segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

A SOMBRA...


                                                         

O conflito entre quem somos e quem queremos ser encontra-se no âmago da luta humana. A dualidade, na verdade, está no centro da experiência humana. A vida e a morte, o bem e o mal, a esperança e a resignação coexistem em todas as pessoas e manifestam sua força em todas as facetas da vida. Se sabemos o que é a coragem, é porque também experimentamos o medo; se podemos reconhecer a honestidade, é porque já encontra­mos a falsidade. No entanto, a maioria de nós nega ou ignora nossa natureza dualista.
Caso estejamos vivendo sob a suposição de que somos ape­nas de um jeito ou de outro, dentro de um espectro limita­do de características humanas, então, precisamos questionar por que, atualmente, muitos de nós estamos insatisfeitos com a nossa vida. Por que temos acesso a tanta sabedoria e, ainda assim, não temos a força e a coragem para agir segundo nossas boas intenções, tomando decisões eficazes? E, mais importante, por que continuamos a nos expressar de maneiras contrá­rias aos nossos valores e a tudo aquilo em que acreditamos
 Porque não examinamos nossa vida, nosso eu mais obscuro, o eu sombrio, onde está escondido nosso poder esquecido. É ali, nesse local mais improvável, que encontramos a chave para destrancar a força, a felicidade e a capacidade de viver nossos sonhos.
Fomos condicionados a temer o lado obscuro da vida, as­sim como o nosso. Quando nos pegamos em meio a um pensamento sombrio ou tendo um comportamento que julgamos inaceitável, corremos como uma marmota ao buraco no chão e nos escondemos, torcendo e rezando para que aquilo desa­pareça antes de nos aventurarmos a sair novamente. Por que fazemos isso? Porque tememos, independentemente do quan­to nos esforcemos, jamais conseguir escapar desse nosso lado. E, embora ignorar ou reprimir esse lado sombrio seja a norma, a verdade soberana é que correr da sombra apenas intensifica seu poder. Negá-la apenas conduz a mais dor, sofrimento, tris­teza e sujeição. Se falharmos em assumir a responsabilidade de extrair a sabedoria que está oculta no fundo de nossa consciên­cia, a treva assume o comando e, em vez de sermos capazes de assumir o controle, a escuridão acaba nos controlando, provocando o efeito sombra. Então, o lado obscuro passa a tomar as decisões, tirando-nos o direito a escolhas conscientes, seja quanto ao que comemos, ao tanto que gastamos ou aos vícios a que sucumbimos. Nosso lado sombrio nos incita a agir de for­ma que jamais imaginamos e a desperdiçar a energia vital em maus hábitos e comportamentos repetitivos. A obscuridade in­terior nos impede de expressar inteiramente o nosso eu, de falar nossa verdade e viver uma vida autêntica. Somente ao abraçar a nossa dualidade é que nos libertamos dos comportamentos que poderão potencialmente nos levar para baixo. Se não reconhecermos integralmente quem somos, é certo que seremos tomados de assalto pelo efeito sombra.
O efeito sombra está por toda parte. A prova de sua disseminação pode ser vista em todos os aspectos da vida. Lemos sobre ele on-line. Podemos vê-lo nos noticiários da TV e também em amigos, familiares e estranhos na rua. E talvez possamos reconhecê-lo de forma mais expressiva em nossos pensamentos, comportamentos, e senti-lo nas interações que fazemos com os outros. Receamos que, se lançarmos luz nessa escuridão, isso nos fará sentir uma imensa vergonha ou, até pior, nos levará a expressar nossos piores pesadelos. Tornamo-nos temerosos quanto ao que podemos encontrar se olharmos dentro de nós mesmos; portanto, em vez disso, escondemos a cabeça e nos recusamos a enfrentar o lado sombrio.
Em vez de vergonha, senti­mos empatia. Em vez de constrangimento, ganhamos coragem. Em vez de limitação, experimentamos a liberdade. Mantida oculta, a sombra é uma caixa de Pandora repleta de segredos, que tememos destruírem tudo o que amamos e gostamos. Po­rém, se abrirmos a caixa, descobrimos que aquilo que está ali dentro tem o poder de alterar radicalmente nossa vida, e de forma positiva. Sairemos da ilusão de que nossa obscuridade nos dominará e, em vez disso, veremos o mundo sob uma nova luz. A empatia que descobrimos por nós mesmos dará a centelha de ignição para nossa confiança e coragem à medida que abrir­mos nosso coração a todos ao redor. O poder que desencavamos nos ajudará a confrontar o medo que esteve nos segurando e nos incitará a seguir adiante, rumo ao mais alto potencial. Longe de ser assustador, abraçar a sombra nos concede uma plenitude, permite que sejamos reais, reassumindo nosso po­der, libertando nossa paixão e realizando nossos sonhos.
Cada um de nós chega a ele com anos de experiência e uma esperança profunda e sincera de poder iluminar a sombra de uma vez por todas, pois, se não nos opusermos à força da sombra e integrarmos sua sabedoria, ela tem o potencial para continuar a lançar destruição em nossa vida e nosso mundo. Quando falhamos em admitir nossas vulnerabilidades e reconhecer maus comportamentos, inevitavelmente sabotamo-nos quando estamos prestes a alguma realização pessoal ou profis­sional. Então, a sombra ganha. Quando agimos motivados por uma raiva desproporcional ao falar com os filhos, a sombra ganha. Quando traímos as pessoas amadas, a sombra ganha. Quando nos recusamos a aceitar nossa verdadeira natureza, a sombra ganha. Se não focamos a luz ao nosso eu mais alto, na obscuridade de nossos impulsos humanos, a sombra ganha. Até que aceitemos tudo o que somos, o efeito sombra terá poder para retardar nossa felicidade. Se passar sem reconhecimento, a sombra nos impede de ser plenos, de alcançar nossos melhores planos, e nos faz viver uma vida pela metade. Nunca houve uma época melhor para se criar um novo léxico para iluminar a sombra e finalmente entender o que tem sido tão difícil de ver e explicar.
 É uma jornada transformadora que vai além de qualquer teo­ria psicológica, porque considera o lado sombrio uma ques­tão humana, uma questão espiritual que todos nós precisamos resolver se quisermos ter uma vida na qual nos expressemos por completo. Enfim entenderemos por que não somos melho­res nem piores que ninguém, não importam cor, experiência, orientação sexual, aparência ou o passado. Não há ninguém no mundo que não tenha um lado sombrio e, quando levada a sério e compreendida, a sombra pode gerar uma nova realidade que irá alterar a forma como nos sentimos em relação a nós mesmos, ao nosso exercício de pais, à maneira como tratamos nosso par­ceiro, como interagimos com os membros de nossa comunidade e como nos engajamos com outras nações.
A sombra não é um problema a ser resolvido ou um inimigo a ser vencido, mas um campo fértil a ser culti­vado. Quando mergulharmos as mãos em seu solo rico, desco­briremos as sementes potentes da pessoa que mais desejamos ser. Esperamos, sinceramente, que você ingresse nessa jorna­da, pois sabemos o que nos espera lá dentro.


