sexta-feira, 5 de maio de 2017

LUZ E CONSCIÊNCIA: ENERGIA E HOMEOPATIA

LUZ E CONSCIÊNCIA: ENERGIA E HOMEOPATIA: ENERGIA E HOMEOPATIA Einstein e os físicos quânticos, trouxeram a nossa compreensão de que a matéria também é energia, que o áto...

quarta-feira, 19 de abril de 2017

LYCOPODIUM CLAVATUM - MATÉRIA MÉDICA







Matéria Médica
Lycopodium Clavatum

Assinatura :
Lycopodium Clavatum,  é um feto herbáceo rasteiro e vivaz, dos bosques pantanosos e rochosos, terrenos acidentados, preferem florestas secas, desenvolvendo-se à sombra de arbustos, rastejando modestamente pelo chão. Pé de lobo ou musgo terrestre, da família das Lycopodiáceas, espalhado por toda a Europa, especialmente na Finlândia, Rússia, Suíça, Alpes e Pirineus, Ásia, América setentrional e África austral. No Brasil é também comum.
Ramificações deitadas no solo, ao passo que os ramos férteis endireitam-se e portam umas espécies de espigas cilíndricas. Estas encerram os esporos, que são de forma tetraédrica por pressão recíproca, agrupados por quatro na célula-mãe, medindo 35 milímetros, apresentando uma linha de sutura. Estes esporos constituem a droga chamada de “pó de Lycopódio”. Este pó é fino, móvel, insípido, de coloração amarelo pálida, flutuando sobre a água, mas absorvendo-se em ebulição; é muito inflamável. Recolhe-se colhendo as espigas um pouco antes de sua maturação completa, fazendo-as secar sobre um papel sacudindo-o fortemente. As sementes são usadas na preparação do medicamento, não absorvem umidade, repelindo-se em água, sendo extremamente duras queimando como uma chama brilhante. Tempo de germinação de 6 a 7 anos, atingindo sua maturidade com capacidade de reprodução depois de 12 a 15 anos(tal qual o homem). Lycopodium perdeu a capacidade de sintetizar clorofila por si, necessitando viver em simbiose. Assim, a dinâmica de vida da planta expressando-se em similitude com o Homem as tendências a secura, dureza com qualidades de combustão ocultas. A semente de Lycopodium é constituída por uma carapaça dura extremamente como a carcaça de orgulho que Lycopodium veste, com um material oleoso internamente, como as pessoas de Lycopodium que são duras por fora e molengas por dentro.

História do Lycopodium Clavatum:
Lycopodium é uma planta que arrasta uma história pregressa de 300 milhões de anos, quando, então, eram árvores imensas com fortes raízes, que foram perdendo sua grandiosidade, reduzindo-se a um insignificante musgo. Em uma época foi um grande arbusto e na atualidade é uma árvore pequenina. Quem sabe, como lembrança de sua antiga grandeza, pretenda ser mais do que é. Este pequeno arbusto se chama “Musgus Lycopodium Clavatum”. Na medicina alopática, antigamente, era conhecido como vulgar polvilho para o bumbum de bebês; é um grão de cor amarela. Visto ao microscópio de 60 aumentos, toma a configuração de um pequeno lobo hepático. É um símbolo, mas em geral o indivíduo Lycopodium, de alguma maneira, adoece de uma disfunção hepática.

Insumo Ativo:
Seus esporos estão cobertos por uma carapaça dura, grossa com uma substância gordurosa interna que se põe em liberdade após triturações seguidas; contendo 47% de um óleo gorduroso de odor agradável, de sabor doce no início, depois acre e amargo. Os alcaloides: Lycopodine e Pilliganine. O  mais tóxico é a Pilliganine, provocando em altas doses, a paralisia dos nervos motores. O pó de Lycopódio é empregado na farmácia alopática como pó, para tratar o intertrigo e para envolver as pílulas evitando colar umas às outras. O espírito analítico da medicina oficial não pode encontrar grande coisa neste remédio, pois ele não é usado na lei dos contrários. Ao contrário, o espírito sintético da homeopatia, encontrou um dos maiores remédios da Matéria Médica.

Ação Geral do Medicamento:
Lycopodium Clavatum está indicado especialmente nas enfermidades crônicas que aumentam progressivamente. Determina enfraquecimento geral, mas afeta principalmente o aparelho digestivo e seus anexos. Atonia gastrintestinal e hepática.
Lycopodium Clavatum age profundamente no organismo, afetando os tecidos moles, vasos sanguíneos, ossos, fígado com falência do tecido hepático, com tendência a necrose inchaços e úlceras, lentificação da função hepática, dispepsia flatulenta, acidez gástrica, cálculos, neoformação vascular, irregularidades circulatória, dilatação dos vasos; coração e articulações. A digestão é lenta e irregular sendo acompanhada com muita flatulência.
O órgão mais tocado é o fígado, órgão direito; e esta predominância concernente ao órgão mais tocado é tal que todos os sintomas acabam por tomar esta lateralidade com extensão secundária ao lado oposto. Assim, quando nos encontramos frente a qualquer afecção que começa do lado direito do corpo, estendendo em seguida ao lado esquerdo, quer que se trate de um mal de garganta, de uma cefaleia, de uma afecção do peito ou abdominal, de uma inflamação dos ovários, etc. Tudo gravita em torno do fígado: insuficiência hepática funcional por distúrbio do sistema venoso portal e insuficiência celular associada. A insuficiência hepática causa: atonias gastrointestinal, hepatovesicular e hipertensão portal, produzindo uma insuficiência digestiva e nutricional, com distúrbio profundo da nutrição com tendência ao emagrecimento e à astenia física e mental. Acúmulo de dejetos por bloqueio dos emunctórios, notadamente real(uremia, hiperazotemia) e cutânea. Alteração crônica das paredes vasculares por depósitos de dejetos metabólicos insuficientemente desintegrados e em particular do colesterol com tendência à ectasia e aos tumores vasculares. Inflamação das mucosas, sobretudo digestivas e respiratórias.


Constituição e Temperamento:
As asas do nariz se movem nos quadros dispneicos em que Lycopodium Clavatum está indicado e esses movimentos são concomitantes com os respiratórios. Os músculos da cabeça e particularmente os da face são agitados por tiques nervosos.
Segundo Kent apresenta as seguintes sensações: indivíduo hipersensível cujos traços da face se contraem pelo menor ruído; quando perturbado vemos uma expressão contrariada; quando sofre, os supercílios se franze, a testa enruga, onde observamos o sofrimento. A pele da face aparece manchas cor de cobre, como as que encontramos nos sifilíticos crônicos.
O ventre é proeminente volumoso, nos dando a impressão de ser o centro do organismo. É no abdômen que se concentra a maior parte dos problemas de Lycopodium Clavatum.
O intestino grosso apresenta-se em alguns lugares com espasmos e em outros dilatado, levando à tensão abdominal. As toxinas são produzidas neste local de estagnação e o fígado, grande e pesado, reage pouco às intoxicações apresentando congestão venosa devida à atonia.

