA).
Não quis ser EDUCADOR, guiar seus filhos, educando-os.
Temas Principais - PAI / FORÇA / PODER / EDUCAÇÃO.
O estereótipo de Lycopodium é do “machão falido”, o macho que perdeu sua virilidade, mas Lycopodium não é apenas um reprodutor, mas um Pai; além de reproduzir-se, ocupa-se de educar os filhos e isto com uma particularidade: para Lycopodium, o mais importante é o ensino das normas morais. Mas a noção da moral, para o bem ou para o mal, seja para impor a moral e as normas morais, seja o abandono das normas morais, está absolutamente consubstanciada com a essência de Lycopodium. É o clássico relato dos pacientes: “Papai era muito rígido, mas era para que fôssemos pessoas honradas. Morreu de câncer há 5 anos, era rígido, mas para o nosso bem, para fazer de nós pessoas corretas”. Este é o interesse de Lycopodium. Ou pode apresentar o extremo oposto: não liga em absoluto para a moral, não educa os filhos e termina abandonando-os. No sentido correto, a palavra que define a Lycopodium é PAI, pai por definição. Não se limita a trazer filhos para o mundo, mas os acompanha, os educa, lhes ensina o caminho. É para se prestar atenção às palavras, porque da noção de moralidade, caminho correto etc., surge imediatamente a noção de dignidade. Por isso é que é tão fácil confundir Lycopodium com Staphisagria. Lycopodium é moral: bons costumes, normas. Staphisagria é dignidade.
Considerações de Guy Loutan: Lycopodium Clavatum encarna a qualidade perfeita, a dignidade do pai, por quem se tem reconhecimento, chora quando alguém lhe agradece. Idealiza o patrão, seu papel diante dos empregados, crianças, doentes. Pai = reprodução, educação. Anti-pai: foge dos filhos, abandona suas responsabilidades. Tem longas querelas mentais com pessoas ausentes, e tende a ter querelas quando está ansioso. A angústia provoca o riso, e a tristeza, mau humor. Invejou a condição de Deus enquanto Pai, de onde a patologia na fecundidade, da relação com os filhos, empregados, mas também da palavra e da vontade, pois a fecundidade perfeita de Deus consiste em sua capacidade imanente de engendrar por seu intelecto, palavra e vontade. Sonha com muitos cachorrinhos que se dependuram nele, enxames, multidões: poderia se dizer a deusa Ártemis com suas inúmeros mamilos; seus filhos são cachorros.
Duvida da capacidade de ser pai em todos os sentidos da palavra: fecundação, educação dos filhos e do próximo. Deve se esconder porque alguém quer matá-lo: escreve uma mensagem de adeus. Ideias que se impõem a ele mesmo durante uma conversa acalorada. Fala bem de temas apaixonantes e até abstratos e confusamente de coisas cotidianas. Sensação de decadência após um fracasso científico ou literário; e de desonra que compensa pela ditadura e tom de comando, o desprezo. Culpa religiosa e com relação ao dever negligenciado: impressão de ter agido mal. Perdeu a dignidade após ter ocupado um posto importante: a paternidade ou o matriarcado. Não podendo mais, através do amor, insuflar o espírito, a coragem ou a energia a alguém, não é mais nada, vulnerável aos outros, em sua saúde, nulidade que tenta esconder. (NBJ X.89, MS V.90) (Loutan, G. Répertoire de Thèmes et de Matière Médicale Dynamique, 2009).
Não pode ser somente reprodutor, tem que ser EDUCADOR. A mulher Lycopodium quer ser PADRE (PAI). Tem que aprender não com sua força física ou impulsividade, mas pela sua vagarosidade.

Em todo ser humano existe, no psíquico, uma oscilação entre a necessidade de dependência, de ajuda, de proteção e o afã de auto afirmação, de triunfo, de competência de rivalidade. É Lycopodium que oferece essa imagem mais perfeita.
A disfunção somática de Lycopodium a minusvalia é a chave de sua personalidade. Este sentimento de inferioridade, imagem de uma diminuição global psicobiológica, exaltando sua agressividade modulada por uma inteligência viva em franca competitividade; está sempre empenhado para mostrar que é melhor que os demais. Sua necessidade de ser o melhor provém do temor  de descobrirem suas fraquezas. É o mais orgulhoso e o mais covarde da matéria médica, sendo o ponto de partida a falta de confiança em si mesmo e sua meta no amor ao poder.
Se dedica a mostrar a si mesmo de que é capaz, e o faz em valoração da competência com os demais. Mostra-se meticuloso, estando sempre ocupado, sempre com antecipação de que as coisas lhe saiam mal. Necessita contradizer ao outro para demonstrar-lhe que é  o melhor, não tolera que o contradigam porque não aceita que o diminuam, tornando-se um ditador sobre seu fundo de insegurança.