Ter um lado sombrio parece pedir algum tipo de interven­ção, talvez uma terapia, ou pílula, talvez uma ida ao confessionário, ou um confronto com a alma à meia-noite. Assim que as pessoas reconhecem tê-lo, querem se livrar dele.
Se você não pode enxergar a própria sombra, precisa procurá--la. A sombra se esconde na vergonha, nos becos escuros, nas passagens secretas e nos sótãos fantasmagóricos de sua consciên­cia. Ter um lado sombrio não é possuir uma falha, mas ser completo.
Estamos todos vivendo com os destroços de ideias fracassadas que um dia pareceram soluções perfeitas. Cada solução combi­na com o quadro daquilo que constitui o lado sombrio.
Se você acha que aspectos sombrios como o medo, a raiva, a ansiedade e a violência são resultados de possessões demoníacas, a solução é purificar a pessoa acometida. Os demônios podem ser afastados com rituais, limpeza do corpo, jejum e austeridades exaustivas. Não se trata de uma noção primiti­va. Milhões de pessoas modernas se agarram a isso. Não dá para passar por uma banca de jornal sem ver uma revista que prometa uma nova versão sua por meio de algum tipo de puri­ficação, seja uma dieta que irá superar seu desejo ardente por alimentos que fazem mal à saúde ou uma lista para encontrar o par perfeito, evitando o tipo errado de pessoa. "Situe-se" é a versão moderna de se purificar dos demônios.
Semelhante a essa explicação é a noção de que o mal cósmi­co foi solto no mundo. Se essa é a sua explicação para a sombra, a solução natural é a religião. A religião o alinha com o bem cósmico em sua batalha contra o mal cósmico. Para milhões de pessoas, essa guerra é muito real. Ela se estende a todos os as­pectos da vida, desde a tentação sexual até o aborto, do aumen­to do ateísmo ao declínio do patriotismo. O Diabo cria todas as formas de sofrimento humano e todo malfeito. Só Deus (ou deuses) tem o poder de derrotar Satã e nos redimir do pecado. No entanto, é difícil estabelecer se a religião derrota a sombra ou se, na verdade, ela a torna ainda mais poderosa, por insti­gar sentimentos fortes de pecaminosidade e culpa, vergonha e medo das torturas de uma posteridade infernal.
E então, você conhece sua sombra? Onde está? Descubra o Mal que há em você! É apenas criação de seu Ego.....

PATRICIA JORGE ALVES
TERAPEUTA HOMEOPATA


sábado, 31 de dezembro de 2011

SER PORTADOR DE LUZ É UMA TAREFA RESPEITÁVEL


                                                                  

