segunda-feira, 15 de agosto de 2011

MAL- PENSAR, DA DOENÇA PSICOSSOMÁTICA








Adoecer é uma conseqüência da desobediência aos padrões de vida observados por Deus. Teoricamente, quem vive o bem pensar vive dentro de seu equilíbrio, tem uma maior probabilidade de não adoecer, pois o homem natural já foi contaminado com o pecado original.
Viver o bem pensar, traz ao indivíduo a possibilidade de uma existência sem adoecer, a vida esgota-se e o indivíduo pode morrer pleno de dias, sem passar por moléstias.
Viver ao natural é simples e profundo. Buscar a essência da vida é interiorizar em seu Ser e buscar seus verdadeiros valores. Como é sua vida hoje? Você precisa do que para viver? Trocar de carro todo ano? Ter mais de uma Tv? Como você se alimenta e o que se alimenta? Trocar o guarda roupa todo ano?
Deus não criou o homem com o objetivo de adoecer, a doença não fazia parte da criação.  Na verdade a enfermidade não foi prevista antes da criação, pois no céu “não há dor, nem luto, nem pranto” (Apocalipse 21:14). Ela é decorrente do desequilíbrio do mal pensar e isto não fazia parte do projeto original de Deus para o homem.
Para Kent: “ O estado da mente humana e do corpo humano, é um estado de suscetibilidade à doenças que provem do desejar mal, de pensar no que é falso e de fazer da vida uma herança contínua de coisas falsas, e assim esta forma de enfermidade”.
A relação existente entre a doença e o estado de equilíbrio emocional, aceita nos dias atuais pelas Ciências Médicas e Psicológicas, já era pontuada pelo escritor do Êxodo, Moisés, demonstrando um ensinamento de Deus, como uma regra para não adoecer, ou seja ter uma conduta correta de obediência às Suas Leis:
“Se vocês derem atenção ao Senhor, o seu Deus, e fizerem o que ele aprova, se derem ouvidos aos seus mandamentos e obedecerem a todos os seus decretos, não trarei sobre vocês nenhuma das doenças que eu trouxe sobre os egípcios, pois eu sou o Senhor que os cura”. (Êxodo 15: 26)
A Homeopatia explica a etiologia das doenças, também, através do mal pensar, ou seja os pensamentos errados ou ruins acarretam equívocos no comportamento, levando o homem a adoecer e sentir-se mal.
A Observação detalhada da doença  nos remete a uma linha de observação mais profunda. Contudo se um indivíduo nasce em uma família estruturada em convicções religiosas com conceitos morais e éticos, tendo um comportamento correto. Como obteve uma moléstia incurável com tantos sofrimentos?
No livro Dos Espíritos  - ALLAN KARDEC página 143 capítulo V . A Pluralidade das Existências, nos explica com clareza e razão as Leis Universais Imutáveis.
[...Muitos repelem a idéia da reencarnação pelo só motivo de ela não lhes convir. Dizem que uma existência já lhes chega de sobra e que, portanto, não desejariam recomeçar outra semelhante. De alguns sabemos que saltam em fúria só com o pensarem que tenham de voltar `Terra. Perguntar –lhes – emos apenas se imaginam que Deus lhes pediu o parecer, ou consultou os gostos, para regular o Universo. Uma de duas: ou a reencarnação existe, ou não existe; se existe, nada importa que os contrarie; terão que a sofrer, sem que para isso lhes peça Deus permissão. Afiguram-se-nos os que assim falam um doente a dizer: sofri hoje bastante, não quero sofrer mais amanhã. Qualquer que seja seu mau humor, não terá por isso que sofrer menos no dia seguinte, nem nos que se sucederam, até que se ache curado. Conseguintemente, se os que de tal maneira se externam tiverem que viver denovo, corporalmente, tornarão a viver, reencarnarão. Nada lhes adiantará rebelarem-se, quais crianças que não querem ir para o colégio, ou condenados para a prisão.Passarão pelo que tem de passar. São demasiado pueris semelhantes objeções, para merecerem mais seriamente examinadas. Diremos, todavia, ao que as formulam que se tranqüilizem, que a Doutrina Espírita, no tocante à reencarnação, não é tão terrível como a julgam; que, se a houvessem estudado a fundo, não se mostrariam tão aterrorizados; saberiam que deles dependem as condições da nova existência, que será feliz ou desgraçada, conforme ao que tiverem feito neste mundo; que desde agora poderão elevar-se tão alto que a recaída no lodaçal não lhes seja mais de temer...]
[... Se não há, reencarnação, só há, evidentemente, uma existência corporal. Se a nossa atual existência corpórea é única, a alma de cada homem foi criada por ocasião do seu nascimento, a menos que se admita a anterioridade da alma, caso em que caberia perguntar o que era ela antes do nascimento e se o estado em que se achava não constituía uma existência sob forma qualquer. Não há meio termo: ou a alma existia, ou não existia antes do corpo. Se existia, qual a sua situação? Tinha, ou não, consciência de si mesma? Se não tinha, é quase como se não existisse. Se tinha individualidade, era progressiva, ou estacionária? Num e noutro caso, a que grau chegara ao tomar o corpo? Admitindo, de acordo com a crença vulgar, que a alma nasce com o corpo, ou, o que vem a ser o mesmo, que, antes de encarnar, só dispõe de faculdades negativas, perguntamos:
1º Por que mostra a alma aptidões tão diversas e independentes das idéias que a educação lhe fez adquirir?
2º Donde vem a aptidão extranormal que muitas crianças em tenra idade revelam, para esta ou aquela arte, para esta ou aquela ciência, enquanto outras se conservam inferiores ou medíocres durante a vida toda?
3º Donde, em uns, as idéias inatas ou intuitivas, que noutros não existem?
4º Donde, em certas crianças, o instinto precoce que revelam para os vícios ou para as virtudes, os sentimentos inatos de dignidade ou de baixeza, contrastando com o meio em que elas nasceram?
5º Po que, abstraindo-se da educação, uns homens são mais adiantados do que outros?
6º Por que há selvagens e homens civilizados? Se tomardes de um menino hotentote recém-nascido e o educardes nos nossos melhores liceus, fareis dele algum dia um Laplace ou um Newton?
Qual a filosofia ou a teosofia capaz de resolver estes problemas? É fora de dúvida que, ou as almas são iguais ao nascerem, ou são desiguais. Se são iguais, porque, entre elas, tão grande diversidade de aptidões? Dir-se-á que isso depende do organsmo. Mas, então, achamo-nos em presença da mais monstruosa e imoral das doutrinas. O homem seria simples máquina, joguete da matéria; deixaria de ter a responsabilidade de seus atos, pois que poderia atribuir tudo as inperfeições físicas. Se as almas são desiguais, é que Deus as criou assim. Nesse caso, porém, porque a inata superioridade concedida a algumas? Corresponderá essa parcialidade à justiça de Deus e ao amor que Ele consagra igualmente a todas as suas criaturas?
Admitamos, ao contrário, uma série de progressivas existênciasanteriores para cada alma e tudo se explica. Ao nascerem, trazem os homens a intuição do que aprenderam antes: São mais ou menos adiantados, conforme o número de existências que contém, conforme já estejam mais ou menos afastados do ponto de partida. Dá-se aí exatamente o que se observa numa reunião de indivíduos de todas as idades, onde cada um terá desenvolvimento proporcionado ao número de anos que tenha vivido. As existências sucessivas serão, para a vida da alma, os que os anos são para a do corpo. Reuni, em certo dia, um milheiro de indivíduos de um a oitenta anos; supondo que um véu encubra todos os dias precedentes ao em que os reunistes e que, em conseqüência, acreditais que todos nasceram na mesma ocasião. Perguntareis naturalmente como é que uns são grandes e outros pequenos, uns velhos e jovens outros, instruídos uns, outros ainda ignorantes. Se, porém dissipando-se a nuvem que lhes oculta o passado, vierdes a saber que todos hão vivido mais ou menos tempo, tudo se vos tornará explicado. Deus, em sua justiça, não pode ter criado almas desigualmente perfeitas. Com a pluralidade das existências, a desigualdade que notamos nada mais apresenta em oposição à mais rigorosa equidade: é que apenas vemos o presente e não o passado. A este raciocínio serve de base algum sistema, alguma suposição gratuita? Não. Partimos de um fato patente, incontestável: a desigualdade das aptidões e do desenvolvimento intelectual e moral e verificamos que nenhuma das teorias correntes o explica, ao passo que uma outra teoria lhe dá explicação simples, natural e lógica. Será racional preferir-se as que não explicam àquela que se explica...]
Poremos a analisar os fatos racionalmente: Uma família com três filhos sendo um deles cego de nascença e estudando a genética familiar não tendo ocorrência passada; como podemos explicar com a visão científica linear?
O que somos no presente é o reflexo de nosso passado!
A Homeopatia tem por princípio doutrinário que o adoecer está ligado a algum tipo de equívoco, assim o homeopata tem como missão, buscar o ato equivocado ou a idéia errada de ser de cada um.
Ter a consciência de nossos atos equivocados não representa viver do passado, mas construir o presente observando a cada ato, pensamento ou atitude no agora.
Existem clientes que trazem uma história clínica repleta de mágoas, ressentimentos e saudosismo. Arrastam, para o presente, um desagravo ou decepção afetiva ocorrida há muitos anos, fazendo com que estes fatos se tornem inesquecíveis para eles. Conservam seus dissabores e os vivenciam a cada momento. Seus “fantasmas ou medos” do passado, são os responsáveis pelo seu adoecer.
Parágrafo 9: “ Desta forma o espírito dotado de razão que reside em nós (Componente espiritual pensante) pode empregar livremente este instrumento vivo e sadio para atender os mais altos fins de nossa existência” Organon, Samuel Hahnemann
Escreverei em outro texto com um aprofundamento na raiz psicossomática da angústia existencial e da  ansiedade que são criações comportamentais  desencadeantes de nossos adoecimentos. Mas concluo que, a responsabilidade do que criamos é consequentemente aos sabores ou dissabores que estamos passando. Cabe a cada um de nós a auto- observação diária e constante.
Patricia Jorge Alves
Terapeuta Homeopata