Varizes nos membros inferiores e na parede abdominal, placas azuladas que tendem a ulcerar, são consequência da atonia geral.
O enfermo de Lycopodium Clavatum vai nos mostrar durante o dia os defeitos do seu caráter e os sofrimentos do seu organismo. Pela manhã ao despertar, está mal-humorado, irritado, descontente; repulsa os que se aproximam e estes sintomas aparecem sobretudo neste horário, já que seu sono é ruim. O nariz tapado atrapalha a respiração, as pálpebras grudam, a boca fica seca e amarga tendo náuseas.
Depois para evacuar, novo drama: faz esforços e somente gazes são eliminados; sente como se tivesse uma rolha, fechando completamente o ânus. Esta constipação pode ser substituída por diarreia, sendo muito raro.
As dores de cabeça são frequentes, longas, pulsáteis, congestivas aparecendo por frio, calor, alimentação irregular, agravando das 16:00 às 20:00 horas.
Queda abundante de cabelo, alopecias localizadas. Eczema do couro cabeludo com secreção atrás das orelhas. Cefaleias nos gotosos crônicos, alterna dores nos membros com cefaleia e, se houver eliminação de areia vermelha pela urina, a dor de cabeça e as extremidades melhoram.
A água do banho nunca está suficientemente quente, sendo friorento querendo calor sobre seu corpo sendo a face lavada com água fria.
É um discutidor, respondão, jamais fica satisfeito com as explicações que lhe são dadas. O trabalho não pode ser longo já que o nervosismo e a agitação física o impedem de manter a atenção por um tempo prolongado.
Tem uma sensação de estar com muita fome mas seu apetite desaparece rapidamente, tendo em seguida um mal estar digestivo, durando grande parte do dia. Apresenta muita dor no estômago ao tocá-lo, devendo abrir o cinto e os eructos ácidos lhe dão alívio.
Para auxiliar a digestão difícil faz uma caminhada a pé, já que não gosta muito de andar de carro, pois lhe provoca náuseas. Mas ao iniciar a caminhada as queixas começam; se o ar estiver fresco reclamará que está demasiadamente frio, se estiver quente, reclamará do calor. Alguns passos são suficientes para fatiga-lo; suores e sensação de ardor na palma das mãos e planta dos pés.
Lycopodium Clavatum, é de todos os policrestos, o que tem ação mais longa.

Mitologia: Lobo
A verdade de Lycopodium é o resgate de sua potencialidade, que lhe foi roubada com o passar dos anos (involução da planta); era grande e forte, portanto poderosa, e é atrás deste poder e alimentado pela vontade de subir na vida, crescer na escala social, que encontramos este medicamento.
Luta como um lobo para ter lugar ao sol, afirma-se como alguém forte; não importando quantos pode atropelar ou quanto esta postura pode lhe fazer mal. Por digerir sapos e lagartos no jogo do vale tudo(os fins justificam os meios- Maquiavel), explode sua pressão sanguínea, uma úlcera ou uma litíase biliar. Resgatar seu poder a qualquer custo(desequilíbrio psórico\mental), tendo uma sensação de menos valia, indo à luta na tentativa de recuperar seu poder e sua força, enfim, o poder lhe foi tirado.
Lykaios em Grego significa lobo = Lycopodium (pé de lobo).
Lykaios é uma das formas dadas a Zeus. Zeus se perdia pelas paixões, Lycopodium está no rubro “amorous”(amoroso, conduta sensual); sendo o máximo no Olimpo. Zeus usava de todos os meios possíveis para conseguir o que queria, sendo semelhante a Lycopodium com uma ambição desmedida.
No dicionário de símbolos de Chevalier a respeito do lobo temos: “Representa a força mal contida e mal dirigida gastando-se com furor, porém sem discernimento, chegando a um destino inapropriado”. Vemos em Lycopodium o rubro incapaz de refletir, de discernir, tendo temor em não encontrar seu destino, com uma força mal dirigida, sem capacidade de reflexionar ficando difícil para alcançar seu destino. Avançar com pés de lobo é avançar sem reflexionar.
Lycopodium pode corresponder à psicopatologia se manifestando à partir da adolescência, no momento da confrontação entre uma personalidade juvenil e da sua entrada no período realizador de sua vida.
Para saírem da situação desconfortável de minusvalia vão à luta na tentativa de recuperarem a força, a grandeza, enfim o poder que lhes foi tirado.
Como um lobo, para ter um lugar ao sol e afirmar-se como alguém forte, não importando quantos irá atropelar, vale tudo para chegar ao poder.
Pé de lobo, o mito dos “gigantes”, é um apelo ao heroísmo humano. O “gigante” representa tudo àquilo que o homem tem de vencer para libertar e expandir sua personalidade.
Árvore simbolismo da verticalidade, da perpétua evolução em ascensão ao céu. A árvore da vida é um símbolo da fertilidade.
Nabucodonosor, Rei da Babilônia, teve um sonho e o profeta Daniel foi chamado para interpreta-lo: “Vi uma árvore no meio da terra, cuja altura era grande; crescia esta árvore, e se fazia forte, de maneira que a sua altura chegava até o céu; e foi vista até os confins da terra.” Respondeu Daniel; “A árvore que viste és tu, ó rei que cresceste, e te fizeste forte; a tua grandeza cresceu e chegou até o céu, e o teu domínio até à extremidade da terra”. (Daniel 4: 4,5,10,11,19,20,22)

Atributo Divino Invejado – Invejou a fecundidade de Deus como PAI (PODER e FORÇA).
Não quis ser EDUCADOR, guiar seus filhos, educando-os.
Temas Principais - PAI / FORÇA / PODER / EDUCAÇÃO.
O estereótipo de Lycopodium é do “machão falido”, o macho que perdeu sua virilidade, mas Lycopodium não é apenas um reprodutor, mas um Pai; além de reproduzir-se, ocupa-se de educar os filhos e isto com uma particularidade: para Lycopodium, o mais importante é o ensino das normas morais. Mas a noção da moral, para o bem ou para o mal, seja para impor a moral e as normas morais, seja o abandono das normas morais, está absolutamente consubstanciada com a essência de Lycopodium. É o clássico relato dos pacientes: “Papai era muito rígido, mas era para que fôssemos pessoas honradas. Morreu de câncer há 5 anos, era rígido, mas para o nosso bem, para fazer de nós pessoas corretas”. Este é o interesse de Lycopodium. Ou pode apresentar o extremo oposto: não liga em absoluto para a moral, não educa os filhos e termina abandonando-os. No sentido correto, a palavra que define a Lycopodium é PAI, pai por definição. Não se limita a trazer filhos para o mundo, mas os acompanha, os educa, lhes ensina o caminho. É para se prestar atenção às palavras, porque da noção de moralidade, caminho correto etc., surge imediatamente a noção de dignidade. Por isso é que é tão fácil confundir Lycopodium com Staphisagria. Lycopodium é moral: bons costumes, normas. Staphisagria é dignidade.
Considerações de Guy Loutan: Lycopodium Clavatum encarna a qualidade perfeita, a dignidade do pai, por quem se tem reconhecimento, chora quando alguém lhe agradece. Idealiza o patrão, seu papel diante dos empregados, crianças, doentes. Pai = reprodução, educação. Anti-pai: foge dos filhos, abandona suas responsabilidades. Tem longas querelas mentais com pessoas ausentes, e tende a ter querelas quando está ansioso. A angústia provoca o riso, e a tristeza, mau humor. Invejou a condição de Deus enquanto Pai, de onde a patologia na fecundidade, da relação com os filhos, empregados, mas também da palavra e da vontade, pois a fecundidade perfeita de Deus consiste em sua capacidade imanente de engendrar por seu intelecto, palavra e vontade. Sonha com muitos cachorrinhos que se dependuram nele, enxames, multidões: poderia se dizer a deusa Ártemis com suas inúmeros mamilos; seus filhos são cachorros.
Duvida da capacidade de ser pai em todos os sentidos da palavra: fecundação, educação dos filhos e do próximo. Deve se esconder porque alguém quer matá-lo: escreve uma mensagem de adeus. Ideias que se impõem a ele mesmo durante uma conversa acalorada. Fala bem de temas apaixonantes e até abstratos e confusamente de coisas cotidianas. Sensação de decadência após um fracasso científico ou literário; e de desonra que compensa pela ditadura e tom de comando, o desprezo. Culpa religiosa e com relação ao dever negligenciado: impressão de ter agido mal. Perdeu a dignidade após ter ocupado um posto importante: a paternidade ou o matriarcado. Não podendo mais, através do amor, insuflar o espírito, a coragem ou a energia a alguém, não é mais nada, vulnerável aos outros, em sua saúde, nulidade que tenta esconder. (NBJ X.89, MS V.90) (Loutan, G. Répertoire de Thèmes et de Matière Médicale Dynamique, 2009).
Não pode ser somente reprodutor, tem que ser EDUCADOR. A mulher Lycopodium quer ser PADRE (PAI). Tem que aprender não com sua força física ou impulsividade, mas pela sua vagarosidade.