A hora chegou!
Redefinir suas verdadeiras identidades num senso mais amplo. Nem vocês nem vossos líderes têm a menor idéia dos eventos que transpiram pelo cosmos. Precisam parar com definições ingênuas sobre o Mundo. Deixam cair o véu de Maia (ilusão) em que vivem e se alimentam para realmente ver o que está a frente de todos.
Falo sobre multidimensionalidade: o conceito de que podem estar em muitos lugares e transportar a Consciência, compartilhando com muitos mundos além da Terra. Para isso precisamos nos despir do Ego, do Medo que criamos, e alimentamos. Poderão duvidar em alguns momentos de todas as informações que vos passo. O vosso sistema entrará em choque, vocês vão querer acreditar na extensão da ignorância a que foram submetidos e por isso, pelo menos por um tempo, negarão a veracidade das informações.
Conformes as vossas acelerações mentais rumo à criação, criatividade, ação no amor, florescerão dentro de cada um de vós a essência verdadeira e o foco para o que realmente vieram fazer na Terra. Precisam evoluir, Perdoar e serdes Perdoados, deixar ir as mazelas, ranços, Amar sem julgar. Precisa partir da vossa própria inteligência e vontade o pedido de informação; pois há uma Lei Divina. Existem muitos seres que não respeitam esta Lei. É um Planeta de Livre-Arbítrio, mas nem tudo é permitido.
Vocês foram muito simplistas em relação à quantidade de seres controladores existentes no planeta.
A Família da Luz possui como característica uma inclinação, ou predileção por criar sociedades onde há um tremendo movimento em todas as direções dos raios de Luz. Qual o significado disto? Luz é informação, portanto a Família da Luz é a Família da informação. Existem certos tipos de consciências, que gastam bilhões de anos(Famílias da Guerra), estudando, promovendo e exercendo o controle sobre outras consciências. Consciências estas ligadas ao poder, a ganância, ao luxo. Pensam que tem o livre-arbítrio sobre vossas vidas! Será? São totalmente manipulados por um grupo de família ligado ao poder, em todos os setores: governo, educação, música, alimento... em tudo.
Chegou a hora de mudarem radicalmente a visão de si mesmos e romper barreiras. Passarem por cima dos “probleminhas corriqueiros”, dos dramas cotidianos, para se ligarem a nível cósmico ao drama “Maior” que esteja ocorrendo. Assim, informem-se melhor sobre as vossas próprias intenções, propósitos e dramas.Sejam capazes de compreender tanto a vossa “verdadeira identidade”, quanto a vossa capacidade de transportar essa identidade para qualquer mundo que venham a escolher. Quem realmente São Vocês?
Cada um de vocês começarão a sentir que a todo instante, cria sua própria realidade e que, cada situação vivenciada, quer estejam empregados ou desempregados, ocorre por decisão própria. “Cada um é capaz de dominar a ARTE DA MANIFESTAÇÃO”, É A HORA DE ATRAIR E INSERIR EM SEUS “CORPOS” A REDE DE INFORMAÇÕES CÓSMICAS CONTIDAS EM VOSSOS “EU SUPERIOR”; LIGÁ-LAS AS SUAS MENTES E DIFUNDÍ-LAS PARA TODO O PLANETA.
A prosperidade verdadeira virá com a consciência ligada na Criação Divina, na abundância de sentimentos de palavras e de ações. Sistemas econômicos enraizados no poder do “ter” cairão definitivamente e surgirão somente para aqueles que estiverem direcionados para um Ser Verdadeiramente útil a todos e a tudo.
Precisam tornar-se mais perspicazes em relação ao que e a quem diz estar vindo dos céus, pois são enganados, ludibriados e não vão entender porquê. É muito fácil enganá-los. Abram vossas consciências e vossos corações!
Um plano e uma nova rede fazendo parte plenamente da Terra, para que uma possibilidade totalmente nova possa expandir-se.
Vocês criaram a realidade em que vivem hoje; baseada no medo, na perda, no poder.
Existe a possibilidade de que os acontecimentos criados por vós uma guerra cósmica gigantesca será acometido neste Planeta para romper definitivamente o caminho em que estão trilhando. Caminho este cheio de dor e sofrimento. Falo “guerra” mas é de uma maneira de acordá-los para o Amor e Renovação!
Este planeta vem operando numa freqüência muito  baixa, uma freqüência baseada na luta pela sobrevivência, no enfraquecimento. A vossa identidade esteve voltada para o que vinha de fora.
Façam uma retrospectiva de suas vidas nos últimos dois anos e observem quantas vezes vocês mesmos atravessaram uma incrível confusão mental. Passam por caos para decidir quem são, onde gostariam de morar, quem gostariam de ter como companheiro, se gostariam ou não de ter um companheiro, se gostariam ou não de ter filhos....
Ampliem a percepção para as vossas comunidades e sintam como as fundações sobre as quais as pessoas basearam suas vidas e estão se desfazendo lentamente. A fundação está ruindo e muitas pessoas não conseguem perceber isso agora.
A razão mais significativa para este desmoronamento consiste no acesso a novas informações, com isso as informações obtidas através de inverdades ruirão.
Vocês têm um papel grande de atuação. A Luz carrega consigo informações e a informação expande sistemas, de modo que sistemas antigos não poderão continuar a existir. Assim, da mesma forma que o movimento da luz destrói, gerando novos sistemas, deixando para trás. Formando-se uma nova ordem.
Descubram porque se encontram nesse corpo físico. É através dele que ampliam a vossa força, o vosso Poder aqui na Terra. Ao carregar a luz dentro dos vossos corpos, trarão a freqüência para o planeta, contendo informação.
Este planeta necessita desesperadamente de entidades que se comprometam a buscar a exaltação do ser. E cabe a vocês trazer para suas vidas, significa estarem conscientes, a cada momento, de que se comprometem a descobrir essa exaltação; podendo ser traduzida em palavras como freqüência, onda de sentimentos ou vibração. Vibrações são movimentos, carregando e transmitindo informação com formas de inteligência.
Ao olhar para si mesmos, lembrando de seu verdadeiro caminho, atraindo tudo o que pensares, sentires...elevando a freqüência no amor, desafiando “as Leis que a Humanidade criou como verdades”, alterando freqüências.
Acima de tudo, vivam a vossa Luz, vivam com coragem. Não se escondam. Fale aquilo que sabem, sem ter vergonha, “sem gesticularem como fanáticos”.
Vocês se preocupam muito com o que vai acontecer, com a aparência das coisas.Estejam preparados para enfrentar situações que a mente lógica não aceita. A mente criada em conceitos e preconceitos estabelecidos pelo ego vai esbravejar, espernear, simplesmente porque terá medo daquilo que não percebe.
A fé é a substância viva e invisível daquilo que se tornará real. Aprenda a se interiorizar, a calar, a sentir. Aprenda o valor do silêncio. Silencie sua mente Egóica.
Sintam que são frutos do amor!
Extirpa os ressentimentos, inveja, mágoa, culpa, ressentimentos, o orgulho e a ganância.
Solta-te, deixa que a Vida te leve, como uma semente que se entrega ao vento, que a levará ao solo fértil para ali germinar.
Não te preocupes com o amanhã; preocupa-te em ser o melhor hoje.
Como podes ter a certeza de que haverá amanhã?
Cuida de ti e não te deixes perder nas águas escuras da ignorância e falta de fé. Estarei sempre contigo.

Patricia Jorge Alves
Terapeuta Homeopata



sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

LIBERDADE


                                                                                                                    


                                                        


Para estarmos em plena liberdade, precisamos nos soltar, fluir pelos ritmos da vida. Muitas vezes, é no “ato de perder” que encontramos a razão da própria existência.