domingo, 7 de agosto de 2011

O CAMINHO DO CORAÇÄO




Quaisquer caminho é apenas um caminho e não constitui insulto algum para si mesmo ou para os outros – abandoná-lo quando assim ordena o seu coração. Olhe cada caminho com cuidado e atenção. Tente tantas vezes quantas julgar necessária. Então faça a si mesmo e apenas a si mesmo uma pergunta: possui esse caminho um coração? Em caso afirmativo, o caminho é bom. Caso contrário, esse caminho não possui importância alguma.                                        Carlos Castañeda, The Teachings of Don Juan
Caminhar sempre na direçäo do coração, nos remete a  verdadeira estrada. Mas perceba o que está te guiando. É o coração ou o orgulho de perder o que pensamos que temos? O que realmente você tem? O que você é? Construiu seu caminho verdadeiro em bases sólidas?            

                                               Patrícia Jorge Alves                                                 Terapeuta Homeopata

segunda-feira, 27 de junho de 2011

A FÍSICA QUÂNTICA NA BIOMEDICINA


A FÍSICA QUÂNTICA NA BIOMEDICINA
Os Cientistas jamais conseguirão entender os mistérios do universo utilizando “apenas o raciocínio linear”.
Segundo Gary Zukav em seu livro: A dança dos mestres Wu Li: uma visão geral da nova física, ele disse em 1893 para seus alunos que não havia mais necessidade de existir doutores em física. Segundo ele, a ciência já havia estabelecido que o universo é uma “máquina de matéria”constituída de átomos físicos individuais que obedecem as leis da mecânica newtoniana. Só cabe aos físicos refinar seus métodos de medição.
Três anos depois, o conceito de que o átomo era a menor partícula no universo caiu por terra com a descoberta de que ele é constituído de elementos ainda menores, os chamados partículas subatômicas. Com essa outra descoberta ainda mais contundente: a de que os átomos emitem “energias estranhas”, como raio X e dadioatividade. Na virada do século 20, uma nova geração de físicos se propôs a mostrar a relação entre energia e estrutura da matéria. Dez anos mais tarde, deixaram de lado os conceitos newtonianos do universo material porque perceberam que o universo não é composto de matéria suspensa no espaço vazio, mas sim de energia.
A física quântica descobriu que os átomos são constituídos de vórtices de energia que giram e vibram constantemente. Cada átomo é um centro que gira e irradia energia e cada um deles tem uma assinatura(movimento) e constituição (moléculas) próprios. Por isso emitem coletivamente padrões de energia que podem ser identificados. Todo material no universo, incluindo você e eu, irradiamos uma assinatura energética única.
Se fosse possível observar a composição de um átomo por meio de um microscópio, o que veríamos? Imagine um vórtice de energia girando e se movendo na areia do deserto. Agora remova a areia. O que sobra é apenas um tornado invisível. Um átomo nada mais é que um conjunto desses vórtices microscópicos. Se observarmos de longe, parece uma esfera embaraçada. À medida que aproximamos o foco, a imagem se torna cada vez mais indefinida até desaparecer totalmente. Na prática, o átomo é invisível. Quando se observa sua estrutura, o que se vê é apenas vácuo. Não há matéria física. Surpreso?
Os átomos são feitos de energia invisível, e não de matéria palpável!
A substância matéria surge do nada. Você está segurando um livro bem sólido nas suas mãos? Mas se colocá-lo sob a lente de um microscópio atômico verá que não está segurando coisa alguma.
A matéria pode ser definida tanto como um conjunto de partículas sólidas quanto como um campo (onda) de força não material. Quando os cientistas estudam as propriedades físicas dos átomos, como massa e peso, referem a eles como matéria física. No entanto, quando os mesmos átomos são descritos em termos de potencial de voltagem e extensões de onda são chamados de propriedades de energia(ondas). O fato de que a energia e matéria são a mesma coisa é o que Einstein concluiu ao dizer que E=mc2. Ou seja: energia (E) = matéria (m, massa) multiplicada pela velocidade da luz(c) ao quadrado. Einstein revelou que não vivemos em um universo de objetos físicos separados por espaço vazio. “O Universo é um Ser Completo, Dinâmico e indivisível no qual energia e matéria estão intimamente ligadas que não se pode considerá-las elementos independentes”.
A descoberta de que mecanismos tão diferentes controlam a estrutura e o comportamento da matéria poderia ajudar a biomedicina a conhecer melhor a saúde e as doenças. No entanto, médicos, biólogos e alunos continuam a ser treinados a ver o corpo simplesmente como uma máquina física que opera dentro dos princípios newtonianos. Quanto orgulho ainda os tem!
Na ânsia de descobrir os mecanismos que controlam o corpo, os pesquisadores focam sua atenção em uma série de sinais físicos classificados em famílias químicas, incluindo alguns hormônios como a citocina, os fatores de crescimento, os supressores tumorais, mensageiros e íons.
Como porém ainda seguem a linha newtoniana, acabam ignorando a importância da energia quando se trata de saúde e das doenças.
Além disso, a maioria dos biólogos é reducionista, ou seja, acredita que os mecanismos de nosso corpo físico podem ser mais bem compreendidos extraindo células e estudando seus elementos químicos. Acreditam que as reações biológicas responsáveis pela vida são geradas como linha de produção. Um elemento químico causa uma reação, que por sua vez causa outra em outro elemento, e assim por diante.
O modelo reducionista sugere que, se há um problema no sistema, como uma doença ou disfunção, a fonte do problema pode ser atribuída ao mau funcionamento de um dos pontos da linha de montagem química. “Repor” então a peça defeituosa por meio de medicamentos, por exemplo, “teoricamente” faz com que a saúde do paciente se recupere. Esse conceito estimula a pesquisa da “indústria farmacêutica” em busca de drogas cada vez mais nocivas ao ser humano.
No entanto, a perspectiva quântica revela que o universo é uma integração de campos de energia integrados e interdependentes. Os cientistas biomédicos acabam ficando confusos, pois não conseguem entender a complexidade da intercomunicação entre as partes físicas e os campos de energia que compõe a matéria. (chamado de vazio quântico), o universo não é linear! A percepção reducionista de fluxo linear de informações é uma característica do universo newtoniano.
Mas o fluxo de informações do universo quântico é holístico . A estrutura das células está envolvida em uma complexa rede de comunicação simultânea e abrangente.Uma função biológica pode surgir de um pequeno problema de comunicação em qualquer ponto da rede de comunicação. Equilibrar ou ajustar a química desse complicado sistema interativo exige compreensão de seu funcionamento, e não uma simples tentativa de ajuste por intermédio de “medicamentos”.

