sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

O QUE É O AMOR?......


                                                                


O Que é orar? Pensamos que orar é pedir alguma coisa, exigir, reclamar. Você tem desejos e Deus pode ajudá-lo a satisfazê-los. Você vai a porta de Deus para pedir alguma coisa, você vai como um mendigo. Para você, orar é mendigar. Mas orar jamais pode ser mendigar: a “prece só pode ser um agradecimento”, uma “gratidão”. E estas coisas são totalmente diferentes: quando você vai mendigar, sua prece não é um fim, é simplesmente o meio. A prece não é significativa, porque você está orando para obter alguma coisa. Essa alguma coisa é significativa, não a oração. E, muitas vezes você vai orar, e seus desejos não são realizados da “maneira que quer”. Então você deixa de orar, e dirá: “Inútil!”. Pois para você a oração é um meio.
A oração jamais pode ser um meio, exatamente como o amor, jamais pode ser um meio. O amor é o fim: você ama, não por alguma coisa, outra coisa; o amor em si tem um valor intrínseco.Você simplesmente ama. É tamanha benção! Não há nada além, não há nenhum resultado a ser divisado através daquilo. Não se trata de um meio para algum fim, o amor é o fim. E prece é amor, você simplesmente vai e desfruta não pedindo, não mendigando.
A própria prece, intrinsecamente, é tão bela! Você se sente elevado e feliz, que você simplesmente vai e dá graças ao Divino, pois “ele” permitiu-lhe ser, “ele” permitiu-lhe respirar, “ele” permitiu –lhe ver. Que Cores!.... “ele” permitiu-lhe ouvir, “ele” permitiu ser “Consciente” (Estar atento ao “SER” e não ao “TER”- as pessoas estão ligadas ao TER, por isso não sabem receber).
A vida é um presente. Você pode achar que está merecendo de algum modo? Se você não estivesse aqui, você poderia dizer que alguma “injustiça” tinha sido feita a você? Não! Tudo o que você conseguiu é um presente, existe à partir do amor.
“Suas ações passadas são refletidas no seu presente”. Mas se está refletindo algo que não goste aprenda a “perdoar” . Não esse “perdão” falso que as pessoas “dizem que fazem”.... O Perdão é sublime está ligado intimamente no amor divino.