A Liberdade é na ciência, a experimentação e o raciocínio; na filosofia, o bom senso e a sensatez; na religião, o discernimento e a naturalidade; na arte, a originalidade e a inspiração; na sociedade, a igualdade e a solidariedade.
O indivíduo liberto, mais que idéias ou ideais, escolhe os autênticos valores da alma, porque reconhecer que estes orientam sua vida com lucidez, discernimento e ânimo. Possui uma excelente sociabilidade, produto de sua maturidade interior, manifestada na família, no trabalho, nos grupos de amizade; enfim, em todos os setores de nossas vidas.
O estado de liberdade da criatura é proporcional ao seu grau de amadurecimento espiritual.
Considerar e valorizar as orientações ou sugestões dos outros (cônjuges, pais, educadores, amigos). Aprender a ouvir, observar com claridade, sem a interferência do orgulho (chama da ignorância humana). O ato de grandiosidade é receber as críticas como aprendizados, filtrando o que necessitamos para nossa evolução. Mas nem por isso perdemos nossa autonomia de agir e pensar livremente; tendo a responsabilidade total de nossos atos.
Ponderar, sem julgar de modo precipitado às experiências alheias; antes, as observa e as confronta com as suas e, por fim, as assimila ou as rechaça total ou parcialmente.
Quem é livre desfruta uma atmosfera fluídica que facilita um progressivo desenvolvimento espiritual.
Não se considera indefeso, mas sim companheiro de viagem de outros seres humanos, pois sabe que a qualquer momento poderá refazer as cláusulas do “contrato” de sua existência.
Allan Kardec indagou, em o Livro dos Espíritos: “O homem tem livre-arbítrio dos seus atos?”; e “O Homem goza do livre-arbítrio desde seu nascimento?”. E os Mestres da Vida Maior deram respectivamente os seguintes esclarecimentos: “Visto que ele tem a liberdade de pensar, tem a de agir. Sem livre-arbítrio o homem seria uma máquina”; e “Há liberdade de agir desde que haja liberdade de fazer. Nos primeiros tempos da vida a liberdade é quase nula; ela se desenvolve e muda de objeto com as faculdades”.
No exercício do livre-arbítrio, será sempre bem vinda a legitimidade da inquirição ou indagação, pois a “dúvida saudável” mantém nossa casa mental na prática constante da atividade intelectual ativa e criativa, enquanto a “certeza absoluta” pode nos levar a atitudes atrevidas e insolentes.
A circunspecção, atitude de quem olha cuidadosamente todos os aspectos por que se apresenta uma questão ou fato deve vir sempre acompanhada de prudência e de ponderação. Existe uma enorme diferença entre”circunspecção” e “receio incoerente”; entre “incredulidade patológica” e “suspeita lógica”.
O verbo “suspeitar” provém do latim suspectare,que tem como variável suspicere , que significa “olhar o lado de baixo” ou “olhar por baixo”. O que vive em suspeita, ao contrário do livre, não está olhando a realidade das coisas, mas supondo o que possa existir por detrás dos fatos, acontecimentos e atitudes das pessoas. O desconfiado compulsivo está sempre preocupado em não ser enganado ou roubado, enquanto o liberto sabe que nada nem ninguém podem extinguir ou se apropriar de suas conquistas pessoais.
Os indivíduos que alcançaram o estado de liberdade vivem no equilíbrio, porquanto não acreditam em tudo, nem desconfiam de tudo. Fazem parte do rol das criaturas centradas: diferenciam o que existe de real e verdadeiro, e não ficam imaginando males ilusórios ou sem fundamento.
A liberdade, como todas as outras conquistas da alma, só será alcançada verdadeiramente se for compartilhada com outros.
François Marie Arouet, dito Voltaire, poeta e escritor francês do século XVIII, escreveu: “O prazer pela liberdade aumenta à medida que dela se desfruta”. O Criador que nos concedeu a vida deu-nos, ao mesmo tempo, a liberdade. O que levou Paulo de Tarso a proclamar: “É para a Liberdade que o Cristo nos libertou.Permaneceis firmes, portanto, e não vos deixeis prender de novo ao jugo da escravidão.
Escravidão essa de conceitos e pré-conceitos estabelecidos como verdades imutáveis ditas pela sociedade nos escraviza, ditando regras de “falsa felicidade”: o que precisamos comer, vestir ou ter para sermos verdadeiramente “Libertos?” Que liberdade mais adoecedora, supressora!
A rigidez mental é uma das formas mais corriqueiras de atrair o sofrimento. Mudança é um mecanismo espiritual através do qual Deus assegura a evolução. Quem não evolui fica paralisado, desenvolvendo um verdadeiro entorpecimento interior.
Para transformarmos a vida para melhor, temos que começar a nos mudar por dentro. E, para tanto, precisamos inicialmente desfazer os diversos conceitos equivocados que nos foram transmitidos de forma não intencional ou com a “intenção”. Estamos tão rijos intimamente que sentiremos dificuldades em dar os primeiros passos rumo à liberdade, mas, com determinação, e com o passar do tempo, tomaremos consciência cada vez mais de como é agradável e realizadora a mudança interior; aí tudo se torna mais fácil.
Quando nos desfazemos das crenças inadequadas, morre em nós tudo aquilo que é velho, e passamos a reformular ou remodelar novos caminhos, dinamizando a casa mental e ampliando o universo pessoal.
Quer aceitemos ou não, o mundo está progredindo. A Natureza está em constante evolução, por isso a necessidade constante de nos reformularmos nos observando diariamente nossos valores e crenças, idéias e conceitos.
Existem muitas pessoas que dizem: “meus pais sempre pensaram e agiram dessa forma, portanto eu também penso e ajo igualmente”. Outros afirmam:”minha família sempre abraçou esses conceitos; ora, por que eu haveria de trocá-los?”
É óbvio que não estou aqui querendo induzir as criaturas a desprezar as memórias, os ensinos ou as experiências familiares, mas é preciso que entendamos que o mundo progride e, em decorrência disso, muitas coisas se modificam em nossa existências. Queiramos ou não, “a mudança gera sempre um desafio existencial”. É fascinante os desafios vistos pelos olhos da espiritualidade!
Falo de evolução Espiritual embasada em conceitos “Morais” e “Éticos”. A evolução que o Homem acha que desenvolve nada mais é do que destruição. Observem a sua volta. Tecnologia de “Ponta” com destruição do “Ecossistema?” Rios, oceanos, florestas, animais, gás carbônico, metais pesados no ar, armamentos, dentre outros. Isso é evolução?
A busca do Poder constante traz a destruição em massa. A torre de babel em queda! Vistos a olhos nus! Mudemos! Transformemo-nos a nossa verdadeira realidade para o que viemos fazer. O nosso propósito, o nosso foco! Façamos com Amor, coloquemos amor em nossas palavras, atos e ações para que possamos ter uma vida verdadeiramente Plena!
A Vida é um processo maravilhosamente ilimitado; entretanto, ainda há e não são poucos os que enxergam a existência de forma “afunilada”, como se estivessem vivendo na época de Moisés ou na Idade Média. A Ciência e Espiritualidade precisam caminhar juntas. Tudo vem da Inteligência Suprema, inclusive o mundo científico.
Liberdade é um direito natural, faz parte de nossa herança divina, e, para crescermos devemos usar com Sabedoria Divina.
Qual o grau de influência da opinião alheia sobre meus atos e atitudes?
O que dificulta ter suficiente autonomia para tomar minhas próprias decisões?
O que me impede de desfrutar uma vida plena?
Meus conceitos facilitam autoconfiança?
Somos as criaturas na Terra capazes de mudar e transformar o mundo ao nosso redor!
Que mudanças realizarei à partir de agora?
Sou verdadeiramente Livre?
Sou verdadeiramente Feliz? Ou vivo num “faz de conta”?
Aproveitamos este momento “Agora” e Mudemos nossa percepção de ver o mundo.
Que a Luz se faça presente e o Amor a força propulsora para alavancar nossa vida para a “verdadeira vida”.
Amo a todos indistintamente
Estou aonde precisarem de mim...