FLUXO DE INFORMAÇÃO
A – B – C – D – E
Newtoniano Linear

Mudar a concentração de C, por exemplo, não irá influenciar apenas D. Dentro da rede holística, uma variação de concentração de C pode influenciar profundamente o comportamento e as funções de A, B, E e também D.
O método reducionista linear não consegue abranger e não consegue explicar a origem das doenças. O primeiro passo da física quântica foi demonstrar a existência dessas redes de comunicação. Pesquisas mais recentes, envolvendo o mapeamento das interações entre as proteínas das células, comprovando uma presença holística entre elas (Li et  al. 2001; Giot et al. 2003; Jansen et  al. 2003).
Os sistemas biológicos tem funções múltiplas. Os mesmos sinais ou moléculas de proteína podem ser usados simultaneamente em diferentes órgãos e tecidos, resultando em funções comportamentais das mais diversas. Por exemplo: um medicamento indicado para corrigir uma disfunção em um fluxo de comunicação do coração cai na corrente sanguínea e se espalha pelo corpo todo. Com isso pode acabar interferindo em funções do sistema nervoso caso o cérebro utilize componentes desse mesmo fluxo de comunicação. Organismos multicelulares podem sobreviver com muito menos genes do que os cientistas imaginavam, pois os mesmos produtos genéticos (proteínas) são utilizados em diferentes funções. É mais ou menos o que fazemos ao utilizar as letras do alfabeto para construir qualquer palavra.
A histamina é um componente químico importante para o corpo, pois estimula a reação das células ao estresse. Quando está presente no sangue alimenta os braços e pernas, os sinais de estresse fazem com que os poros das paredes dos vasos sanguíneos se abram. A abertura desses buracos é o primeiro passo para uma reação inflamatória. No entanto se a histamina for aplicada nos vasos cerebrais, o mesmo sinal aumentará o fluxo de nutrição dos neurônios, aumentando seu crescimento e melhorando suas funções específicas. Em momentos de estresse, o aumento de nutrição sinalizado pela histamina permite ao cérebro aumentar sua atividade e lidar melhor com a situação de emergência. Este é um exemplo de como o mesmo sinal de histamina pode resultar em efeitos opostos, dependendo de onde o sinal é liberado (Lipton et al., 1991).
Uma das características mais engenhosas do sofisticado sistema de sinalização do corpo é seu nível de especialidade. Se alguém tem uma brotoeja no braço, por exemplo, a coceira irritante que sente é o resultado da liberação de histamina, a molécula sinalizadora que ativa a resposta inflamatória ao alergênico da brotoeja. E o mesmo ocorre com alguém que passe por uma situação estressante. A liberação de histamina dentro do cérebro faz com que haja um aumento do fluxo sanguíneo no tecido nervoso, acelerando o processamento neurológico necessário a sobrevivência. Mas essa liberação de histamina no cérebro para lidar com situações de estresse é controlada e não chega a causar uma resposta inflamatória em outras partes do corpo. Assim, a histamina é utilizada apenas onde e quando necessária.
Mas a maioria dos medicamentos industrializados não tem essas características. Quando alguém toma um  anti – histamínico para curar uma inflamação ou alergia, a droga se espalha pelo organismo inteiro, afetando todos os receptores de histamina “indiscriminadamente”. Claro, reduz a resposta inflamatória dos vasos sanguíneos, reduzindo os sintomas da alergia. Quando, porém, chega ao cérebro, acaba alterando a circulação neural, o que causa reação sobre as funções nervosas. Por isso, pessoas que usam anti- histamínico sentem alívio dos sintomas e também muita sonolência.
As reações adversas da terapia com medicamentos farmacêuticos é o efeito colateral da terapia de reposição hormonal com elementos sintéticos, que podem causar a morte. A função mais conhecida do estrógeno está associada ao sistema reprodutor feminino. No entanto, estudos sobre a distribuição dos receptores de estrógeno no corpo revelam que ele (e suas moléculas sinalizadoras complementares) desempenham papel importante nas funções normais dos vasos sanguíneos, do coração e do cérebro. Os médicos costumam prescrever estrógeno sintético para o alívio dos sintomas da menopausa, quando os órgãos reprodutores reduzem suas funções. No entanto, a droga não atinge somente os tecidos desses órgãos, mas também acaba afetando os receptores do coração, dos vasos sanguíneos e do sistema nervoso. Isso pode causar doenças cardiovasculares e disfunções neurais como o derrame cerebral (Shumaker et al.,2003;Cauley et al.,2003).
Os efeitos adversos de medicamentos desse tipo ainda são a principal causa de morte iatrogênica, ou seja, causada por tratamento médico. Segundo estimativas conservadoras publicadas no periódico Journal of the American Medical Association, doenças iatrogênicas são as terceiras maiores causadoras de morte nos Estados Unidos. Mais de 120 mil pessoas morrem por ano, devido aos efeitos adversos de medicamentos prescritos por médicos (Starfield,2000). No entanto, um estudo realizado recentemente mostra resultados ainda mais impressionantes(Null et al.,2003). Indica que as doenças iatrogênicas são a causa principal de mortes no país. Mais de 300 mil pessoas morrem todos os anos devido a remédios receitados.
São estatísticas assustadoras, especialmente porque estão relacionadas aos profissionais da cura, os mesmos que condenam e rejeitam incisivamente os três mil anos de cura eficaz da medicina oriental bem como muitos condenam a homeopatia dizendo que são placebos, qualificando-as como não-científica. No entanto, a medicina Homeopática bem como a Oriental se baseiam em um profundo conhecimento dos princípios que regem o Universo.