Que é Deus?
Deus é a Inteligência Suprema, causa primária de todas as coisas. (Allan Kardec)
O Universo é Dual. Masculino, Feminino. Deus é uma energia Inteligente  e Suprema ....
A palavra “Deus” para mim, se torna “pequena” diante da imensidão de tudo. Em tudo, em Todos. Não só nesta galáxia onde moramos ....mas em Tudo. “Deus” é amor. Quando você compreende isso, uma qualidade nasce em você: a qualidade de ser grato. Você simplesmente sente gratidão. Gratidão é prece. A prece é o clímax de sua felicidade, ela não pode se tornar um meio de algum outro fim.
O que é seu amor? Porque, através do amor, você pode compreender o que acontece na prece. Você ama uma pessoa realmente? Você ama, ou há algo mais ali? Quando você ama uma pessoa, você realmente a ama? Você dá a partir do seu coração, ou você explora o outro em nome do amor?
Você usa o outro em nome do amor. Pode ser sexual,pode ser algum outro uso, “mas você usa o outro”. Usa o “amor” como base de troca. Eu amo você, pois você me dá isso ou aquilo!
Isso é exploração. Você chama de amor? Quando um não compreende o outro. Acabou o amor?
Se o outro o aprecia, se uma bela mulher o admira e você sente, que você é um homem. Mas se ela não o aprecia, não o admira, o amor desaparece. Se um belo homem,um homem forte, a admira como uma bela mulher, você se sente gratificada porque o “ego” fica preenchido!
Você chama de amor? E se isso cria um inferno, não há porque se surpreender: tem de criar o inferno, porque o amor é simplesmente o nome e, sob o nome, alguma outra coisa está escondida. O amor jamais cria o inferno, o amor é a própria qualidade do “Céu”.
Mas olhe para os amantes: eles não parecem estar felizes, somente no começo, quando ainda estão planejando, sem saber, inconscientemente, jogando a rede para fisgar o outro; mas a poesia, o romance e toda a insensatez existem simplesmente para fisgar o outro. Uma vez que o peixe seja fisgado, então, eles ficam infelizes, sentem-se como se estivessem numa prisão. O ego de cada um se torna uma prisão, e ambos tentam dominar e possuir o outro.
Esse amor se torna condenação. S seu amor está errado, sua prece não pode estar certa, porque prece significa amor ao todo, e se você tem sido um fracasso no amor com um ser humano comum, como poderá ser bem sucedido no seu amor com o divino?
Se você olhar a todos sem distinção de “poder”; ou seja, ver as pessoas como são com seus erros e acertos e Ver “Deus” dentro de cada uma delas e “respeitar” a cada um em seu momento, poderá começar a amar de verdade.
A dimensão é maior, mas a chave permanece a mesma. Aceitação! De quem você realmente é!Não do que você desempenha na Terra. São outros valores. O amor é um fim em si mesmo e não há nenhum ego envolvido nisso. Quando você está sem “ego” há amor. Onde está o amor? Você dá amor, sem pedir retorno. Dar é ser Amor, mas quando não houver barganha.
Você já observou o que acontece em seu íntimo quando você dá algo a um mendigo?Surge da bondade ou do ego? Se você está sozinho na rua e chega um mendigo você diz: Vá embora! Ou nem olha. Porque não há ninguém vendo o que você está fazendo ao mendigo, e seu ego não é ferido de modo algum. Mas se você está andando com alguém, com certeza o ego precisa se mostrar bom “caridoso” aí, você olha e dá!
A bondade dá por uma razão diferente: você sente a miséria do outro(da alma). Sente a responsabilidade. Porque o “todo” é responsável pelas partes. E se você dá a esse mendigo, você não irá querer que ele o agradeça. Ao contrário, você é que deve ficar agradecido. Isso é bondade. Não tenha dó! Mas misericórdia. Faça sua parte, mude e resplandeça em amor... Mudança é a chave!
A sociedade continua e você tem muito investimento na sociedade que “Cria Mendicância”. E você sabe que faz parte desse sistema estabelecido no qual existem pessoas pobres, porque o rico não pode existir sem o pobre. E você sabe bem que tem ambições de se tornar rico “poder”. Inconscientemente você sente culpa, sente o pecado(que o ego criou). Você não sabe o que está dando! Isso é profundo. Criamos uma sociedade de culpa, medo, condenação, ambição, fracasso, angústia, perda.... esse é o alimento diário de nosso espírito. Achamos que vivemos numa realidade. Que tudo isso é real. O “Ego” nos mostra! Criamos o sofrimento, o amor egoísta, a mendicância. Realmente sabemos amar. A felicidade que conhecemos está no “TER” e não no “SER”. Podemos nos considerar mendigos....
O Que amamos? Quem amamos? O que é o Amor?......
Patricia Jorge Alves
Terapeuta Homeopata


                                                             

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

MACROCOSMO


                                                       