Em todo ser humano existe, no psíquico, uma oscilação entre a necessidade de dependência, de ajuda, de proteção e o afã de auto afirmação, de triunfo, de competência de rivalidade. É Lycopodium que oferece essa imagem mais perfeita.
A disfunção somática de Lycopodium a minusvalia é a chave de sua personalidade. Este sentimento de inferioridade, imagem de uma diminuição global psicobiológica, exaltando sua agressividade modulada por uma inteligência viva em franca competitividade; está sempre empenhado para mostrar que é melhor que os demais. Sua necessidade de ser o melhor provém do temor  de descobrirem suas fraquezas. É o mais orgulhoso e o mais covarde da matéria médica, sendo o ponto de partida a falta de confiança em si mesmo e sua meta no amor ao poder.
Se dedica a mostrar a si mesmo de que é capaz, e o faz em valoração da competência com os demais. Mostra-se meticuloso, estando sempre ocupado, sempre com antecipação de que as coisas lhe saiam mal. Necessita contradizer ao outro para demonstrar-lhe que é  o melhor, não tolera que o contradigam porque não aceita que o diminuam, tornando-se um ditador sobre seu fundo de insegurança.

Alternância / Bipolaridade
Agressividade e pranto polarizam sua ambivalência.
Êxito e derrota, força e debilidade se inter-relacionam  de tal maneira com uma extrema labilidade afetiva: sente-se desprotegido, sem apoio não gostando de ficar só. Por outro lado, teme as pessoas, pior e melhor estando só, deseja e rechaça companhia. Paradoxo sutil de sua bipolaridade afetiva.
Falta de caráter e a covardia estão no polo oposto de seu pedantismo. Por covardia, reprime sua cólera com dor silenciosa.
Sinais alternantes de irritabilidade e de depressão.
Lycopodium fala de temas elevados e abstratos, se confunde em temas diários; porém na realização de uma prova, entrega quase sempre em branco.

Sintomas Mentais
Adulam e gostam de ser adulados.
Pensa nos feitos desagradáveis acontecidos em sua vida, com a sensação que esqueceu seus deveres. Ansiedade por sua salvação.
Distúrbios de caráter sendo muito nervoso com grande irritação. Hipersensibilidade compensada em agressividade, descompensada em ansiedade com tiques.
Ambição por todos os meios possíveis, avareza inveja e cobiça. Aptidão para as finanças, paixão pelo jogo, agiota. Brigão, indolente, rebelde, passional e colérico.
Deseja o triunfo absoluto sobre os demais; ditador, dominador, quer comandar tudo e todos, adotando uma atitude reativa de altivez, soberba e orgulho.
Antecipação ante qualquer situação, preparando-se com dedicação exaustiva com muito medo do fracasso, do escuro, medo de fantasmas, medo de coisas imaginárias, medo de ficar sozinho, medo de falar em público. Está cheio de temores e apreensões. Se apavora quando lhe é colocado uma atividade a ser efetuada. Temores corem em paralelo com a ansiedade.
Fraqueza de memória, troca palavras, dificuldade de se expressar e de escrita; mente confusa.

Sintomas Emocionais
Super protetor, carinhoso, mas muito “chefe”, afligindo-se pelas coisas que os outros lhe passam, ajudando mas que ao mesmo tempo não toleram que o contradigam, querendo que tudo saia como ele quer.
Chora quando fazem um elogio, quando recebem uma demonstração de afeto, gostam de ser idolatrados, bajulados. Lycopodium quer ser admirado, quer ser querido!

Miasmas
Psora:
Era grandioso e poderoso, sabe de suas fragilidades, de seu fracasso, medo de enfrentar o meio que o rodeia, não confia em sua capacidade.
Amargura psórica, nostálgica de que um dia já foram grandes.
Sicose:
Choro de Lycopodium é quando não chegou a seu destino, quando não consegue ser o que gostaria.
Pode ser o diplomático, gentil, amável com os seus chefes mas com seus subordinados um mandão.
Super exigente consigo mesmo, violentando sua própria natureza, explode sua pressão sanguínea, uma úlcera ou  uma litíase biliar.

Sphylinismo:
 Quando doente, ou numa perda muito grande (trabalho, dinheiro, etc.) sente-se desencorajado, cansado, inconsolável, embotado, insensível aos estímulos externos. Mortifica-se com muita facilidade sem vontade de lutar; fuga de si mesmo, abandona família, lamenta-se de tudo, nada o contenta, abandona a si mesmo.

Sintomas Físicos:
Úlceras e vermelhidão das pálpebras. Hordéolos. Conjuntivite palpebral com vermelhidão e inflamação das pálpebras com secreções purulentas. Hemiopia vertical.
Eczemas secretante ao redor e atrás das orelhas. Otorréia purulenta, amarelada, espessa e irritante. Zumbidos, tinidos e ruídos nos ouvidos.
Herpes crostoso e pruriginoso nas comissuras labiais. Halitose.
Boca e língua secas, sem sede. Saliva salgada. Pequenas bolhas e aftas na língua, com gosto ácido e pútrido.
Lycopodium Clavatum é um bom medicamento para todas as afecções faríngeas, desde uma simples inflamação até a difteria. Vermelhidão persistente das amídalas; inflamação das amídalas com deglutição difícil.
As lesões vão de cima para baixo como difteria começando na parte superior da faringe para alcançar a laringe.
Apetite intenso que é saciado rapidamente. Abdômen inchado e doloroso, mesmo depois de eliminar gazes. Mal estar gástrico imediatamente após comer. Dores ardentes após comer. Pressão no estômago. Grande medicamento para úlceras cancerosas(sulph. Acidum; Kreosotum; Phosp. Acidum; Hydrast. Canadensis; Condurando; Taraxacum; Chel. Majus...); câncer de cólon
Desejo de doces e açúcar. Eructos com queimação no estômago durando horas. Pirose. Digestão difícil. Muita fermentação e borborigmos. Dores como cãibras, contrações abdominais. Crises biliosas.
Constipação; mal funcionamento peristáltico do intestino. Feses duras, difíceis, fragmentadas.
Excessiva quantidade de urina, é clara e com peso específico leve; urina lodosa, com depósito de poeira ou areia vermelha.
É um grande medicamento para cálculos urinários em casos agudos. Cálculos renais, cólica nefrética.
Nos crônicos, quando o indivíduo sente-se melhor e urina mais, com alternância de cefaleia com crises de gota e descarga urática.
Inatividade vesical semelhante a retal. Retenção urinária e enurese. Micção involuntária e dolorosa com febre tifoide ou outras febres graves.
Traço importante é a poliúria noturna. Diabetes.
Impotência sexual ou onanismo. O abuso de masturbação pode causar no indivíduo à fadiga da medula dorsal, do cérebro e dos órgãos genitais.
Verrugas dos genitais, nos condilomas úmidos do pênis. Hipertrofia da próstata.
Secura vaginal, fazendo com que o coito seja doloroso com ardor e queimação.
Ninfomania; varizes vulvares. Fisometria. Psoríase.
Menstruações abundantes, prolongadas, com coágulos escuros.
Antes da menstruação tudo agrava com muita tristeza e melancolia, retenção de líquido, dores nas costas.  Pálida e fraca antes da menstruação Supressão da menstruação após um susto, um choque. Metrorragia na menopausa.
Lycopodium Clavatum está indicado nas jovens durante a puberdade, quando não menstruam, pouco desenvolvimento dos seios sem ovulação.
Leucorréia leitosa, amarelada, corrosiva e sanguinolenta. Inflamação e nevralgias ovarianas.
Catarro no nariz com secreção crônica. O indivíduo respira com a boca aberta, sobretudo à noite. ; hipersensibilidade do olfato.
Catarro nasal mucoso associado à cefaleia, tendo a face enrugada, prematuramente envelhecido. O pescoço e a parte superior do corpo estão emagrecidos mas o abdômen e os membros inferiores não. Muco espesso. Afecções pulmonares, asma, pneumonia direita, respiração curta; dispneia com batimentos das asas do nariz afecções catarrais do peito, afecções cerebrais e abdominais. Os resfriados complicam com alterações pulmonares; dor violenta no peito. Palpitações cardíacas durante a digestão. Pulso fraco e acelerado.Pode ser útil nos casos de aneurismas arteriais. Varizes nas pernas.
Laringe seca, rouquidão; úlceras das cordas vocais; tosse seca, insuportável, piorando pela respiração profunda pela deglutição da saliva.
Sensação de ardor entre as omoplatas. Fraquezas dos membros, tremores espasmódicos, contraturas musculares. Tremores generalizados ou localizados. Cãibras nas panturrilhas. Dores desgarrantes nas articulações do cotovelo e do ombro. Rigidez artrítica do cotovelo e punho. Gota crônica com depósito calcário nas articulações. Dores rasgantes ao longo do ciático, ardentes, em pontadas. O indivíduo se sente fraco com dificuldade de ficar em pé. As dores melhoram pelo movimento e pioram pelo repouso(comparte com Rhus Tox.)
Um pé quente e outro frio. Este sintoma é especial e característico deste medicamento.
Suores frios e abundantes nos pés. Eczemas dos membros inferiores.
Febres com calafrios, com suores abundantes, muitas vezes acompanhado de vômitos ácidos. Pulso acelerado, frio como gelo. Febre de escarlatina, tifoide, meningite cérebro espinhal, pneumonia.