Patricia Jorge Alves
Terapeuta Homeopata



sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

O QUE É O AMOR?......


                                                                


O Que é orar? Pensamos que orar é pedir alguma coisa, exigir, reclamar. Você tem desejos e Deus pode ajudá-lo a satisfazê-los. Você vai a porta de Deus para pedir alguma coisa, você vai como um mendigo. Para você, orar é mendigar. Mas orar jamais pode ser mendigar: a “prece só pode ser um agradecimento”, uma “gratidão”. E estas coisas são totalmente diferentes: quando você vai mendigar, sua prece não é um fim, é simplesmente o meio. A prece não é significativa, porque você está orando para obter alguma coisa. Essa alguma coisa é significativa, não a oração. E, muitas vezes você vai orar, e seus desejos não são realizados da “maneira que quer”. Então você deixa de orar, e dirá: “Inútil!”. Pois para você a oração é um meio.
A oração jamais pode ser um meio, exatamente como o amor, jamais pode ser um meio. O amor é o fim: você ama, não por alguma coisa, outra coisa; o amor em si tem um valor intrínseco.Você simplesmente ama. É tamanha benção! Não há nada além, não há nenhum resultado a ser divisado através daquilo. Não se trata de um meio para algum fim, o amor é o fim. E prece é amor, você simplesmente vai e desfruta não pedindo, não mendigando.
A própria prece, intrinsecamente, é tão bela! Você se sente elevado e feliz, que você simplesmente vai e dá graças ao Divino, pois “ele” permitiu-lhe ser, “ele” permitiu-lhe respirar, “ele” permitiu –lhe ver. Que Cores!.... “ele” permitiu-lhe ouvir, “ele” permitiu ser “Consciente” (Estar atento ao “SER” e não ao “TER”- as pessoas estão ligadas ao TER, por isso não sabem receber).
A vida é um presente. Você pode achar que está merecendo de algum modo? Se você não estivesse aqui, você poderia dizer que alguma “injustiça” tinha sido feita a você? Não! Tudo o que você conseguiu é um presente, existe à partir do amor.
“Suas ações passadas são refletidas no seu presente”. Mas se está refletindo algo que não goste aprenda a “perdoar” . Não esse “perdão” falso que as pessoas “dizem que fazem”.... O Perdão é sublime está ligado intimamente no amor divino.

Que é Deus?
Deus é a Inteligência Suprema, causa primária de todas as coisas. (Allan Kardec)
O Universo é Dual. Masculino, Feminino. Deus é uma energia Inteligente  e Suprema ....
A palavra “Deus” para mim, se torna “pequena” diante da imensidão de tudo. Em tudo, em Todos. Não só nesta galáxia onde moramos ....mas em Tudo. “Deus” é amor. Quando você compreende isso, uma qualidade nasce em você: a qualidade de ser grato. Você simplesmente sente gratidão. Gratidão é prece. A prece é o clímax de sua felicidade, ela não pode se tornar um meio de algum outro fim.
O que é seu amor? Porque, através do amor, você pode compreender o que acontece na prece. Você ama uma pessoa realmente? Você ama, ou há algo mais ali? Quando você ama uma pessoa, você realmente a ama? Você dá a partir do seu coração, ou você explora o outro em nome do amor?
Você usa o outro em nome do amor. Pode ser sexual,pode ser algum outro uso, “mas você usa o outro”. Usa o “amor” como base de troca. Eu amo você, pois você me dá isso ou aquilo!
Isso é exploração. Você chama de amor? Quando um não compreende o outro. Acabou o amor?
Se o outro o aprecia, se uma bela mulher o admira e você sente, que você é um homem. Mas se ela não o aprecia, não o admira, o amor desaparece. Se um belo homem,um homem forte, a admira como uma bela mulher, você se sente gratificada porque o “ego” fica preenchido!
Você chama de amor? E se isso cria um inferno, não há porque se surpreender: tem de criar o inferno, porque o amor é simplesmente o nome e, sob o nome, alguma outra coisa está escondida. O amor jamais cria o inferno, o amor é a própria qualidade do “Céu”.
Mas olhe para os amantes: eles não parecem estar felizes, somente no começo, quando ainda estão planejando, sem saber, inconscientemente, jogando a rede para fisgar o outro; mas a poesia, o romance e toda a insensatez existem simplesmente para fisgar o outro. Uma vez que o peixe seja fisgado, então, eles ficam infelizes, sentem-se como se estivessem numa prisão. O ego de cada um se torna uma prisão, e ambos tentam dominar e possuir o outro.
Esse amor se torna condenação. S seu amor está errado, sua prece não pode estar certa, porque prece significa amor ao todo, e se você tem sido um fracasso no amor com um ser humano comum, como poderá ser bem sucedido no seu amor com o divino?
Se você olhar a todos sem distinção de “poder”; ou seja, ver as pessoas como são com seus erros e acertos e Ver “Deus” dentro de cada uma delas e “respeitar” a cada um em seu momento, poderá começar a amar de verdade.
A dimensão é maior, mas a chave permanece a mesma. Aceitação! De quem você realmente é!Não do que você desempenha na Terra. São outros valores. O amor é um fim em si mesmo e não há nenhum ego envolvido nisso. Quando você está sem “ego” há amor. Onde está o amor? Você dá amor, sem pedir retorno. Dar é ser Amor, mas quando não houver barganha.
Você já observou o que acontece em seu íntimo quando você dá algo a um mendigo?Surge da bondade ou do ego? Se você está sozinho na rua e chega um mendigo você diz: Vá embora! Ou nem olha. Porque não há ninguém vendo o que você está fazendo ao mendigo, e seu ego não é ferido de modo algum. Mas se você está andando com alguém, com certeza o ego precisa se mostrar bom “caridoso” aí, você olha e dá!
A bondade dá por uma razão diferente: você sente a miséria do outro(da alma). Sente a responsabilidade. Porque o “todo” é responsável pelas partes. E se você dá a esse mendigo, você não irá querer que ele o agradeça. Ao contrário, você é que deve ficar agradecido. Isso é bondade. Não tenha dó! Mas misericórdia. Faça sua parte, mude e resplandeça em amor... Mudança é a chave!
A sociedade continua e você tem muito investimento na sociedade que “Cria Mendicância”. E você sabe que faz parte desse sistema estabelecido no qual existem pessoas pobres, porque o rico não pode existir sem o pobre. E você sabe bem que tem ambições de se tornar rico “poder”. Inconscientemente você sente culpa, sente o pecado(que o ego criou). Você não sabe o que está dando! Isso é profundo. Criamos uma sociedade de culpa, medo, condenação, ambição, fracasso, angústia, perda.... esse é o alimento diário de nosso espírito. Achamos que vivemos numa realidade. Que tudo isso é real. O “Ego” nos mostra! Criamos o sofrimento, o amor egoísta, a mendicância. Realmente sabemos amar. A felicidade que conhecemos está no “TER” e não no “SER”. Podemos nos considerar mendigos....
O Que amamos? Quem amamos? O que é o Amor?......
Patricia Jorge Alves
Terapeuta Homeopata