Não limitemos a Ciência ao quadro do seu saber, indaguemos ao mais alto nível de compreensão. Interroguemos a nós mesmos o porque estamos neste planeta e que força nos conduzimos até aqui. Depois que nos libertarmos nosso pensamento da ação do peso, a fim de nos emanciparmos da servidão que nos liga à Terra, seguiremos com os olhos bem abertos para o novo.
Iniciamos com a afirmativa: Matéria e Energia, constitui o Universo Animado.
Cada período terrestre , de aproximadamente vinte e cinco mil e alguns centos de anos,  determinado pelo fenômeno astronômico conhecido sob o nome de precessão dos equinócios, cataclismas são acometidos com grande intensidade. Mudanças de inclinações do eixos dos pólos, deslocando às águas, que em razão de sua fluidez, tendem naturalmente a correr para o lado onde são mais atraídas, como o prova o fenômeno das marés.Blocos de gelos despedaçando não sendo mais sustentadas pelas águas, surgindo novas terras, novos continentes.
Fazendo um paralelo com a mudança natural terrestre, observemos e nossa anatomia e fisiologia.
A teoria atômica, como a dos equivalentes químicos, encontradas nas transformações de corpos entre si, nos induz a considerar a matéria como sendo um composto de elementos extremamente sutis, agrupados uns com os outros, de diferentes modos; dando o nome de moléculas a estes elementos. Estas moléculas, compõem-se de aglomerações de outros elementos “indivisíveis”, estes elementos são os átomos.
O que é a matéria? “É uma coisa que podemos ver e tocar, coisa formada de partes elementares, que, consideradas como matéria não existem absolutamente”, suponho que muitas pessoas ficariam surpreendidas ouvindo tal definição. Sendo sustentado por personagens eminentes, os partidários do átomo inextensível. Que seria o átomo então? Uma ficção matemática? Os elementos da matéria.
Em virtude da grande lei da conservação da matéria, que Lavoisier definitivamente estabeleceu, apesar de seus movimentos e migrações perpétuas, o átomo não varia nem se destrói: é indestrutível e invariável, constituindo apenas um elemento fluídico, cíclico, giratório do fluido universal de que a matéria é formada.
A energia animal dos átomos, de um movimento tão rápido, que a imaginação não pode fazer uma idéia dele, é o agente real que fixa a molécula, sendo por sua vez energia condensada. A idéia da impenetrabilidade da matéria dos corpos é absolutamente falsa. O volume das moléculas pode ser, quando muito, avaliado por milionésimos de milímetros, e mesmo, levando em conta o espaço considerável que as separa, é ainda por trilhões, quintilhões, sextilhões que devemos contá-las em um milímetro cúbico. Elas estão em um estado contínuo de agitação, de projeção, de choques violentos, de atração, de repulsões energéticas, das quais é sem dúvida um pálido reflexo o movimento browniano das partículas microscópicas.
Cada molécula, formada por uma multidão de átomos- turbilhões, é hoje considerada por alguns sábios do modo pelo qual ela foi antigamente por iniciados da Índia e do Egito, como um sistema planetário, com todas as complicações de movimento e de vida, dirigida segundo os pandits da Índia atual, por inteligências elementares inferiores. Os corpos, que são aglomerações de moléculas, seriam assim os análogos das vias – lácteas e das nebulosas resolúveis.
Para compreender a essência da vida, não é inútil fazer o exame comparado do Universo e do Homem. Do Macrocosmo e do Microcosmo. E depois só podemos ter concepções claras das coisas, elevando nossa alma acima das coisas ordinárias do pensamento, de onde nascem, quase sempre os preconceitos, as idéias errôneas, as ilusões a respeito do que nos cerca. A libertação do nosso espírito do quadro estreito da vida cotidiana,cujas ele tende a amoldar-se.
Considerando o macrocosmo na imensidade, veremos que a comparação da molécula com a nebulosa é racional. Ignoramos as leis dos movimentos moleculares, e se estamos mais familiarizados com as que governam os planetas do nosso sistema, desconhecemos as leis dos movimentos estelares. Os movimentos da molécula, como concebemos, sejam comparáveis ao das estrelas e seus planetas, subentendendo-se que as proporções do tempo de evolução da molécula devem ser reduzidas às do espaço em que ela evolui. Não percebemos os movimentos das moléculas, com uma velocidade aproximadamente de 30 quilômetros por  segundo, teríamos uma vida “curta” como o mais rápido pensamento, com ocupações relativamente numerosas e longas, senão fúteis.
Laplace, como o prova este trecho da sua Exposição do Sistema do Mundo:

“Uma de suas propriedades notáveis, a da atração – escreve ele –, é que se as dimensões de todos os corpos do Universo, suas distâncias mútuas e velocidades crescessem ou decrescessem proporcionalmente, descreveriam curvas inteiramente semelhantes às que descrevem, de modo que o Universo ofereceria sempre a mesma aparência aos seus observadores. Estas aparências são, por conseguinte, independentes do movimento absoluto que possa haver no espaço. A simplicidade das leis da Natureza não nos permite, pois, observar e conhecer senão as relações.”

Considerando os cometas, esses gigantes dos campos celestes, que nada mais são além de “matéria cósmica”, que se busca e se acumula para, mais tarde,em um ponto do infinito, formar um novo mundo solar. Nesse estado, a energia, tomando a forma  de átomos, para se confederar em moléculas, ainda não saiu completamente do estado potencial; mas, basta que um ponto se materialize, e todas as moléculas novas irão agitar-se sobre este ponto; e a energia, encontrando-se sob sua “nova forma”; a matéria passará ao estado dinâmico. Chuvas de moléculas se multiplicarão; os pontos de energia materializarão uns sobre os outros, desenvolvendo uma quantidade de calor, a ponto de se tornarem volátil. E assim se formam os sóis que giram nos céus.Destes sóis em fusão, escapam as massas anulares voláteis, que esfriam no espaço onde vão se perder. Perder não é o termo, porque elas são retidas pela atração ou segundo Newton “quam ego attractionem appello”(o que denomino atração),pela atração do seu sol, cujos planetas ficam sendo.Eis o que nos dirão as estrelas.