O médicos são regidos pelos princípios intelectuais de sua profissão e pelas “corporações que os controlam”. Funcionam como mediadores entre a indústria farmacêutica e os pacientes. Suas habilidades de cura tem como base uma educação arcaica newtoniana, que os ensina que o universo é constituído apenas de matéria física. Infelizmente essa teoria foi desbancada 75 anos atrás, quando os físicos adotaram oficialmente a mecânica quântica e reconheceram que o universo é constituído de energia.
Mas em seus cursos de graduação, pós graduação e doutorado os médicos continuam recebendo informações e instruções sobre os produtos farmacêuticos por intermédio dos representantes da indústria farmacêutica. A função desses profissionais é vender seus produtos e atualizar os médicos sobre a eficácia das novas “drogas”. Os “cursos” que recebem gratuitamente em suas empresas tem como objetivo persuadir os profissionais da área médica a “empurrar” os medicamentos. É evidente que as quantidades desses produtos prescritos pelos médicos violam o juramento feito por eles mesmos de “jamais prejudicar um paciente”. Fomos programados pela corporação farmacêuticas a nos tornarmos uma nação de viciados em drogas prescritas, e os resultados são muitas vezes trágicos. É preciso parar, repensar nossos conceitos e incorporar as descobertas da física quântica à biomedicina para criar um sistema novo e mais saudável de cura que esteja de acordo com as Leis da Natureza.
A necessidade de aplicarmos os princípios da mecânica quântica à biociência, isso não quer dizer que a medicina deva simplesmente ignorar os princípios de Isaac Newton. As novas leis quânticas não contradizem ou refutam os princípios da física clássica. Os planetas ainda seguem as rotas descritas pela matemática de Newton. A diferença entre as duas concepções da física é que a mecânica quântica se aplica mais especificamente às esferas molecular e atômica enquanto às leis newtonianas exploram níveis como sistema orgânicos. A necessidade de a biologia integrar os princípios newtonianos e quânticos pois somos um complexo de reações molecular, energética e com um dinamismo ímpar.
Alguns biólogos revolucionários já defendem essa união. O renomado fisiologista Albert Szent-Györgyi, ganhador do Prêmio Nobel, publicou um livro chamado Introduction to a submolecular biology ( Szent-Györgyi,1960) [Introdução a Biologia submolecular]. O material demonstrava um esforço digno e nobre de educar a comunidade científica sobre a importância da física quântica nos sistemas biológicos. Mas infelizmente, seus colegas consideraram o livro como um conjunto de fantasias de um homem senil e lamentaram a perda de um colega tão brilhante.
A maioria dos biólogos ainda não reconheceram a importância do material de Györgyi, mas as pesquisas sugerem que cedo ou tarde eles terão de aceitá-lo diante das evidências que surgem a todo momento, desbancando os antigos paradigmas materialistas.
Um importante estudo realizado pelo biofísico da Universidade de Oxford C. W. F. McClare calcula e compara a eficiência da transferência de informações entre sinais de energia e sinais químicos nos sistemas biológicos. Sua pesquisa, chamada “Repercussão na Bioenergética”, publicada em Annals of the New York Academy of Science, revela que os mecanismos de sinalização energética como as freqüências eletromagnéticas são centenas de vezes mais eficazes na transmissão de informações ambientais que os sinais físicos como hormônios, neurotransmissores, fatores de crescimento etc.(McClare, 1974).
Mas não é de se surpreender que os sinais de energia sejam mais eficientes. Nas moléculas físicas, a informação a ser transportada é ligada diretamente a energia disponível de uma molécula. No entanto, a reação química empregada para transferir essa informação é acompanhada de uma grande perda de energia devido ao calor gerado pelo rompimento das ligações químicas. Como a ligação termoquímica desperdiça a maior parte da energia da molécula, a pequena quantidade que permanece limita o montante de informação que pode ser transferida como sinal.
Sabemos que os organismos vivos precisam receber e interpretar os sinais do ambiente para se manter vivos. Na verdade a sobrevivência está diretamente vinculada à eficiência da transferência de sinais. A velocidade dos sinais de energia eletromagnética é cerca de 300 KM por segundo, enquanto a velocidade dos elementos químicos difusíveis é menos que 1 centímetro por segundo. Os sinais de energia são 100 vezes mais eficientes e infinitamente mais rápidos que os sinais químicos físicos. Que tipo de sinal você acha que seu corpo, uma comunidade de trilhões de células, prefere? Faça os cálculos!
Acredito que a principal razão para as pesquisas sobre a energia serem tão ignoradas é monetária. A indústria farmacêutica de trilhões de dólares só investe em pesquisas de fórmulas mágicas na forma de produtos químicos porque comprimidos significam dinheiro. Se a energia de cura pudesse ser vendida em drágeas, as indústrias se interessariam rapidamente.
O que elas fazem é justamente o contrário. Pesquisam e identificam irregularidades na fisiologia e no comportamento baseadas em normas hipotéticas e informam ao público sobre o perigo que elas representam. Claro, a descrição simplificada dos sintomas utilizadas pelas indústrias de medicamentos para a divulgação ao público acaba convencendo as pessoas de que elas sofrem de uma doença específica. “Você tem estado muito preocupado? A preocupação é um sintoma primário de uma doença chamada distúrbio de ansiedade. Deixe de se preocupar. Peça para seu médico receitar “Dependencina, a nova pílula mágica!”
Patricia Jorge Alves
Terapeuta Homeopata



domingo, 26 de junho de 2011

A VIDA EM SI É O BASTANTE!