“Você sabe com quem está falando?
O Senhor Lycopodium Clavatum”.

Patricia Jorge Alves
Terapeuta Homeopata























sexta-feira, 13 de maio de 2016

DOENÇAS SEMELHANTES E DESSEMELHANTES

A Interação dinâmica da doença 

Doenças Semelhantes e Dessemelhantes

O organismo humano como uma totalidade integrada que responde aos estímulos morbíficos externos, pela mudança no grau de vibração  do nível dinâmico eletromagnético. Se o mecanismo de defesa for fraco ou o estímulo morbífico for muito poderoso em relação ao organismo, alterará o grau de vibração sendo incapaz de retornar ao estado original por si mesmo. Por esta razão, potencializamos as substâncias para que possam atuar no fortalecimento dinâmico do corpo, a tirar vantagem do princípio de ressonância entre o agente terapêutico e o nível de vibração do organismo.
Os estímulos morbíficos capazes de alterar a frequência de ressonância do organismo podem ser fracos e passageiros ou podem ser muito poderosos, como os profundos choques emocionais ou estados de stress prolongados, por exemplo. Três poderosas influências que devem ser levadas em conta, são: poderosas enfermidades agudas, as terapias supressivas e as vacinas, pois quando o organismo está enfraquecido e sua vibração em um nível muito sensível, podem se tornar pontos críticos na saúde de um indivíduo.
Todos nós, temos uma tendência para a doença crônica influenciando-nos a vida toda. Certas pessoas constituem uma constituição relativamente forte, enquanto outras  têm-na completamente fracas. O indivíduo ressoa dentro de sua vibração de energia dentro de um espectro de suscetibilidade.
Uma das influências mais importantes, que pode alterar de modo adverso a saúde de um indivíduo, é a aquisição de uma doença aguda à qual, em determinado momento, o indivíduo está muito sensível. O Homeopata bastante experiente, tem encontrado indivíduos que se queixam de artrite por muitos anos, depois de sofrerem uma gripe séria, ou que tem uma recaída de bronquite crônica depois de uma pneumonia grave, ou o que nunca mais voltaram a ter o mesmo nível de vitalidade depois de uma hepatite. As mudanças mais importantes da saúde não são provocadas por males pequenos a que o paciente é sensível, mas quando o sistema é enfraquecido a um nível particular de sensibilidade, essas mudanças podem ocorrer, tornando-se o indivíduo incapaz de voltar ao nível anterior sem auxílio. Essas circunstâncias em que a homeopatia produz resultados extraordinários.


Hahnemann descreve no parágrafo 36 : “Se duas doenças dessemelhantes e coincidentes no ser humano forem de intensidade equivalente ou ainda, se a mais antiga for mais forte, a nova doença será repelida do corpo pela antiga e não lhe será permitido que o afete. Um paciente que sofre de uma doença crônica grave não será atacado por uma desinteria outonal moderada ou por outra doença epidêmica. Os que sofrem de tuberculose pulmonar, não estão sujeitos ao ataque de febres epidêmicas de caráter pouco violento.”(Organon da Arte de Curar 6ª Edição).


Parágrafo 38: “ Ou se a nova doença dessemelhante for mais forte. Neste caso, a doença de que o paciente antes padecia, sendo mais fraca, será contida e suspensa pela superveniência da mais forte, até que esta complete seu curso, ou seja curada e, então, a antiga reaparece, incurada. Duas crianças afetadas por epilepsia, ficaram livres dos ataques depois de contraírem uma infecção de tínea; mas tão logodesapareceu a erupção na cabeça e a epilepsia manifestou-se novamente exatamente como antes... Assim, também a tísica pulmonar permaneceu estacionária quando o paciente foi atacado por um violento tifo, mas continuou novamente depois que este completou seu curso. Se ocorrer mania em um paciente tuberculoso, a tísica com todos os seus sintomas será eliminada pela primeira; mas se esta desaparecer, a tísica retornará imediatamente, sendo fatal... E assim é com todas as doenças dessemelhantes; a mais forte suspende a mais fraca (quando uma não complica a outra, o que quase nunca acontece com as doenças agudas.” (Organon da Arte de Curar 6ª Edição).


Parágrafo 40: “ Ou a nova doença, depois de ter agido durante muito tempo no organismo, junta-se por fim a antiga, que lhe é dessemelhante, e forma com ela uma doença complexa, de forma que cada uma delas ocupa um determinado lugar no organismo, isto é, os órgãos que lhe são peculiarmente adaptados e o espaço que, de forma especial, lhe pertence, deixando o restante para a outra doença que lhe é dessemelhante... Como doenças dessemelhantes, elas não podem eliminar nem curar uma à outra... Quando duas doenças agudas infecciosas e dessemelhantes se encontram, como a varíola e o sarampo, uma geralmente suspende a outra, como foi observado antes; no entanto, também houve epidemias graves desta espécie em que, em casos raros, duas doenças agudas dessemelhantes ocorreram simultaneamente no mesmo corpo e, por um curto período, combinaram-se, por assim dizer, entre si.”(Organon da Arte de Curar 6ª Edição).



Parágrafo 43: “ No entanto, o resultado é inteiramente diferente quando duas doenças semelhantes coincidem no organismo, quando, por assim dizer, à doença já existente se acrescenta uma semelhante e mais forte. Em tais casos vemos como a cura pode ser efetuada pelas operações da natureza, e aprendemos uma lição de como deve o homem curar-se.” (Organon da Arte de Curar 6ª Edição).