É assim “que a gravidade, por um vasto e lento processo de cristalização, cujo progresso nas profundezas do espaço o astrônomo contempla com emoção, devia condensar, pouco a pouco, a matéria então prodigiosamente dilatada e confeccioná-la em sistemas estelares, solares e planetários”. (E. Jouffret.)



“O Sol, fazendo viver, pela ação benéfica de sua luz e calor, os animais e as plantas que enchem a Terra, deve analogamente produzir efeitos semelhantes sobre os outros planetas; porque não é natural pensar-se que a matéria, cuja atividade vemos desenvolver-se de tantos modos, seja estéril sobre um planeta tão grande como Júpiter, que tem, como o globo terrestre, seus dias, noites e anos, e sobre o qual os observadores notam mudanças que indicam forças muito ativas. Entretanto, seria dar demasiada extensão à analogia, concluir por isso a semelhança entre os habitantes dos planetas e os habitantes da Terra. O homem, feito para a temperatura de que goza e para o elemento que respira, não poderia, segundo toda a aparência, viver em outros planetas. Mas, não existirá neles uma infinidade de organizações relativas às diversas constituições dos globos do Universo? Se a única diferença dos elementos e dos climas põe tanta variedade nas produções terrestres, quanto mais devem diferir as dos diversos planetas e seus satélites? A imaginação mais ativa não pode fazer uma idéia delas; mas a sua existência é muito verossímil.” (Laplace, Essai sur les Probabilités.)


Depois que a Ciência nos fez assistir à formação dos sistemas, à gênese dos mundos, seja-nos permitido perguntar-lhe para que todo esse movimento, toda essa agitação! Dou ainda a palavra aos mais autorizados na questão. Diz E. Jouffret:


Segundo um cálculo de Helmholtz, o sistema solar não possui mais que 454ª parte da energia transformável, que ele possuía no estado de nebulosa. Embora esse resíduo constitua ainda provisão, cuja enormidade nos confunde o entendimento, ela será um dia consumida também. Mais tarde, a transformação terá lugar no Universo inteiro e, por fim, estabelecer-se-á um equilíbrio geral de temperatura, como de pressão.
A energia não será mais, suscetível de transformação. Não será mais o nada, nem será a imobilidade a mesma soma de energia subsistirá, sempre, sob a forma de movimentos atômicos; mas será a ausência de todo o movimento sensível, de toda a diferença e de toda a tendência, isto é, a morte absoluta.
Tal é, admitida a permanência das leis que regem hoje a Natureza e, segundo o raciocínio, o estado a que há de chegar o Universo...
Laplace, enganado pelo cálculo, não suspeitou esse desmoronamento final.

O homem aí está, no meio do espaço sem limites, quer em largura, quer em profundeza ou em todas as direções. Quando o compreende, se resigna a ser uma célula do Grande Ser! Pode ele limitado conceber o que não tem limites. Há milhares de anos, estrelas que não parecem mudar de lugar. Instrumentos inventados pelo homem permitem calcular; por exemplo, as estrelas chamadas fixas se afastam ou se aproximam, com a velocidade de 20, 30, 35 e mais quilômetros por segundo. Dez, vinte, trinta vezes mais rápida que uma bala ao sair do cano de um revólver.

Não entra no plano deste estudo fazer o histórico das diversas teorias emitidas a respeito dos fenômenos que presidem à conservação das funções da matéria organizada, isto é, à vida. Suponho que as doutrinas físico-químicas, animista, vitalista ou stahlista, etc., são conhecidas. Recordemos que, de uma parte, uns não queriam ver na vida senão um conjunto particular de fenômenos regidos pelas leis da Física e da Química, ao passo que outros, os animistas, consideravam-na como a manifestação onipotente da alma (Stahl) ou de um arqueu inferior (Basile Valentin, Van Helmont, etc.). Esta coisa imaterial, segundo os animistas, é o grande deus ex machina da vida; é ela que fiscaliza o bom funcionamento das células, preside às secreções e regula, em uma palavra, todos os atos da vida orgânica, a inteligência ou parte intelectual da alma, conservando-se acima do todo.
 Se admitirmos a existência autônoma da energia “como ser real, elemento constitutivo do Universo”? Assim não penso; a energia coexiste ao lado da matéria, admita-se. Como a matéria, que, do estado cósmico ou radiante (W. Crookes) passa às formas gasosa, líquida, sólida e às suas combinações infinitas, a energia torna-se luz, movimento, calor, magnetismo, eletricidade, conforme o modo pelo qual opera sobre a matéria ou une-se a ela. Associada à substância organizada, a energia se transformaria em vida, em inteligência, etc. E do mesmo modo que a matéria em movimento tende ao repouso, em conseqüência do que se chama em mecânica a degradação da energia, e perde sua energia dinâmica, do mesmo modo a matéria organizada e viva, sob a influência de uma lei análoga à da degradação, perderia, por sua vez, a energia dinâmica, isto é, vital, como o elemento motor do qual acabamos de falar, voltaria ao grande reservatório comum da energia potencial para onde, tendem, “no fim dos tempos”, todas as forças do Universo: seria sempre o aniquilamento imediato para a consciência; seria, como se diz ainda – sem saber exatamente porquê – o regresso ao Inconsciente.