                                                                                                                                          
         
A vida em si é o bastante!
Ver as pessoas ao redor, é inspiração o suficiente, não para ir com elas, não para seguir seus caminhos, mas para encontrar uma pequena trilha, a sua própria trilha!
Mestres que passaram pela Terra, trilhando caminhos de Luz e Realização, realmente mostraram em suas experiências individuais, inspiram à todos.
Essa palavra inspiração é perigosa. Primeiro é inspiração depois se torna segmento, e depois se torna imitação, e você acaba sendo uma cópia carbono!
Cada indivíduo é único!
Milhões  tem tentado por milhares de anos! Milhões são cristãos, milhões são Hindus, Milhões são Budistas, Milhões são Muçulmanos. O que eles estão fazendo? A Inspiração de muitos Mestres, fazem milhões de pessoas seguirem seus passos. E eles não estão chegando a lugar algum. Eles não conseguem.
Você não é um Jesus Cristo ou Buda, e o rastro deles não se ajusta a você, nem os sapatos deles servem para você. Você terá que encontrar o tamanho exato de sapato que lhe sirva. Ele é belo, mas isso não significa que você tem que se tornar como ele. Significa que você está tão influenciado, tornando-se seu ideal em ser como “Eles”. Isso tem confundido toda a Humanidade.
Aprecie todo o Ser Singular, observe, aprenda em toda a fonte, “mas jamais siga a alguém” e nunca tente se tornar exatamente como alguma outra pessoa. Você somente pode ser você mesmo.
As pessoas que se tornaram uma inspiração para milhões de outras pessoas, “elas próprias nunca se inspiraram a ninguém”; “Mas Ninguém Observa Este Fato!”.

  Buda nunca se inspirou em alguém, e isto é o que fez dele uma grande fonte de inspiração. Sócrates não se inspirou em alguém, mas isso é o que o fez tão singular.
Todas essas pessoas, as quais você considera como fontes de inspiração, nunca foram inspiradas por outros. Isto é algo muito fundamental para ser compreendido. Sim, elas aprenderam; elas tentaram compreender todos os tipos de pessoas. Elas amaram pessoas singulares, mas nenhuma para ser seguida. Elas experimentaram ser elas mesmas.
Assim, por favor, não se inspire em mim; caso contrário você nunca se tornará uma fonte de inspiração. Você será apenas uma cópia carbono, você não terá a sua autêntica e original face. Você será um hipócrita: você dirá uma coisa e fará outra. Você mostrará a sua face em situações diferentes com máscaras diferentes, e aos poucos você se esquecerá qual é a sua face verdadeira; são tantas máscaras...

Permaneça você mesmo – porque esse homem  Buda encontrou porque permaneceu ele mesmo. E todos esses belos nomes – Lao Tzu, Chuang Tzu, Lieh Tzu, Bodhidharma, Nagarjuna, Pitágoras, Sócrates, Heráclito, Epicuro, entre outros – todos esses belos nomes, que têm sido uma grande inspiração para muitas pessoas, foram eles mesmos e nunca se inspiraram em alguém. Foi assim que eles protegeram as suas originalidades; foi assim que eles permaneceram eles mesmos.
Quando você vir um belo pôr do sol, desfrute a beleza dele; quando você vir um Buda, desfrute a beleza do homem, desfrute a autenticidade do homem, desfrute o silêncio, a verdade que o homem alcançou, mas nunca se torne um seguidor. Todos os seguidores estão perdidos. Para mim a singularidade dos indivíduos é a verdade maior.
Ame as pessoas quando encontrá-las florescendo em alguma dimensão verdadeira e autêntica. Mas lembre-se que elas estão florescendo por causa da autenticidade e originalidade delas; assim esteja atento para não cair na armadilha de segui-las. Seja você mesmo.
A famosa máxima de Sócrates é: 'conheça a si mesmo'. Mas ela deveria ser completada – ela não está completa. Antes de 'conheça a si mesmo', uma outra máxima é necessária, 'seja você mesmo'; caso contrário você pode conhecer apenas algum ator que você está fingindo ser. Conhecer a si mesmo vem em seguida; primeiro é ser você mesmo.
Os verdadeiros grandes mestres têm sido apenas amigos, uma mão que ajuda, dedos apontando para a lua; eles nunca criaram uma escravidão. Mas no momento em que eles morreram, eles deixaram um impacto tão grande ao seu redor que as pessoas espertas – os teólogos, os sacerdotes, os eruditos – começaram a pregar às pessoas, 'Sigam Buda.'
Agora o homem está morto e ele não pode negar coisa alguma... E essas pessoas começam a explorar o grande impacto que Buda deixou. Agora toda a Ásia, milhões de pessoas por vinte e cinco séculos têm seguido os passos de  Buda, mas nem um simples  Buda foi criado. Isso é prova bastante: dois mil anos e nem um simples Jesus novamente; três mil anos e nem um simples Moisés novamente.
A existência nunca repete.
A história se repete porque a história pertence ao inconsciente coletivo.
A existência nunca repete a si mesma. Ela é muito criativa e muito inventiva. E isso é bom; caso contrário, embora  Buda seja um belo homem, se houvesse milhares de  Buda por aí – se em qualquer lugar que você fosse, encontrasse um  Buda, em todos os restaurantes – você iria ficar realmente entediado e cansado. Isso iria destruir toda a beleza do homem. É bom que a existência nunca repita. Ela só cria um de cada tipo, assim ele sempre permanece raro.
Você também é um de um tipo. Você apenas tem que desabrochar, abrir suas pétalas e liberar a sua fragrância. "
Aprenda a observar, sentir sem copiar, identifique-se com seu Ser Interno, Seu Mestre Interno. Ele te guiará para o Verdadeiro Caminho. Perceba o que realmente significa a palavra “AMAR”.