Parágrafo 45: “É verdade que nem mesmo duas doenças diferentes em espécie, mas muito semelhantes em seus fenômenos, efeitos, sofrimentos e sintomas graves que produzem, invariavelmente se destroem mutuamente sempre que coincidem no organismo; isto é, a doença mais forte destrói a mais fraca, e isto pela simples razão de que o poder morbífico mais forte, quando invade o sistema, em virtude de sua semelhança de ação, envolve precisamente as mesmas partes do organismo que foram anteriormente afetadas pela irritação morbífica mais fraca, a qual, por conseguinte, não pode mais agir sobre essas partes, sendo extinta, ou (em outras palavras) a potência morbífica nova e semelhante, porém mais forte, controla as sensações do paciente e daí em diante o princípio vital, em virtude de sua própria peculiaridade, não pode mais sentir a doença semelhante e mais fraca, que se extingue – deixa de existir – pois nunca foi algo material, mas sim uma afecção dinâmica – de inclinação espiritual. Somente o princípio da vida, doravante, é afetado, e apenas temporariamente, pela nova potência morbífica, mais forte e semelhante.”( Organon da Arte de Curar).


Quando Hahnemann descreve das doenças dessemelhantes, refere-se as doenças pertencentes, aproximadamente, ao mesmo espectro, que estão bem próximas de ressonarem com o organismo em determinado grau, mas que não estão próximas o suficiente para se destruírem mutuamente. Nessas circunstâncias, a intensidade da doença é o fator  crucial. Se duas doenças forem bastante semelhantes (possuindo quase a mesma ressonância), irão estimular o mecanismo de defesa de tal modo que se destruirão completamente; o fator crucial está na semelhança do que na intensidade das doença. Se o indivíduo estiver exposto a uma doença de extrema dessemelhança, estando em um nível totalmente diferente, o organismo simplesmente não responderá. Todos nós nos expomos todos os dias aos agentes potencialmente morbíficos, mas na verdade, contraímos a doença, dependendo do nível de sensibilidade vibratória e do grau de fraqueza do mecanismo de defesa do organismo.
A ciência moderna desenvolveu substâncias químicas ainda mais potentes. Em qualquer indivíduo, qualquer droga ou substância estranha pode ser destruidora se o indivíduo for sensível a ela. Como as drogas alopáticas nunca são selecionadas de acordo com a Lei de Semelhança, inevitavelmente sobrepõem ao organismo uma nova doença medicamentosa criada pelos medicamentos alopáticos (Doenças Falsas) onde criam-se sinais e sintomas mórbidos muitas vezes agressivos ao organismo humano. Sendo o indivíduo fraco, pois a quantidade de medicamentos ingeridos faz com que a força vital e o sistema imunológico abra a guarda dando vasão a destruição total, dificultando o restabelecimento do mecanismo de defesa no equilíbrio original por si mesmo, gerando doenças crônicas falsas(porque não é a natureza do indivíduo que produziu, mas a droga alopática ingerida).

Patricia Jorge Alves
Terapeuta Homeopata






quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

ANÁLISE DO SOFRIMENTO




“Os fenômenos da vida podem ser comparados a um sonho, a um fantasma, a uma bolha, a uma sombra, a uma orvalhada cintilante ou a um raio luminoso, e como tal deveriam ser contemplados.”    Buda (O Sutra Imutável)