                                                             

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

MACROCOSMO


                                                       


Não limitemos a Ciência ao quadro do seu saber, indaguemos ao mais alto nível de compreensão. Interroguemos a nós mesmos o porque estamos neste planeta e que força nos conduzimos até aqui. Depois que nos libertarmos nosso pensamento da ação do peso, a fim de nos emanciparmos da servidão que nos liga à Terra, seguiremos com os olhos bem abertos para o novo.
Iniciamos com a afirmativa: Matéria e Energia, constitui o Universo Animado.
Cada período terrestre , de aproximadamente vinte e cinco mil e alguns centos de anos,  determinado pelo fenômeno astronômico conhecido sob o nome de precessão dos equinócios, cataclismas são acometidos com grande intensidade. Mudanças de inclinações do eixos dos pólos, deslocando às águas, que em razão de sua fluidez, tendem naturalmente a correr para o lado onde são mais atraídas, como o prova o fenômeno das marés.Blocos de gelos despedaçando não sendo mais sustentadas pelas águas, surgindo novas terras, novos continentes.
Fazendo um paralelo com a mudança natural terrestre, observemos e nossa anatomia e fisiologia.
A teoria atômica, como a dos equivalentes químicos, encontradas nas transformações de corpos entre si, nos induz a considerar a matéria como sendo um composto de elementos extremamente sutis, agrupados uns com os outros, de diferentes modos; dando o nome de moléculas a estes elementos. Estas moléculas, compõem-se de aglomerações de outros elementos “indivisíveis”, estes elementos são os átomos.
O que é a matéria? “É uma coisa que podemos ver e tocar, coisa formada de partes elementares, que, consideradas como matéria não existem absolutamente”, suponho que muitas pessoas ficariam surpreendidas ouvindo tal definição. Sendo sustentado por personagens eminentes, os partidários do átomo inextensível. Que seria o átomo então? Uma ficção matemática? Os elementos da matéria.
Em virtude da grande lei da conservação da matéria, que Lavoisier definitivamente estabeleceu, apesar de seus movimentos e migrações perpétuas, o átomo não varia nem se destrói: é indestrutível e invariável, constituindo apenas um elemento fluídico, cíclico, giratório do fluido universal de que a matéria é formada.
A energia animal dos átomos, de um movimento tão rápido, que a imaginação não pode fazer uma idéia dele, é o agente real que fixa a molécula, sendo por sua vez energia condensada. A idéia da impenetrabilidade da matéria dos corpos é absolutamente falsa. O volume das moléculas pode ser, quando muito, avaliado por milionésimos de milímetros, e mesmo, levando em conta o espaço considerável que as separa, é ainda por trilhões, quintilhões, sextilhões que devemos contá-las em um milímetro cúbico. Elas estão em um estado contínuo de agitação, de projeção, de choques violentos, de atração, de repulsões energéticas, das quais é sem dúvida um pálido reflexo o movimento browniano das partículas microscópicas.
Cada molécula, formada por uma multidão de átomos- turbilhões, é hoje considerada por alguns sábios do modo pelo qual ela foi antigamente por iniciados da Índia e do Egito, como um sistema planetário, com todas as complicações de movimento e de vida, dirigida segundo os pandits da Índia atual, por inteligências elementares inferiores. Os corpos, que são aglomerações de moléculas, seriam assim os análogos das vias – lácteas e das nebulosas resolúveis.
Para compreender a essência da vida, não é inútil fazer o exame comparado do Universo e do Homem. Do Macrocosmo e do Microcosmo. E depois só podemos ter concepções claras das coisas, elevando nossa alma acima das coisas ordinárias do pensamento, de onde nascem, quase sempre os preconceitos, as idéias errôneas, as ilusões a respeito do que nos cerca. A libertação do nosso espírito do quadro estreito da vida cotidiana,cujas ele tende a amoldar-se.
Considerando o macrocosmo na imensidade, veremos que a comparação da molécula com a nebulosa é racional. Ignoramos as leis dos movimentos moleculares, e se estamos mais familiarizados com as que governam os planetas do nosso sistema, desconhecemos as leis dos movimentos estelares. Os movimentos da molécula, como concebemos, sejam comparáveis ao das estrelas e seus planetas, subentendendo-se que as proporções do tempo de evolução da molécula devem ser reduzidas às do espaço em que ela evolui. Não percebemos os movimentos das moléculas, com uma velocidade aproximadamente de 30 quilômetros por  segundo, teríamos uma vida “curta” como o mais rápido pensamento, com ocupações relativamente numerosas e longas, senão fúteis.
Laplace, como o prova este trecho da sua Exposição do Sistema do Mundo:

“Uma de suas propriedades notáveis, a da atração – escreve ele –, é que se as dimensões de todos os corpos do Universo, suas distâncias mútuas e velocidades crescessem ou decrescessem proporcionalmente, descreveriam curvas inteiramente semelhantes às que descrevem, de modo que o Universo ofereceria sempre a mesma aparência aos seus observadores. Estas aparências são, por conseguinte, independentes do movimento absoluto que possa haver no espaço. A simplicidade das leis da Natureza não nos permite, pois, observar e conhecer senão as relações.”