Patricia Jorge Alves
Terapeuta Homeopata

quarta-feira, 18 de maio de 2011

A GRANDE VIRADA






A GRANDE VIRADA

Eu aceito a responsabilidade. É uma monumental virada na maneira pela qual abordamos o mundo e nossas experiências nele.
“Onde estou ou o que “sou” nessa situação?” O que está sendo refletido de volta para mim? De qual nível do meu “Eu” isso está vindo?
A grande virada é efetivamente aceitar que sua vida e os acontecimentos nela são criação sua e conseqüentemente procurar o significado deles, em vez de pedir ao Universo que prove o fato de você criar a realidade e assim poder ficar em cima do muro e aceitar ou rejeitar o que vier. Não se trata de buscar um significado filosófico ou cósmico, mas sim o que os acontecimentos dizem que você é, cria ou nega em sua vida. Você está querendo mudança? Faça essa troca e veja sua vida se transformar diante dos seus diversos “eus”.
No momento em que vamos acordar, é nossa mente inconsciente que está ativada. Se nesse momento você pensar em” que você quer ser” , se conectará imediatamente com o Universo de infinitas probabilidades, você não está pensando com a mente consciente , pois a mente consciente é o Ego, cheia de crenças, dogmas, inverdades; cheia de medo e dúvidas. Com certeza não haverá criação nenhuma mas repetição de acontecimentos muitas vezes doloridos.
Olhe em sua volta: os animais, as vegetações, os minerais, os rios, os oceanos estão vibrando no inconsciente; com isso não falta alimento em abundância, são prósperos na criação, com cores exuberantes, formas perfeitas tudo sendo regido pela sinfonia do Universo.
O Homem inconsciente de sua natureza , criou o Ego, criando valores distorcidos e com Poder destrutivo se achou dono da Criação Divina. Explorou com toda arrogância, prepotência a natureza. Destruindo tudo a sua volta. O Homem criou a doença. A Natureza está fazendo uma força imensa para se manter viva. O clima está distorcido, terremotos em lugares nunca visto. Vulcões, furacões, geleiras sendo derretidas, a placa tectônica rachando. Somos vítimas ou algós?
É essa realidade que o homem criou. A auto-destruição!
Voltar para sua natureza é voltar-se para si. Estamos em uma época de expurgo, transformação. Estamos conscientes de tudo o que ocorre em nossa volta? Somos verdadeiros com nossa natureza? O que vemos em nossa volta é evolução? Constantemente estamos criando adoecimentos que dificilmente sairemos ilesos.
A disciplina é uma ferramenta importantíssima para nossa evolução. Disciplina esta que envolve na alimentação, no comportamento e nas ações que tomamos frente aos desafios.
Tomar consciência de nós mesmos é o primeiro passo para nossa caminhada.
Tudo está baseado numa “Lei Divina”. Existem leis e princípios de acordo com os quais a doença, ou uma série de doenças, aparece numa pessoa. Também existem leis e princípios que regem uma cura. O objetivo principal e final de um ser humano é a felicidade contínua e incondicional.
O que é um ser humano?
Como é construído o ser humano?
Como funciona o ser humano no contexto de seu universo?
Quais são as leis e princípios que governam a função do ser humano tanto na saúde como na doença?
É somente através do entendimento das respostas a essas questões que poderemos obter a verdadeira cura, fazendo o restabelecimento e a harmonia consigo mesma e com o universo que o circunda. É necessário compreender suas respostas, a fim de poder reconhecer e apreciar uma verdadeira cura. Devemos reconhecer que o organismo humano não é uma entidade isolada, auto-suficiente. As leis que regem o universo físico não são separadas das leis que regem as funções dos organismos vivos. Dessa forma, devemos começar por compreender claramente o conjunto no qual o ser humano é encontrado, como é influenciado por ele, e por outro lado, como ele afeta esse conjunto. O organismo humano originalmente foi designado para funcionar harmoniosa e compativelmente com o meio ambiente. A intenção desse designo era obviamente estabelecer um equilíbrio dinâmico no qual ambos, tanto o indivíduo quanto o meio ambiente, fossem mutuamente beneficiados. Qualquer desequilíbrio leva inevitavelmente à destruição, que diminuei tanto o ser humano quanto o universo no qual ele vive. Como os seres humanos são dotados de consciência e percepção, eles tem uma grande responsabilidade, tanto em relação a si mesmos quanto em relação ao cosmos: “a de viverem de acordo com as Leis da Natureza”. O gênero humano, idealmente devia ter consciência e percepção suficientes para viver de acordo com a ordem do universo e colaborar com ela, sendo, dessa forma, livre para alcançar as mais altas possibilidades de evolução.
Ao invés disso, encontramos em meio “à desordem e à doença”. Numa era de avanço tecnológico sem precedentes, vemos a atmosfera, a água e a terra submetidas a danos nunca vistos. Socialmente, é fácil conjeturar de maneira pessimista que a moderna epidemia da competição, da violência e da guerra pode muito bem levar à verdadeira destruição do gênero humano. E, individualmente, ao invés de nos regozijarmos com um crescente grau de saúde de geração para geração, testemunhamos um declínio imenso e sem proporções da saúde.
Por que isso acontece? Podemos atribuir esse estado de degeneração a duas dinâmicas:
1)      Violações humanas das leis da natureza, resultando na contaminação do meio ambiente, gerando uma pressão crescente sobre a habilidade do indivíduo para funcionar.
2)      A humanidade está perdendo gradualmente a consciência interna que lhe possibilitaria uma percepção correta das leis da natureza que devem ser respeitadas.
Vemos que os seres humanos, tanto na coletividade como individualmente, estão ao mesmo tempo afetando e sendo afetados pelo meio ambiente; enquanto desviarmos cada vez mais das leis da natureza, estabeleceremos um ciclo vicioso que requer grande discernimento e energia para ser corrigido.
Para cada indivíduo nesta situação pode haver uma grande variedade de respostas possíveis às pressões externas. Algumas pessoas “parecem” não ser relativamente “afetadas” pelas perturbações internas ou externas, seus organismos estão num estado de relativo equilíbrio, que é mantido com um mínimo esforço. A maior parte das pessoas, por outro lado, experimenta graus de desequilíbrio que vão desde o ligeiro até o mais grave; estes são os indivíduos “enfermos” no sentido mais amplo do termo. A cada um a perturbação é manifestada individualmente e variável, podendo ser vista como um desequilíbrio da capacidade do organismo para enfrentar as influências internas e externas. Se levarmos em consideração o indivíduo como uma totalidade, é claro que as perturbações não se manifestam unicamente no nível físico da existência, como supõe a prática da “moderna medicina alopática”. Paremos para observar a nossa volta: as grandes empresas exigem demasiadamente de seus funcionários pela competição “no mercado”, criando um ambiente de trabalho, onde o funcionário é pressionado com grande intensidade produzindo graves adoecimentos. Exemplos: stress, irritabilidade, crises de fobia, etc. A sociedade cobrando valores desnecessários para uma “falsa felicidade”. Criando-se a corrida desenfreada para o “falso sucesso”. É o efeito Dominó! Um grande “adoecimento em massa!”. Somos esmagados por uma sociedade irreal. Nos embutem comidas, vestuários, música, dança, comportamentos goela abaixo! Quando saímos dessa rede de ilusão e adoecimentos somos taxados como “esquisitos”.