         “Eis a doutrina interior que Fot (Buda), no seu leito de morte, revelou pessoalmente a seus discípulos:

“Todas estas opiniões teológicas – disse ele – não passam de quimeras; todas estas narrativas da Natureza dos deuses, de seus atos, de suas vidas, são apenas alegorias, emblemas mitológicos, sob os quais se escondem idéias engenhosas de moral e o conhecimento das operações da Natureza, no jogo dos elementos e na marcha dos astros”.


“A verdade é que tudo se reduz ao nada; que tudo é ilusão, aparência, sonho; que a metempsicose moral não é mais que o sentido figurado da metempsicose física, desse movimento sucessivo, pelo qual os elementos de um mesmo corpo, que não perecem, passam, quando ele se dissolve, para outros meios e formam outras combinações. A alma não é mais que o princípio vital, resultante das propriedades da matéria (isto foi escrito em 1820, 7ª edição) e do jogo de elementos existentes no corpo, onde elas criam um movimento espontâneo. Supor que este produto do jogo dos órgãos, nascido com eles, adormecido com eles, subsiste quando os órgãos não mais existem, é um romance talvez agradável, mas realmente quimérico, fruto de imaginação iludida. O próprio Deus não é senão o princípio motor, a força oculta espalhada nos seres, a soma de suas leis e propriedades, o princípio animador, em outras palavras, a alma do Universo, a qual, em razão da infinita variedade de suas relações e operações, considerada ora como simples e ora como múltipla, agora como ativa e logo como passiva, apresentou sempre ao espírito humano um enigma insolúvel. Tudo quanto ele pode compreender de mais claro, nisto, é que a matéria não perece nunca; que ela possui essencialmente propriedades pelas quais o mundo é regido como um ser vivo e organizado; que o conhecimento dessas leis, em relação ao homem, é o que constitui a sabedoria; que a virtude e o mérito residem na observância delas, e o mal, o pecado, o vício, em sua ignorância e infração; que a felicidade e a infelicidade resultam delas, pela mesma necessidade que faz as coisas pesadas descerem e as coisas leves subirem, e por uma fatalidade de causas e de efeitos cuja cadeia vai do último átomo até aos mais elevados astros. Eis o que foi revelado no leito de morte pelo nosso Buda-Sidarta Guatama.”

                                    Patricia Jorge Alves
                                  Terapeuta Homeopata

             

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

O QUE CONHECEMOS?


                                                                                              