Considerando os cometas, esses gigantes dos campos celestes, que nada mais são além de “matéria cósmica”, que se busca e se acumula para, mais tarde,em um ponto do infinito, formar um novo mundo solar. Nesse estado, a energia, tomando a forma  de átomos, para se confederar em moléculas, ainda não saiu completamente do estado potencial; mas, basta que um ponto se materialize, e todas as moléculas novas irão agitar-se sobre este ponto; e a energia, encontrando-se sob sua “nova forma”; a matéria passará ao estado dinâmico. Chuvas de moléculas se multiplicarão; os pontos de energia materializarão uns sobre os outros, desenvolvendo uma quantidade de calor, a ponto de se tornarem volátil. E assim se formam os sóis que giram nos céus.Destes sóis em fusão, escapam as massas anulares voláteis, que esfriam no espaço onde vão se perder. Perder não é o termo, porque elas são retidas pela atração ou segundo Newton “quam ego attractionem appello”(o que denomino atração),pela atração do seu sol, cujos planetas ficam sendo.Eis o que nos dirão as estrelas.

É assim “que a gravidade, por um vasto e lento processo de cristalização, cujo progresso nas profundezas do espaço o astrônomo contempla com emoção, devia condensar, pouco a pouco, a matéria então prodigiosamente dilatada e confeccioná-la em sistemas estelares, solares e planetários”. (E. Jouffret.)



“O Sol, fazendo viver, pela ação benéfica de sua luz e calor, os animais e as plantas que enchem a Terra, deve analogamente produzir efeitos semelhantes sobre os outros planetas; porque não é natural pensar-se que a matéria, cuja atividade vemos desenvolver-se de tantos modos, seja estéril sobre um planeta tão grande como Júpiter, que tem, como o globo terrestre, seus dias, noites e anos, e sobre o qual os observadores notam mudanças que indicam forças muito ativas. Entretanto, seria dar demasiada extensão à analogia, concluir por isso a semelhança entre os habitantes dos planetas e os habitantes da Terra. O homem, feito para a temperatura de que goza e para o elemento que respira, não poderia, segundo toda a aparência, viver em outros planetas. Mas, não existirá neles uma infinidade de organizações relativas às diversas constituições dos globos do Universo? Se a única diferença dos elementos e dos climas põe tanta variedade nas produções terrestres, quanto mais devem diferir as dos diversos planetas e seus satélites? A imaginação mais ativa não pode fazer uma idéia delas; mas a sua existência é muito verossímil.” (Laplace, Essai sur les Probabilités.)


Depois que a Ciência nos fez assistir à formação dos sistemas, à gênese dos mundos, seja-nos permitido perguntar-lhe para que todo esse movimento, toda essa agitação! Dou ainda a palavra aos mais autorizados na questão. Diz E. Jouffret:


Segundo um cálculo de Helmholtz, o sistema solar não possui mais que 454ª parte da energia transformável, que ele possuía no estado de nebulosa. Embora esse resíduo constitua ainda provisão, cuja enormidade nos confunde o entendimento, ela será um dia consumida também. Mais tarde, a transformação terá lugar no Universo inteiro e, por fim, estabelecer-se-á um equilíbrio geral de temperatura, como de pressão.
A energia não será mais, suscetível de transformação. Não será mais o nada, nem será a imobilidade a mesma soma de energia subsistirá, sempre, sob a forma de movimentos atômicos; mas será a ausência de todo o movimento sensível, de toda a diferença e de toda a tendência, isto é, a morte absoluta.
Tal é, admitida a permanência das leis que regem hoje a Natureza e, segundo o raciocínio, o estado a que há de chegar o Universo...
Laplace, enganado pelo cálculo, não suspeitou esse desmoronamento final.

O homem aí está, no meio do espaço sem limites, quer em largura, quer em profundeza ou em todas as direções. Quando o compreende, se resigna a ser uma célula do Grande Ser! Pode ele limitado conceber o que não tem limites. Há milhares de anos, estrelas que não parecem mudar de lugar. Instrumentos inventados pelo homem permitem calcular; por exemplo, as estrelas chamadas fixas se afastam ou se aproximam, com a velocidade de 20, 30, 35 e mais quilômetros por segundo. Dez, vinte, trinta vezes mais rápida que uma bala ao sair do cano de um revólver.

Não entra no plano deste estudo fazer o histórico das diversas teorias emitidas a respeito dos fenômenos que presidem à conservação das funções da matéria organizada, isto é, à vida. Suponho que as doutrinas físico-químicas, animista, vitalista ou stahlista, etc., são conhecidas. Recordemos que, de uma parte, uns não queriam ver na vida senão um conjunto particular de fenômenos regidos pelas leis da Física e da Química, ao passo que outros, os animistas, consideravam-na como a manifestação onipotente da alma (Stahl) ou de um arqueu inferior (Basile Valentin, Van Helmont, etc.). Esta coisa imaterial, segundo os animistas, é o grande deus ex machina da vida; é ela que fiscaliza o bom funcionamento das células, preside às secreções e regula, em uma palavra, todos os atos da vida orgânica, a inteligência ou parte intelectual da alma, conservando-se acima do todo.
 Se admitirmos a existência autônoma da energia “como ser real, elemento constitutivo do Universo”? Assim não penso; a energia coexiste ao lado da matéria, admita-se. Como a matéria, que, do estado cósmico ou radiante (W. Crookes) passa às formas gasosa, líquida, sólida e às suas combinações infinitas, a energia torna-se luz, movimento, calor, magnetismo, eletricidade, conforme o modo pelo qual opera sobre a matéria ou une-se a ela. Associada à substância organizada, a energia se transformaria em vida, em inteligência, etc. E do mesmo modo que a matéria em movimento tende ao repouso, em conseqüência do que se chama em mecânica a degradação da energia, e perde sua energia dinâmica, do mesmo modo a matéria organizada e viva, sob a influência de uma lei análoga à da degradação, perderia, por sua vez, a energia dinâmica, isto é, vital, como o elemento motor do qual acabamos de falar, voltaria ao grande reservatório comum da energia potencial para onde, tendem, “no fim dos tempos”, todas as forças do Universo: seria sempre o aniquilamento imediato para a consciência; seria, como se diz ainda – sem saber exatamente porquê – o regresso ao Inconsciente.