Alternância / Bipolaridade
Agressividade e pranto polarizam sua ambivalência.
Êxito e derrota, força e debilidade se inter-relacionam  de tal maneira com uma extrema labilidade afetiva: sente-se desprotegido, sem apoio não gostando de ficar só. Por outro lado, teme as pessoas, pior e melhor estando só, deseja e rechaça companhia. Paradoxo sutil de sua bipolaridade afetiva.
Falta de caráter e a covardia estão no polo oposto de seu pedantismo. Por covardia, reprime sua cólera com dor silenciosa.
Sinais alternantes de irritabilidade e de depressão.
Lycopodium fala de temas elevados e abstratos, se confunde em temas diários; porém na realização de uma prova, entrega quase sempre em branco.

Sintomas Mentais
Adulam e gostam de ser adulados.
Pensa nos feitos desagradáveis acontecidos em sua vida, com a sensação que esqueceu seus deveres. Ansiedade por sua salvação.
Distúrbios de caráter sendo muito nervoso com grande irritação. Hipersensibilidade compensada em agressividade, descompensada em ansiedade com tiques.
Ambição por todos os meios possíveis, avareza inveja e cobiça. Aptidão para as finanças, paixão pelo jogo, agiota. Brigão, indolente, rebelde, passional e colérico.
Deseja o triunfo absoluto sobre os demais; ditador, dominador, quer comandar tudo e todos, adotando uma atitude reativa de altivez, soberba e orgulho.
Antecipação ante qualquer situação, preparando-se com dedicação exaustiva com muito medo do fracasso, do escuro, medo de fantasmas, medo de coisas imaginárias, medo de ficar sozinho, medo de falar em público. Está cheio de temores e apreensões. Se apavora quando lhe é colocado uma atividade a ser efetuada. Temores corem em paralelo com a ansiedade.
Fraqueza de memória, troca palavras, dificuldade de se expressar e de escrita; mente confusa.

Sintomas Emocionais
Super protetor, carinhoso, mas muito “chefe”, afligindo-se pelas coisas que os outros lhe passam, ajudando mas que ao mesmo tempo não toleram que o contradigam, querendo que tudo saia como ele quer.
Chora quando fazem um elogio, quando recebem uma demonstração de afeto, gostam de ser idolatrados, bajulados. Lycopodium quer ser admirado, quer ser querido!

Miasmas
Psora:
Era grandioso e poderoso, sabe de suas fragilidades, de seu fracasso, medo de enfrentar o meio que o rodeia, não confia em sua capacidade.
Amargura psórica, nostálgica de que um dia já foram grandes.
Sicose:
Choro de Lycopodium é quando não chegou a seu destino, quando não consegue ser o que gostaria.
Pode ser o diplomático, gentil, amável com os seus chefes mas com seus subordinados um mandão.
Super exigente consigo mesmo, violentando sua própria natureza, explode sua pressão sanguínea, uma úlcera ou  uma litíase biliar.

Sphylinismo:
 Quando doente, ou numa perda muito grande (trabalho, dinheiro, etc.) sente-se desencorajado, cansado, inconsolável, embotado, insensível aos estímulos externos. Mortifica-se com muita facilidade sem vontade de lutar; fuga de si mesmo, abandona família, lamenta-se de tudo, nada o contenta, abandona a si mesmo.