           Buda ensinava que a única função da vida é a luta pela vitória sobre o sofrimento. Empenhar-se em superá-lo deve ser a constante preocupação do homem.
           Após tentá-lo mediante o ascetismo mais austero e as disciplinas mais rígidas, o jovem Gautama afastou-se do monastério com alguns candidatos desanimados e foi meditar calmamente, logrando a Iluminação.
           Estabeleceu a teoria do 'caminho do meio' para alcançar a paz. Nem mais a austeridade cruel, nem as dissipações comuns, mas o equilíbrio da meditação.
           Voltou-se então para a libertação dos homens e estabeleceu as quatro Nobres Verdades: o sofrimento, suas origens, a cessação do sofrimento e os caminhos para a libertação do sofrimento.
           Segundo as suas reflexões, o sofrimento se apresenta sob três formas diferentes: o sofrimento do sofrimento; o sofrimento da impermanência e o sofrimento resultante dos condicionamentos.
           O sofrimento do sofrimento é resultado das aflições que ele mesmo proporciona.
           A dor macera os sentimentos, desencoraja as estruturas psicológicas frágeis, infelicita, leva a conclusões falsas e estimula os estados de exaltação emocional ou de depressão conforme a estrutura íntima de cada vítima.
           Apresenta-se sob dois aspectos: físico e mental, na imensa área das patologias geradoras de doenças. Nesse caso, o sofrimento é como uma doença e resultado dela.
           As doenças, porém, são inevitáveis na existência humana, em razão da constituição molecular do corpo, dos fenômenos biológicos a que está sujeito nas suas incessantes transformações.
           A abrangência da ação da matéria sobre o espírito particularmente nos estágios mais primitivos, enseja sofrimentos constantes face às doenças físicas contínuas e às distonias mentais freqüentes.
           À semelhança do buril agindo sobre a pedra bruta e lapidando-a, as doenças são mecanismos buriladores para a alma despertar as suas potencialidades e brilhar além do vaso orgânico que a encarcera.
           Nessa área, a ciência médica alcançou um elevado patamar do conhecimento, debelando antigas enfermidades que dizimavam milhões de existências e alucinavam multidões.
           A lucidez do diagnóstico, a habilidade cirúrgica, a farmacopéia rica e as diversas terapias alternativas  têm contribuído com um grande contigente de socorro para atender os enfermos. Embora os surtos periódicos de antigos males e o surgimento de outros que aimprevidência gera, essa conquista expressiva contribui para que tal sofrimento seja atenuado. 
           Na área das psicopatologias a visão humana é hoje mais benigna do que no passado, considerando o enfermo mental um ser humano, e como tal prossegue, ainda que momentaneamente tenha perdido a identidade, o equilíbrio, com o direito de receber assistência, oportunidade a amor.
           Multiplicaram-se, lamentavelmente, porém, os distúrbios existenciais, comportamentais, na
 área psicológica, nascendo a chamada geração neurótica perdida no mare magnum das vítimas do sexo em desalinho, das drogas alucinantes, da violência e agressividade urbanas, do cinismo desafiador.
           Os avanços tecnológicos não bloquearam os corredores do desespero; a cultura hedonista, fria em relação ao valores morais, e as guerras contínuas fomentaram o medo, a insatisfação, o desespero, as fugas emocionais.
           A juventude insegura tornou-se-lhe a grande vítima a um passo da depressão, da loucura, do suicídio.
           Ao lado das diversificadas patologias desesperadoras do momento os fenômenos psicológicos de desequilíbrio alastram-se incontroláveis.
           O Ser Humano passou a sofrer o efeito desses sofrimentos que se generalizaram.
           A doença, todavia, é resultado do desequilíbrio energético do corpo em razão da fragilidade emocional do espírito que o aciona. Os vírus, as bactérias e os demais microorganismos devastadores não são os responsáveis pela presença da doença, porquanto eles se nutrem das células quando se instalam nas áreas em que a energia se debilita. Causando fraqueza física e mental, favorecendo o surgimento da doença, por falta da restauração da energia mantenedora da saúde. Os medicamentos matam os invasores, mas não restituem o equilíbrio como se deseja, se a fonte conservadora não irradia a força que sustenta o corpo.
           Momentaneamente, com a morte dos micróbios, a pessoa parece recuperada, ressurgindo, porém, a situação, em outro quadro patológico mais tarde.
           A conduta moral e mental dos homens, quando cultiva as emoções da irritabilidade, do ódio, do ciúme, do rancor, das dissipações, impregna o organismo, o sistema nervoso, com vibrações deletérias que bloqueiam áreas por onde se espraia a energia saudável, abrindo campo para a instalação das enfermidades, graças à proliferação dos agentes viróticos degenerativos que ali se instalam.
           Quase sempre as terapias tradicionais removem os sintomas sem alcançarem as causas profundas das enfermidades.
           A cura sempre provém da força da própria vida, quando canalizada corretamente.
           As tensões físicas, mentais e emocionais são, igualmente, responsáveis pelas doenças – sofrimento que gera sofrimento.
           O homem, desde as suas origens sociais, aprende a ter medo, a conservar mágoas, a desequilibrar-se por acontecimentos de somenos importância, desarticulando o seu sistema energético. Passa de um aborrecimento para outro, cultivando vírus emocionais que facultam a instalação dos outros, degenerativos, responsáveis pelo agravamento das suas doenças.
           Os condicionamentos, as idéias pessimistas, as crenças absurdas, as ações vexatórias são responsáveis pelas tensões que levam à desarmonia.
           Evitando essas cargas, o sistema energético-imunológico liberará de doenças o indivíduo, e a sua vida mudará, passando a melhorar o seu estado de saúde.
           As causas profundas das doenças, portanto, estão no indivíduo´memso, que se deve auto-examinar, autoconhecer-se a fim de liberar-se desse tipo de sofrimento.
           De imediato há o prazer que gera sofrimento.
           O cotidiano demonstra que a busca insaciável do prazer constitui um tormento que aflige sem compensação. Quando se tem a oportunidade de fruí-lo, constata-se que o preço pago foi muito alto e a sensação conseguida não recebeu retribuição correspondente.
           Ademais, há aquisições que proporcionam prazer em um momento para logo se transformarem em dores acerbas. E o responsável por esse resultado é a ilusão. A maioria dos sofrimentos decorre da forma incorreta por que a vida é encarada. Na sua transitoriedade, os valores reais transcendem ao aspecto e à motivação que geram prazer.
           Esse é o sofrimento da impermanência das coisas terrenas. Esfumam-se como palha ao fogo, atiçado pelo vento, logo se transformando em cinza flutuando no ar.
           Para conseguir desfrutar de determinado prazer o indivíduo investe além das possibilidades, constatando, depois, quantas dificuldades tem a enfrentar para manter essa conquista. A luta para possuir um automóvel último modelo expõe-no a compromissos pesados para o futuro. A imaginação estimula-o com a ilusão da posse para averiguar, passado o prazer, que não tem condições para preservar o veículo adquirido, ou os móveis, ou a residência, enfim, tudo quanto é impermanente e brilha com atração apenas por um dia...
           Medidas as possibilidades sem sacrifícios, é factível constatar até onde pode aventurar-se, sem os riscos de sofrer dores e arrependimentos tardios.
           Essa visão correta, realista, que se adquire da existência, emoldura-a de harmonia. No entanto, a fantasia injustificada responde pelo choque inevitável com a realidade.
           Certamente, a cautela nas decisões não se pode converter em medo de agir, em cultivo de pessimismo para o futuro. São a ambição irrefreada, a precipitação, a falta de controle, que abrem espaços emocionais para o prazer que gera dor.
           Aí estão os vícios sociais e morais estiolando vidas, produzindo a lassidão dos sentidos e, a médio, curto ou longo prazo conduzindo à loucura, ao autocídio. São alguns deles o inocente cigarro de exibição no grupo social como afirmação da personalidade, eliminação de tabu, respondendo por graves problemas respiratórios, cânceres, enfisemas pulmonares; o prazer etílico gerador de ressacas tormentosas, cirroses hepáticas, úlceras gástricas e duodenais, distúrbios intestinais e outros, além das alucinações que levam à violência, à depressão, à destruição de outra vida e tudo quanto é caro, precioso, com resultados funestos; as drogas, que escravizam, iniciando-se as dependências nas primeiras tentativas que parecem proporcionar prazer, estimulando a alegria, a coragem, a realização, vitórias fugidias sobre os fortes conflitos psicológicos, logo se convertendo em desgraças, às vezes, irremediáveis...
           O engano de considerar-se invencível, superior, provando o desconhecimento da fragilidade e da impermanência do conjunto que o constitui, especialmente de seu corpo, faculta, ao ser, prazer mentiroso, que o desperta sob grande sofrimento.
           Ninguém escapa às conjunturas que constituem a vida. Programada de forma a educar e fortalecer, seus aprendizes não a podem burlar indefinidamente.
           Enfrentar as vicissitudes e superar os valores indicativos de prosperidade, de prazer injustificável, eis como poupar-se ao sofrimento. É certo que um número significativo de prazeres se apresenta, sem riscos de converter-se em fator afligente.
           O sofrimento, portanto, quando se tem dele consciência, é facilmente evitável.
           O sofrimento resultante do condicionamento abarca a educação incorreta, a convivência social pouco saudável, que propiciam agregados físicos e mentais contaminados.
           A escala de valores, para muitos indivíduos, apresenta-se invertida, tendo por base o imediato, o arriscado, o vulgar e o promíscuo, o poder transitório, a força, com relevantes para a vida. Os seus agregados, sob altas cargas de contaminação, produzem sofrimentos físicos e mentais duradouros.
           As festas ruidosas atraem a atenção, as companhias jovens e irresponsáveis despertam interesse, as conversações chulas produzem galhofa, que são satisfações de um momento, responsáveis por sofrimentos de largo porte.
           Ao mesmo tempo, a contaminação psíquica e física, derivada dos condicionamentos doentios dos grupos sociais e dos indivíduos, promove sofrimentos, que poderiam ser evitados.
           A irradiação mórbida de uma pessoa enviando à outra energia negativa, termina por contaminá-la, caso esta não possua fatores defensivos, reagentes, que procedem da sua conduta mental e moral edificante.
           O homem vive na Terra sob a ação de medos: da doença, da pobreza, da solidão, do desamor, do insucesso, da morte. Essa conduta é resultado de seu despreparo para os fenômenos normais da existência, que deve encarar como processo da evolução.
           Herdeiro da própria consciência, é também legatário dos atavismos sociais, dos hábitos enfermos, dentre os quais se destacam esses pavores que resultam das superstições, desinformações e ilusões ancestrais, formando os condicionamentos perturbadores.
           Absorvendo e impregnando-se desses fatores negativos, os sofrimentos apresentam-se-lhe inevitáveis, produzindo distúrbios psicológicos, mentais e físicos por somatização automática.
           A educação calcada nos valores ético-morais, não-castradora, que estimule a consciência do dever e da responsabilidade do indivíduo para com ele próprio, para com o seu próximo e para com a vida, equipa-o de saúde emocional e valor espiritual para o trânsito equilibrado pela existência física. Esse conhecimento prepara-o para que saiba selecionar o que lhe é útil e saudável, ajudando-o no crescimento interior para a sua realização pessoal. Enquanto este discernimento não se transformar em força canalizadora para o seu bem, o individuo experimentará o sofrimento resultante do condicionamento, que lhe advém dos agregados físicos e mentais contaminados.


Patricia Jorge Alves

Terapeuta Homeopata

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

ANTIMONIUM CRUDUM







ANTIMONIUM CRUDUM

O ROMÂNTICO......