         “Eis a doutrina interior que Fot (Buda), no seu leito de morte, revelou pessoalmente a seus discípulos:

“Todas estas opiniões teológicas – disse ele – não passam de quimeras; todas estas narrativas da Natureza dos deuses, de seus atos, de suas vidas, são apenas alegorias, emblemas mitológicos, sob os quais se escondem idéias engenhosas de moral e o conhecimento das operações da Natureza, no jogo dos elementos e na marcha dos astros”.


“A verdade é que tudo se reduz ao nada; que tudo é ilusão, aparência, sonho; que a metempsicose moral não é mais que o sentido figurado da metempsicose física, desse movimento sucessivo, pelo qual os elementos de um mesmo corpo, que não perecem, passam, quando ele se dissolve, para outros meios e formam outras combinações. A alma não é mais que o princípio vital, resultante das propriedades da matéria (isto foi escrito em 1820, 7ª edição) e do jogo de elementos existentes no corpo, onde elas criam um movimento espontâneo. Supor que este produto do jogo dos órgãos, nascido com eles, adormecido com eles, subsiste quando os órgãos não mais existem, é um romance talvez agradável, mas realmente quimérico, fruto de imaginação iludida. O próprio Deus não é senão o princípio motor, a força oculta espalhada nos seres, a soma de suas leis e propriedades, o princípio animador, em outras palavras, a alma do Universo, a qual, em razão da infinita variedade de suas relações e operações, considerada ora como simples e ora como múltipla, agora como ativa e logo como passiva, apresentou sempre ao espírito humano um enigma insolúvel. Tudo quanto ele pode compreender de mais claro, nisto, é que a matéria não perece nunca; que ela possui essencialmente propriedades pelas quais o mundo é regido como um ser vivo e organizado; que o conhecimento dessas leis, em relação ao homem, é o que constitui a sabedoria; que a virtude e o mérito residem na observância delas, e o mal, o pecado, o vício, em sua ignorância e infração; que a felicidade e a infelicidade resultam delas, pela mesma necessidade que faz as coisas pesadas descerem e as coisas leves subirem, e por uma fatalidade de causas e de efeitos cuja cadeia vai do último átomo até aos mais elevados astros. Eis o que foi revelado no leito de morte pelo nosso Buda-Sidarta Guatama.”

                                    Patricia Jorge Alves
                                  Terapeuta Homeopata

             

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

O QUE CONHECEMOS?


                                                                                              


Todo conhecimento finito e todo entendimento da criatura são relativos. A informação e os ensinamentos, ainda que colhidos de fontes elevadas, são apenas relativamente completos: precisos apenas em relação ao local e verdadeiros para a pessoa.
Os fatos físicos são suficientemente uniformes, mas a verdade é um fator vivo e flexível na filosofia do universo. As personalidades em evolução são apenas parcialmente sábias e relativamente verazes, nas suas comunicações. Podem estar certas apenas dentro dos limites da sua experiência pessoal. Aquilo que, pela aparência, pode ser totalmente
verdadeiro em um lugar, pode ser apenas relativamente verdadeiro em outro segmento da criação.
A verdade divina, a verdade final, é uniforme e universal, mas a história das coisas espirituais, como é contada por inúmeros indivíduos, procedentes de várias esferas, pode, algumas vezes, variar quanto aos detalhes, devido a essa relatividade na totalização do conhecimento e na abrangência da experiência pessoal, bem como na duração e no alcance dessa experiência. Conquanto as leis e os decretos, os pensamentos e as atitudes da Primeira Fonte e Centro sejam eterna, infinita e universalmente verdadeiros, ao mesmo tempo, a sua aplicação e os ajustamentos que
recebem, em cada universo, sistema, mundo, e inteligência criada, estão de acordo com os planos e a técnica dos Filhos Criadores, quando atuam e funcionam nos seus universos respectivos, tanto quanto em harmonia com os planos locais e os procedimentos do Espírito Infinito e de todas as outras personalidades celestes coligadas.
A falsa ciência do materialismo sentenciaria o homem mortal a reduzir-se a um marginal no universo. Tal conhecimento parcial é potencialmente um mal; é conhecimento que se compõe, tanto do bem, quanto do mal. A verdade é bela, porque é tanto completa quanto simétrica. Quando o homem busca a verdade, ele está buscando o
divinamente real.
Os filósofos cometem o seu mais grave erro quando são conduzidos à falácia da abstração e à prática de focalizar a sua atenção em um aspecto da realidade e de proclamar, então, um tal aspecto isolado como sendo a verdade inteira. O filósofo sábio irá sempre recorrer ao projeto da criação que está por trás e que é preexistente a todos os
fenômenos universais. O pensamento criador, invariavelmente, precede à ação criadora.
A autoconsciência intelectual pode descobrir a beleza da verdade e a sua qualidade espiritual,  não apenas pela consistência filosófica dos seus conceitos, mas, ainda mais certa e seguramente, pela resposta inequívoca do sempre presente Espírito da Verdade. A felicidade vem como conseqüência do reconhecimento da verdade, porque esta pode ser factual, pode ser vivenciada. O desapontamento e a tristeza advêm após o erro, porque, não sendo este uma realidade, não pode ser factualizado pela experiência. A verdade divina é mais conhecida pelo seu aroma espiritual.
Patricia Jorge Alves
Terapeuta Homeopata


INSTITUTO CULTURAL IMHOTEP