Sintomas Físicos:
Úlceras e vermelhidão das pálpebras. Hordéolos. Conjuntivite palpebral com vermelhidão e inflamação das pálpebras com secreções purulentas. Hemiopia vertical.
Eczemas secretante ao redor e atrás das orelhas. Otorréia purulenta, amarelada, espessa e irritante. Zumbidos, tinidos e ruídos nos ouvidos.
Herpes crostoso e pruriginoso nas comissuras labiais. Halitose.
Boca e língua secas, sem sede. Saliva salgada. Pequenas bolhas e aftas na língua, com gosto ácido e pútrido.
Lycopodium Clavatum é um bom medicamento para todas as afecções faríngeas, desde uma simples inflamação até a difteria. Vermelhidão persistente das amídalas; inflamação das amídalas com deglutição difícil.
As lesões vão de cima para baixo como difteria começando na parte superior da faringe para alcançar a laringe.
Apetite intenso que é saciado rapidamente. Abdômen inchado e doloroso, mesmo depois de eliminar gazes. Mal estar gástrico imediatamente após comer. Dores ardentes após comer. Pressão no estômago. Grande medicamento para úlceras cancerosas(sulph. Acidum; Kreosotum; Phosp. Acidum; Hydrast. Canadensis; Condurando; Taraxacum; Chel. Majus...); câncer de cólon
Desejo de doces e açúcar. Eructos com queimação no estômago durando horas. Pirose. Digestão difícil. Muita fermentação e borborigmos. Dores como cãibras, contrações abdominais. Crises biliosas.
Constipação; mal funcionamento peristáltico do intestino. Feses duras, difíceis, fragmentadas.
Excessiva quantidade de urina, é clara e com peso específico leve; urina lodosa, com depósito de poeira ou areia vermelha.
É um grande medicamento para cálculos urinários em casos agudos. Cálculos renais, cólica nefrética.
Nos crônicos, quando o indivíduo sente-se melhor e urina mais, com alternância de cefaleia com crises de gota e descarga urática.
Inatividade vesical semelhante a retal. Retenção urinária e enurese. Micção involuntária e dolorosa com febre tifoide ou outras febres graves.
Traço importante é a poliúria noturna. Diabetes.
Impotência sexual ou onanismo. O abuso de masturbação pode causar no indivíduo à fadiga da medula dorsal, do cérebro e dos órgãos genitais.
Verrugas dos genitais, nos condilomas úmidos do pênis. Hipertrofia da próstata.
Secura vaginal, fazendo com que o coito seja doloroso com ardor e queimação.
Ninfomania; varizes vulvares. Fisometria. Psoríase.
Menstruações abundantes, prolongadas, com coágulos escuros.
Antes da menstruação tudo agrava com muita tristeza e melancolia, retenção de líquido, dores nas costas.  Pálida e fraca antes da menstruação Supressão da menstruação após um susto, um choque. Metrorragia na menopausa.
Lycopodium Clavatum está indicado nas jovens durante a puberdade, quando não menstruam, pouco desenvolvimento dos seios sem ovulação.
Leucorréia leitosa, amarelada, corrosiva e sanguinolenta. Inflamação e nevralgias ovarianas.
Catarro no nariz com secreção crônica. O indivíduo respira com a boca aberta, sobretudo à noite. ; hipersensibilidade do olfato.
Catarro nasal mucoso associado à cefaleia, tendo a face enrugada, prematuramente envelhecido. O pescoço e a parte superior do corpo estão emagrecidos mas o abdômen e os membros inferiores não. Muco espesso. Afecções pulmonares, asma, pneumonia direita, respiração curta; dispneia com batimentos das asas do nariz afecções catarrais do peito, afecções cerebrais e abdominais. Os resfriados complicam com alterações pulmonares; dor violenta no peito. Palpitações cardíacas durante a digestão. Pulso fraco e acelerado.Pode ser útil nos casos de aneurismas arteriais. Varizes nas pernas.
Laringe seca, rouquidão; úlceras das cordas vocais; tosse seca, insuportável, piorando pela respiração profunda pela deglutição da saliva.
Sensação de ardor entre as omoplatas. Fraquezas dos membros, tremores espasmódicos, contraturas musculares. Tremores generalizados ou localizados. Cãibras nas panturrilhas. Dores desgarrantes nas articulações do cotovelo e do ombro. Rigidez artrítica do cotovelo e punho. Gota crônica com depósito calcário nas articulações. Dores rasgantes ao longo do ciático, ardentes, em pontadas. O indivíduo se sente fraco com dificuldade de ficar em pé. As dores melhoram pelo movimento e pioram pelo repouso(comparte com Rhus Tox.)
Um pé quente e outro frio. Este sintoma é especial e característico deste medicamento.
Suores frios e abundantes nos pés. Eczemas dos membros inferiores.
Febres com calafrios, com suores abundantes, muitas vezes acompanhado de vômitos ácidos. Pulso acelerado, frio como gelo. Febre de escarlatina, tifoide, meningite cérebro espinhal, pneumonia.

“Você sabe com quem está falando?
O Senhor Lycopodium Clavatum”.

Patricia Jorge Alves
Terapeuta Homeopata























THUYA OCCIDENTALIS

             Thuya Occidentalis, Thuya do ocidente ou Thuya do Canadá, é uma árvore resinosa da família das Coníferas. Orig...