É um Mundo Matrix. A mídia coloca o que precisamos saber para continuarmos sendo dirigidos por um governo oculto. “Esse é o Progresso!” Será?
A humanidade está se auto destruindo!
Existe um aumento constante e alarmante de doenças degenerativas incapacitadoras. A medicina tradicional alopática é colocada constantemente a prova.
Cada organismo possui um mecanismo de defesa que está constantemente enfrentando estímulos “negativos”, tanto de fontes internas como de fontes externas. Este mecanismo de defesa é responsável pela manutenção de um estado de homeostase, isto é, um estado de equilíbrio entre os processos que tendem a perturbar o organismo e os processos que tendem a mantê-los em ordem. É vital compreender com precisão como estes mecanismos de defesa funcionam, pois qualquer dano significativo em seu funcionamento leva rapidamente ao desequilíbrio e, finalmente, à morte.
Todas as influências ambientais produzem estímulos de um determinado tipo. Esses estímulos são percebidos pelo organismo através dos receptores, nos níveis mental, emocional, físico e espiritual.
O centro da existência humana depende da habilidade do organismo em manter seu equilíbrio dinâmico com um mínimo de perturbação e um máximo de constância. O mecanismo de defesa está constantemente tentando criar esse equilíbrio, mas nem sempre é bem sucedido.
Se o mecanismo de defesa funcionasse sempre com perfeição, jamais haveria sofrimento, sintomas ou doenças. Quem controla esse sistema? Somos nós, o que pensamos, sentimos, agimos na vida diretamente impulsiona esse sistema; pois ele é mecânico, nós (nossa alma, nosso espírito) é que controlamos.
Portanto, muitas pessoas deixam esse mecanismo de defesa completamente sem funcionar. Pane no sistema!
Se os estímulos “externos ou internos” são mais forte do que a resistência natural do organismo, cria-se um estado de desequilíbrio manifestando-se em diferentes sinais e sintomas. Embora os efeitos sejam experimentados por todas as pessoas, em todos os níveis, mental, emocional, espiritual e físico; dependendo da predisposição individual de cada um. Esses sintomas ou grupos de sintomas são erroneamente chamados de “doenças”, quando na realidade, apresentam o resultado da “luta” dos mecanismos de defesa para contra-atacarem o estímulo morbífico.
A influência do universo além do sistema solar é muito menos compreendida, mas levando-se em consideração pesquisas recentes sobre o raio X, os raios cósmicos, os campos eletromagnéticos, não apenas a nível solar mas também a nível galáctico, podemos ter certeza de que seus efeitos estão sendo considerados importantes, tornando-se evidentes para todos. Os efeitos do sistema solar são profundos e bem conhecidos. O Sol, em si mesmo, é da maior importância. As manchas solares afetam o tempo, o campo eletromagnético da Terra e a ionização da atmosfera, influenciam a saúde de todos. A Lua, naturalmente, há muito é conhecida pelas influências capitais que exerce sobre a saúde; a sincronicidade entre o ciclo menstrual e as fases da Lua foi verificada diversas vezes. A história há muito registra o efeito das fases da Lua sobre os epilépticos e psicóticos. A esse respeito é interessante lembrar o fato de que a polícia e os grupos de emergência, são altamente reforçados durante a lua cheia devido ao comprovado aumento da violência e de acidentes durante essa fase.
A nação pode afetar as pessoas de maneira morbífica. Cada nação tem uma espécie de disposição de espírito pela qual o indivíduo é apanhado. Os americanos por exemplo, são em geral muito “materialisticamente ambiciosos”, desejosos de realizar e adquirir muito mais do que é necessário para sua felicidade. Essa constante pressão mina, com o passar do tempo, seu sistema nervoso, e assim, por volta dos cinqüenta e cinco anos ou sessenta, são levados na maioria a procurar uma instituição de repouso.
Outro exemplo são os países com petróleo em seu interior. Se observarmos a explosão de comportamentos e atitudes desde pequenos criando uma patogenesia generalisada.
Nas nações onde a contensão de emoções é bastante rígida há muitos casos de suicídio, metástase de câncer e problemas relacionados ao emocional e mental, pois a implosão interna é abrupta.
A quantidade de química que inalamos e introduzimos em nosso corpo é uma quantidade alarmante produzindo um forte desequilíbrio celular trazendo à tona graves conseqüências para os seres vivos, mas a ganância faz com que coloquemos vendas e desculpas esfarrapadas são colocadas ao povo. Com isso, desencadeia uma quantidade de medicamentos muitas vezes sem a experimentação adequada com conseqüências mórbidas gerando “novas doenças”. E assim, cria-se “novas doenças” e “novos medicamentos” são colocados no mercado criando sucessivas doenças. (efeito dominó).
Uma conclusão crucial e profunda a ser tirada desses exemplos é a de que o ser humano é um todo e vivemos numa rede de filamentos energéticos conectados uns com os outros, e não fragmentadas em partes independentes. A medicina em geral acumulou uma grande quantidade de informação sobre anatomia, fisiologia, patologia, psicologia, psiquiatria, bioquímica, biologia molecular, biofísica e assim por diante. E cada um desses ramos existem fragmentações que subdividem ainda mais  os seres humanos em partes minúsculas. Médicos ortopedistas por exemplo, se ramificam em especialização em membros inferiores, membros superiores, coluna, mãos, pés, etc. Não podemos negar a matéria revelada através desses laboriosos estudos tem sido esclarecedora, mas não podemos somente verificar as partes do ser humano. O ser humano funciona em sua totalidade, não apenas no nível molecular, ou no nível dos órgãos, nem somente no nível psicológico. A moderna terapêutica tem uma visão fragmentada do ser humano e da verdadeira doença, ou seja o porque produzimos um desequilíbrio em algum órgão? O que realmente estamos produzindo? Se o fígado estiver afetado, receita-se alguma coisa para o fígado; se o nariz estiver escorrendo, indica-se algum remédio para o nariz. O conhecimento é casual ao invés de ser baseado em leis sistematicamente verificadas e em princípio derivados da observação dos seres humanos.
Se observarmos um homem saudável, podemos discernir facilmente que ele é um organismo inteiro agindo o tempo todo, tanto consciente como inconsciente. A ação tanto pode ser ativa como passiva, e a natureza exata da ação é uma expressão de individualidade.
Aprenda com sua natureza a “Ser Você Mesmo”. Crie sua realidade, dê sua “Grande
Virada”.