A forma mineral de Antimonium Crudum é muito comum e é chamada de estibnita. Encontra-se, principalmente no Japão, na ilha de Chikoku e nas minas em Ichinokawa. Os cristais, nessa mina, podem atingir uma altura de 60 cm e uma largura de cinco centímetros, o que os torna úteis como estacas para cercar certas áreas. Os cristais em geral, estão colocados perpendicularmente ao campo magnético da Terra.
O Antimonium também forma sulfetos com os outros metais. Com o Chumbo, Prata, Cobre, Mercúrio e Níquel.
Antimonium Crudum é sulfeto de antimônio. O Aspecto sentimental e romântico é devido a influência do sulphur.
O caráter obstinado, contrário e colérico de Antimonium Crudum é bastante conhecido, porém, na verdade este sintoma, junto da sensibilidade ao toque e da aversão a que olhem para ele, são elementos comuns a todos os Antimonium.
O nome deriva do termo grego “antimonos”, que quer dizer “contra a solidão”. A abreviatura Sb vem do nome latino stibium, que significa “barra de marcar”. Foi descoberto por volta de 1450.
O Antimonium se parece ao Arsenicum; é uma substância metálica branco prateada, brilhante e quebradiça, facilmente pulverizada. Raramente se encontra em sua forma pura: via de regra, o encontramos em combinação com outros elementos, principalmente na forma de sulfetos e de óxidos.
É utilizada em baterias de Antimônio-Chumbo e em ligas de Estanho. Também na pirotecnia e na manufatura de têxteis, borracha e vidro.

A origem do nome “Antimônio”, como é dada no livro intitulado “O Carro Triunfante do Antimônio”, publicado em 1604, foi a de que Valentine, decidiu experimentar a produção dos mesmos efeitos, ministrando Antimônio a Monges que se haviam emaciado em consequência dos jejuns. Os Monges morreram. Por isso, com horrível sentido de humor, “Valentine” deu, àquela substância, que até então tivera outro nome, a denominação de “Antimônio”, para significar “antimonge”, ou ainda, “veneno mortal para monges”. (O Homem e a Medicina, Mil anos de Trevas, Ritchie Calder, Ed. Hemus).

O Antinonium Crudum (ou minério cinza de antimônio, cuja sinomínia é Stibium sulphuratum nigrum) é composto pelos metaloides enxofre e antimônio, e sua designação química é sulfeto de antimônio; é assim encontrado na natureza, na forma de blocos que se assemelham a agulhas negras paralelas, com um brilho quase metálico. Samuel Hahnemann descreve que é composto de 28 partes de enxofre para 100 partes de antimônio.

Conhecido pelo menos desde a antiguidade grega, era utilizado localmente para a cura de úlceras nos olhos e pele, bem como internamente para provocar emese; são descritas intoxicações pela ingestão de alimentos que, por serem ácidos, permaneceram por muito tempo em contato com louças esmaltadas e de porcelana (nas quais o antimônio é empregado na fabricação), resultando na formação de solução de antimônio; sua intoxicação se caracteriza por rápido início dos sintomas gastrointestinais, seguindo por colapso circulatório grave.

Sua utilização homeopática foi introduzida por Hahnemann, que o experimentou juntamente com quatro outros colegas e o indicou na segunda edição de “Doença Crônica” (1835-9) como um novo medicamento (além de outros) para uso no tratamento da psora.
Antimonium: Perda da Criatividade, Não tolera ser observado, sacrifício, mártir, veneno.
Crudum = Sulphuratum : Amor, casamento, parceiro, Amor de si mesmo, egoísmo, ciúmes, alegria, satisfação, harmonia, estética, preguiçoso.
A perda da criatividade significa a perda do amor: Sentem que vão perder sua criatividade e, com ela, o amor e o respeito de seus amigos e familiares. Por isso, precisam ser diferentes o tempo todo, produzir alguma coisa que bata de frente com as expectativas habituais, só para chamar a atenção, para se assegurar que as pessoas o enxergam.
A perda da criatividade compensada pelo amor: uma variação desse tema é quando procuram compensações para a perda. A perda não é tão ruim assim; começam a construir um quadro romântico do amor, tornando-se sentimentais, sacrificando-se totalmente em prol do amor.
Relacionamentos envenenados: O relacionamento nem sempre é um mar de rosas. Antimonium Crudum espera muito do outro, vivenciando as falhas do relacionamento como uma falta de cooperação, agindo de uma maneira obstinada, gerando ciúmes, recusando-se ser ajudado, aborrecendo-se com tudo, surgindo uma irritabilidade se forem observados sendo que qualquer atitude é considerada uma ofensa.
Suas vestimentas são geralmente românticas, mas quando não se sentem amados ou sentem-se rejeitados, buscam chocar em suas atitudes com roupas e cabelos  diferenciados dos demais.
Quando as coisas dão realmente errado e seus talentos deixam de ser apreciados, se tornam difíceis e contrários. Estão tão ofendidos, que não querem que ninguém olhem ou toquem neles. A causa pode ser uma decepção amorosa, tornando-se mal humorados, preguiçosos ou negligentes, podendo tornar-se suicida.
Medos são diversos: espaços estreitos, de sufocação, de engasgar, de ficar sozinho, doença, de morte, do futuro, de que se aproximem dele, feiura, de pobreza, de barulhos diversos.
São mal humorados, obstinado, rabugento, melindroso, colérico, grita quando é contrariado, sendo que a cólera produz tosse, vômitos ou suspensão da respiração.
Seu humor é mutável: faz caretas, é alegre, travesso, brincalhão e engraçado mas,  torna-se apático, deprimido, melancólico com uma hipersensibilidade, choroso se desespera podendo chegar ao suicídio.
Seu sono é entrecortado com sobressaltos. Ama à noite e principalmente a Lua. Romântico, um sonhador.
Gosta muito de música e sons de sino. Alma de artista, pintor, escultor, músico, extremamente sensível às impressões externas.
Hahnemann cita que é um medicamento útil quando os seguintes sintomas estiverem presentes:
Intolerância numa criança, ao ser tocada ou olhada; fluxo de sangue na cabeça; coceira incomodativa na cabeça, com queda de cabelos; vermelhidão e inflamação das pálpebras; amígdalas doloridas; calor e coceira nas bochechas; longa e contínua perda de apetite, eructos com sabor do que foi ingerido; náusea; cólica com perda de apetite; fezes duras e de emissão difícil; descarga constante de muco branco amarelado do ânus; micção frequente com muita emissão de muco e queimação na uretra, com dor na região sacra; dor cortante na uretra durante a micção; dores violentas nos membros inferiores; sensibilidade ao frio e sonolência”.
Segundo Jahr, deve ser considerado nos casos de “inflamações reumáticas dos músculos; afecções artríticas com inchaço e nodosidades, nas contrações reumáticas dos músculos, com curvatura dos membros”.
Allen nos fala que os sintomas mudam de local, e vão de um lado para outro no corpo.
Nash chama a atenção para a capa grossa e branco leitosa na língua, que aparece em vários transtornos: em desarranjos de estômago, principalmente por excesso de alimentação, especialmente por comida gordurosa, com náuseas; relata que vários medicamentos apresentam este tipo de língua, mas este é o principal.
Casos reumáticos guiam-se pela extrema sensibilidade na sola dos pés, agravação pelo calor do sol, calor do fogo e banhos frios, como por exemplo em casos em que os problemas começam após nadar.
Hughes lembra sua extrema eficácia em problemas de pele, especialmente na face, nos genitais e na sola dos pés, que são extremamente sensíveis; excrescências córneas em qualquer lugar da pele, primária ou secundária purulentas, com grande coceira e dor.
Kent cita o centro de todos os sintomas localizando no estômago, não importa qual o transtorno. Sente o estômago muito cheio como se estivesse comido muito. Há uma ausência de viver em Antimonium crudum.

Já Vannier indica para eczema, urticária, acne, indigestões, intoxicações alimentares, transtornos gástricos, enterite, hemorroidas, gota e reumatismo.
Sintomas Mentais descritos em Doenças Crônicas de Samuel Hahnemann:
Contínuo estado de êxtase de amor entusiasmático, desejando uma mulher ideal que preencha sua fantasia; mais ao andar ao ar livre do que num quarto; desaparece após vários dias com uma aparente dimunuição do impulso sexual.
Melancolia, humor irritado toda a tarde; choro ao som de sinos, choro quando se lava em água fria; tudo o que cerca leva-o até a chorar; sua respiração é trabalhosa e curta.
Muito inclinado a assustar-se com um pequeno barulho. Mal humorado todo o dia.
Irritado sem vontade de falar com ninguém. Se sente incomodado e fica de mal humor por qualquer coisa. Melancólico quando o tocam.
Temor do infortúnio; temor do mal; temor da morte; temor por ruídos; temor com tremores; temor a ser tocado.