Patrícia Jorge Alves
Terapeuta Homeopata






sexta-feira, 15 de abril de 2011

MENTE NATURAL




                                                            

       


“O mundo entrou em uma grave crise espiritual. A Guerra do Terror.
Aquecimento Global. Descontentamento social. Os sinais estão em toda parte. É muito tarde para se estabelecer alguma coisa. Ilusões se desfazem. Mas, se não houver desilusão da massa, não pode haver um despertar genuíno da massa. E essa é a única solução para a Crise Global.

Embora muitas pessoas pratiquem ou estão familiarizadas com algum tipo de meditação, freqüentemente um tipo de visualização dirigida, poucas pessoas, estão realmente familiarizadas com a prática de meditação cujo propósito exclusivo é o de apresentá-lo a mente natural. Sem conhecer a mente natural -a natureza universal da sua mente ou de qualquer outra pessoa - as outras formas de meditação podem nada ser além de um tipo de escapismo.
Especialmente para aqueles de nós que aderiram às virtudes e valores de voltar ao tempo natural é absolutamente necessário equilibrar nosso conhecimento com a experiência direta da mente natural.
E o que é a mente natural? É o estado comum da mente quando está
totalmente relaxada e não pensando em nada. Tal definição é tão simples, que faz muitas pessoas apenas darem de ombros, como o que acontece quando você lhes fala pela primeira vez sobre o Calendário de Treze Luas. Para a maioria das pessoas a atitude para com a mente é que a natureza detesta o vazio, como com a televisão que não pode tolerar o "espaço morto", mas deve seguir imediatamente de comercial em comercial para espetáculo principal e daí para o comercial com um escasso espaço entre as seqüências, assim é o processo de pensamento da mente. Tão logo um pensamento ou uma cadeia deles se completa outro já está lá, para continuar a manter ocupado o fluxo da mente. Para a maioria das pessoas, se é que já pensaram sobre isto, esta simplesmente é a natureza da mente - e não há nada que você pode fazer sobre isto. Se um pensamento não estiver acontecendo, um será criado. Mas, como na televisão, há uma solução. Você pode desligar a mente.
Isso é fácil para a televisão, mas não para a mente. Mas a menos que você
desligue sua mente - quer dizer, o fluxo incessante de pensamentos
incontroláveis - você não pode experimentar a mente natural. E sem
experimentar a mente natural, acredite ou não, você não pode saber quem
você é realmente. O problema de não conhecer a mente natural e, conseqüentemente, de não conhecer seu verdadeiro eu tem estado conosco
pelo menos desde o começo da civilização babilônica. Poderia ser dito que os aborígines, como os pássaros e os castores, os ursos e as abelhas, todos têm experiências não qualificadas da mente natural como o fluxo comum de suas existências. Apenas olhe para um iguana, um jacaré, um cervo ou uma tartaruga - só olhe quanto tempo eles podem manter uma postura, sem piscar, respirando sempre tão ligeiramente. Eles estão no estado meditativo inato da mente natural.
Quando o Buda teve a intenção de investigar a natureza da realidade
diretamente, deixando lar, família e a caprichosa vida palaciana para fazê-lo, ele terminou sete anos depois tendo uma experiência prolongada da mente natural. Esta experiência da mente natural era tão completa que foi chamada de "iluminação", o despertar à verdadeira natureza da realidade.
Essencialmente o que ele ensinou era que não conhecendo a mente natural
original, os humanos vagam obcecados pelos seus pensamentos e percepções condicionadas e fixas da realidade, e isto só é a causa final da sua infelicidade e sofrimento.
Os ensinamentos de Buda foram elaborados com o passar do tempo, dando
origem a muitas escolas de pensamento. Mas o que ele essencialmente ensinou e praticou foi uma disciplina para entrar em contato direto com a mente natural. Há muitas escolas budistas como: Zen, Vipassana (tradição
Theravadin) ou Dzogchen (tradição Tibetana); ou Raja Ioga na tradição hindu que mantiveram esta técnica essencial viva. Existem inclusive práticas até mesmo nas tradições Sufi ou Nativa Americana/Tolteca que têm algo da técnica de perceber a mente natural. Mas com Zen ou Dzogchen, como em qualquer tradição, há um estilo de vida e um "idioma" já aperfeiçoado ou jargão que são utilizados. Isto tem o efeito de fazer a meditação parecer especializada ou de elite. Tantas pessoas pensam, "Isto só pode ser feito pelos monges e freiras. Eu nunca poderia fazer isso". Mas quando o Buda ensinou isto pela primeira vez, era só a prática natural de experimentar sua própria mente diretamente - e de conhecer a natureza da mente universal. Não usou jargão algum para falar sobre isto. Tudo isso veio depois.
À conclusão do ciclo, com todo o respeito a Zen, Theravadin, Budismo Tibetano e Raja Ioga, é importante apresentar a técnica para conhecer a mente natural como uma ferramenta comum, mas absolutamente indispensável para nossa sobrevivência e para fazer nosso próximo salto evolutivo. Como ferramenta comum é igualmente importante que seja disponibilizada para todo o mundo no planeta e não como parte de qualquer tradição específica. Ao mesmo tempo, como uma ferramenta comum, é também sagrada, ou melhor, uma ferramenta para nos reaproximar da natureza sagrada da mente original.
A natureza sagrada da mente vem do fato que a mente é natural e
intrinsecamente um estado de paz. E esta paz é sagrada porque é a realidade não dividida, e, portanto, sem conflito ou guerra em si mesma. Quando se experimenta a natureza sagrada, não dividida da mente original, então, através de suas percepções, o mundo é reinvestido do valor sagrado. Sem esta ferramenta e sua prática ou disciplina você não saberá quem você é. Use-a e você será um humano melhor, um muçulmano melhor, um judeu melhor, um cristão melhor, um tolteca melhor, e certamente, um adepto melhor do Calendário de Treze Luas e do tempo natural.
VEJA A PARTIR DAQUI COMO FAZER A
PRÁTICA DIÁRIA DA MEDITAÇÃO PARA
PARAR A MENTE E ENTRAR EM CONTATO
COM A MENTE NATURAL.
III. Prática Natural para Despertar a Mente Natural no Tempo Natural
A prática para despertar a mente natural é extraordinariamente simples. É a
forma e experiência mais humana que você pode ter. É também o repositório da dignidade natural. E qualquer um pode fazer isto. Você apenas tem que se sentar e ficar quieto. O modo natural é sentar no chão, sobre uma almofada que seja firme, manter o tronco ereto, e isso permite sentar com as pernas cruzadas. No chão, em uma almofada assim é preferível e mais natural. Mas se isso não for possível devido a sua saúde ou condição física, então sente-se em uma cadeira com os pés firmemente colocados no chão, tronco ereto, sem se apoiar na parte de trás da cadeira.
Manter ereta a coluna já é despertar e ficar desperto. O queixo fica ligeiramente abaixado e os olhos estão entreabertos, olhando para baixo, em direção a ponta do nariz e para o chão. Os olhos estão abertos para evitar dormir ou ir para os reinos da fantasia, que acontece muito facilmente com os olhos fechados. O ponto é não escapar da realidade, mas ver e experimentar a mente natural sem agir sobre ela. As mãos estão pousadas confortavelmente nos joelhos, palmas para baixo. Esta é a postura natural do ser humano alerta.
Verifique sua postura enquanto você senta. Você quer que a coluna esteja
ereta, sustentando-o. A capacidade de fazer isto é o que distingue virtualmente o humano de qualquer outro animal. Não se acorcunde!
Agora, nesta posição, você não tem nada a fazer senão observar sua
respiração. Respire normalmente. Você se tornará imediatamente consciente de seus pensamentos. Conforme você se dá conta de seus pensamentos - não importa a natureza ou conteúdo do pensamento - só rotule-o "pensamento", ao expirar, dissolva-o. Naquele momento específico, antes de expirar e apenas o pensamento é dissolvido, jaz o "espaço" entre os pensamentos. É com este espaço que você vai querer familiarizar-se e cultivar. É a semente da mente natural e a chave para o seu verdadeiro eu.
Tente fazer isto por meia hora, 45 minutos, ou até mesmo uma hora. Você tem que perceber que só mantendo esta postura, não importa o que está
acontecendo em sua mente, você é paz. Você está resistindo a impulsos não
examinados de pensamentos para fazer coisas enquanto permanece em uma
posição que é completamente não agressiva. Imagine todo o mundo no planeta fazendo isto durante uma hora cada manhã antes de começar seu dia. O mundo não estaria então em paz? Não pode ser enfatizado o suficiente a importância de manter esta postura. É 99% da prática para experimentar sua mente natural, porque realmente é o único modo no qual você será capaz de experimentar sua mente natural - e nada mais. E se você não sabe o que a mente natural é, realmente não pode dizer que está no tempo natural...”
Valum Votan – Calendário Maia

Patricia Jorge Alves
Terapeuta Homeopata

INSTITUTO CULTURAL IMHOTEP