Na psora evidencia-se como principal o núcleo afetivo, apresentando fantasias exaltadas especialmente com relação á busca de uma mulher ideal, mostrando-se portanto afetuoso e amoroso. O sintoma que se sobressai então é o imenso sentimentalismo ao apresentá-lo melancolicamente a luz da lua ou a luz suave, como a filtrada por um vidro; aparece também uma irresistível vontade de falar em rimas ou fazer versos. Sofre, assim, de transtornos por decepção amorosa e por pena; é assustadiço, impressionável, choroso e ansioso – antes de tormenta elétrica (phosphorus), com temor a ser tocado, ao ar livre, pelo futuro, com cansaço da vida – além de temeroso.
Mas de forma muito próxima a essa psora, apresenta uma forte sífilis com grande dificuldade de contato e tristeza (caminhando ao ar livre, por ruído), uma seriedade meditativa calada, absorta. E há uma grande  misantropia com aversão a ser tocado e aversão a companhia; está descontente, desalentado e indolente, sente fastio da vida e cansaço de viver, com desejo de morte e disposição suicida por desespero, afogando-se ou com uma arma de fogo.
Isto tudo é temperado por humor sicótico repulsivo, extremamente antipático, irritável (por bagatelas, por cefaleia, em crianças), desconfiado, impaciente, inquieto, obstinado e caprichos; agrava ao ser olhado, é contrário e intolerante á contradição, e tem cólera quando é tocado, sendo que a carícia lhe provoca náuseas e vômitos (agregado).
Tem sonhos numerosos; são esgotantes e aterradores com acidentes, traumatismo, mortes, mutilações, brigas, cólera, ou agradáveis com festejos e eróticos com poluções.
Deseja coisa ácida, cerveja, pepinos e picles. Tem aversão a comida em geral e ao leite materno.
Agrava com comida azeda, carne de porco, doces, frutas, gorduras, manteiga, pão, vinagre, comida nutritiva e comidas e bebidas frias.
Antimonium tartaricum Tartarato duplo de Antimônio e Potássio, é um sal tóxico, em forma de cristais octaedros incolores, transparentes, que ao ar livre se cobrem lentamente de um pó branco. É inodoro, com sabor ácido nauseante e solúvel em álcool. Sua fórmula química é: C4H4O7Sb. As três primeiras dinamizações são obtidas por trituração e as seguintes por diluições sucessivas. LATHOUD: Age  especialmente no sistema nervoso e ganglionar e tende a aniquilar a vitalidade, exercendo uma ação debilitante, que leva a diminuição do fluxo nervoso dos tecidos, e nos órgãos da vida vegetativa do corpo de maneira geral e particularmente nos pulmões e vísceras abdominais. É um depressor do sistema nervoso, por intermédio do qual produz paralisias motoras e sensoriais, com perda dos reflexos, bem como por ser emético provoca ainda enfraquecimento da força muscular. Tem atividade como depressor cardíaco agindo profundamente na circulação, leva a degeneração gordurosa do miocárdio, causam erupções na pele, e importante atividade nas mucosas provocando muito catarro.


Aqui a palavra tema em concordância com este medicamento é: lerdo (congestão), devagar quase parando, seria a paródia que mais ilustra tanto o comportamento físico como o mental.
Tais indivíduos apresentam um jeito lerdo de ser, com indiferença que acarreta uma um estado de desanimo, até seu catarro é lerdo para sair, dai fica congestionado no peito necessitando vomitar para poder expectorar um pouco.
É o grande folgado da matéria médica.
Quer ficar encostado, irritados e mau-humorados, especialmente, após tossir, ao mesmo tempo inquietude e desassossego, medo de ficar só, mas ao mesmo tempo deseja solidão e também fala consigo mesmo. Tendência suicida, transtornos por ira e vexame. Uma grande prostração que lhe dá vontade de ficar afundado na cama, sonolência que piora com a tosse. Importante sensação de asfixia progressiva e iminente. Todos os sintomas físicos e inclusive os mentais agravam com a umidade, em ambientes mofados.

1.   Vertigem ao fechar os olhos ou levantar a cabeça do travesseiro.
2.   Cefaléia como se algo apertasse a cabeça, tremedeira na cabeça e nas mãos. (como Parkinson)
3.   Olhos fundos e olheiras.
4.   Nariz afilado, batimento de asa do nariz, corizas, rosto pálido e cianótico, sacudidas no rosto ao tossir, tremedeiras no queixo e a boca fica aberta após ter bocejado.
5.   Língua cianótica, sialorreia, paladar prejudicado nas crises de coriza.
6.   Apetite diminuído, difícil hidratar nos transtornos bronquiais, pois não tem sede e se forçar, vomitam.
7.   Transtornos gastrintestinais, acompanham os pulmonares, faz parte dos grandes vomitadores da matéria médica, vômitos de todas as formas: biliosos, catarrais, dolorosos, matutinos, etc.
8.   Cólicas abdominais antes de defecar, sensação de ter o Abdome cheio de pedras, constipação que alterna com diarreia. Diarréia na pneumonia.
9.   Urina escura ou avermelhada com filamentos sanguíneos, com dores violentas na bexiga.
10.               Catarro laríngeo, especialmente em idosos
11.               Voz fraca, segura a garganta para tossir.
12.               Ruídos estertorosos no peito, bronquiais que são ouvidos à distância, provocados por uma grande quantidade de muco acumulado no sistema respiratório, com incapacidade para expectorá-lo (parece que vai expectorar muito mas não sai nada). Os ruídos no peito melhoram quando deitados. Respiração acelerada, abdominal, ruidosa, desigual, intermitente, curta, trêmula, assobiante, enfim, uma importante dispneia. Desta forma entendemos como um grande medicamento para asma, bronquite, doenças pulmonares.
13.               Ansiedade e calor precordial, sensação de ardor no peito.
14.               Extremidades frias.
15.               Importante dor lombar.

No seu estado mental: uma grande tristeza com disposição sentimental , ao lado da características de crianças que não suportam serem tocadas ou olhadas, é uma verdadeira pérola.
Criança romântica: inspira-se na luz da lua.
A Sensibilidade é o sintoma chamativo de Antimonium Crudum, pois desde cedo apresentam uma veia romântica, sentimental; sendo assim, costumam recitar poemas, inventam música com trovas, dizem coisas em rima e se emocionam olhando a luz da Lua. Tudo isso é vivenciado com muita exclusividade, pois como disse anteriormente “não toleram ser observadas”, encaradas ou tocadas, tornando-se zangadas, rabugentas se alguém , por perto olhá-las com certa insistência.
Desde os primeiros meses a criança de Antimonium Crudum apresenta terror noturno com sono agitado; demonstra alegria em passear; entretanto, agrava se permanecer no colo andando de um lado para outro chacoalhando , o que lembra e o “diferencia” de Chamomilla (outra passeadora).
A mesma sensibilidade que a induz a escrever poemas também a leva a ser impressionável, chora por pequenas coisas, perde o fôlego e desmaia não por birra ou histeria mas por impressionabilidade.
Para que o indivíduo esteja harmônico em seus sentimentos e emoções e esteja vibrando no medicamento “Antimonium Crudum”, tome uma dose e sinta a melhora e o restabelecimento do mental, emocional ajudando a trazer a cura no grau mais alto e profundo. Para que cumpra os mais altos fins de nossa existência!


Patricia Jorge Alves
Terapeuta Homeopata
Hipnóloga Condicionativa








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