Todo conhecimento finito e todo entendimento da criatura são relativos. A informação e os ensinamentos, ainda que colhidos de fontes elevadas, são apenas relativamente completos: precisos apenas em relação ao local e verdadeiros para a pessoa.
Os fatos físicos são suficientemente uniformes, mas a verdade é um fator vivo e flexível na filosofia do universo. As personalidades em evolução são apenas parcialmente sábias e relativamente verazes, nas suas comunicações. Podem estar certas apenas dentro dos limites da sua experiência pessoal. Aquilo que, pela aparência, pode ser totalmente
verdadeiro em um lugar, pode ser apenas relativamente verdadeiro em outro segmento da criação.
A verdade divina, a verdade final, é uniforme e universal, mas a história das coisas espirituais, como é contada por inúmeros indivíduos, procedentes de várias esferas, pode, algumas vezes, variar quanto aos detalhes, devido a essa relatividade na totalização do conhecimento e na abrangência da experiência pessoal, bem como na duração e no alcance dessa experiência. Conquanto as leis e os decretos, os pensamentos e as atitudes da Primeira Fonte e Centro sejam eterna, infinita e universalmente verdadeiros, ao mesmo tempo, a sua aplicação e os ajustamentos que
recebem, em cada universo, sistema, mundo, e inteligência criada, estão de acordo com os planos e a técnica dos Filhos Criadores, quando atuam e funcionam nos seus universos respectivos, tanto quanto em harmonia com os planos locais e os procedimentos do Espírito Infinito e de todas as outras personalidades celestes coligadas.
A falsa ciência do materialismo sentenciaria o homem mortal a reduzir-se a um marginal no universo. Tal conhecimento parcial é potencialmente um mal; é conhecimento que se compõe, tanto do bem, quanto do mal. A verdade é bela, porque é tanto completa quanto simétrica. Quando o homem busca a verdade, ele está buscando o
divinamente real.
Os filósofos cometem o seu mais grave erro quando são conduzidos à falácia da abstração e à prática de focalizar a sua atenção em um aspecto da realidade e de proclamar, então, um tal aspecto isolado como sendo a verdade inteira. O filósofo sábio irá sempre recorrer ao projeto da criação que está por trás e que é preexistente a todos os
fenômenos universais. O pensamento criador, invariavelmente, precede à ação criadora.
A autoconsciência intelectual pode descobrir a beleza da verdade e a sua qualidade espiritual,  não apenas pela consistência filosófica dos seus conceitos, mas, ainda mais certa e seguramente, pela resposta inequívoca do sempre presente Espírito da Verdade. A felicidade vem como conseqüência do reconhecimento da verdade, porque esta pode ser factual, pode ser vivenciada. O desapontamento e a tristeza advêm após o erro, porque, não sendo este uma realidade, não pode ser factualizado pela experiência. A verdade divina é mais conhecida pelo seu aroma espiritual.
Patricia Jorge Alves
Terapeuta Homeopata


segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

PROJEÇÃO


                                                         


Nós acreditamos que constituímos um ser (com ‘s’ minúsculo) que é a nossa verdadeira identidade e esse ser é autônomo com relação ao nosso Ser real e com relação a Deus. Esse é o começo de todos os problemas no mundo: acreditarmos que somos indivíduos separados de Deus. Uma vez que acreditamos que cometemos esse pecado, ou uma vez que acreditamos que cometemos qualquer pecado, é psicologicamente inevitável nos sentirmos culpados por aquilo que acreditamos que fizemos. Em certo sentido, a culpa pode ser definida como a experiência de termos pecado. Assim, podemos basicamente usar pecado e culpa como sinônimos: uma vez que acreditamos que pecamos é impossível não acreditarmos que somos culpados, passando a sentir o que conhecemos como culpa.
A culpa é realmente a soma total de todas as crenças, experiências e sentimentos negativos que jamais tivemos sobre nós mesmos. Assim, a culpa pode ser qualquer forma de ódio ou rejeição de si mesmo; sentimentos de incompetência, fracasso, vazio, ou a sensação de que há coisas em nós que estão faltando, ou estão perdidas, ou são incompletas.
A maior parte dessa culpa é inconsciente; a maior parte das experiências que nos indicariam o quanto nós nos sentirmos mal estão abaixo da superfície da nossa mente consciente, o que faz com que sejam virtualmente inacessíveis a nós. E a maior fonte de toda essa culpa é acreditarmos que pecamos contra Deus por nos separarmos d’Ele. Como resultado disso, vemos a nós mesmos separados de todas as outras pessoas e do nosso Ser.
Uma vez que nos sentimos culpados é impossível não acreditarmos que seremos punidos pelas coisas terríveis que acreditamos ter feito e pelas coisas terríveis que acreditarmos ser.
Uma vez que acreditamos haver pecado contra Deus, o que todos nós fazemos, temos que acreditar também que Deus nos punirá.Por nos tornarmos amedrontados em relação a Deus, foi transformar o Deus do Amor em um Deus de medo: um Deus de ódio, punição e vingança. E justamente isso que o ego quer que façamos. Uma vez que nos sentimos culpados, pouco importa de onde acreditamos que venha essa culpa, também acreditarmos não apenas que somos culpados, mas que Deus nos vai atacar e matar. Assim, Deus, que é o nosso Pai cheio de amor é nosso único Amigo, vem a ser nosso inimigo. E Ele é um inimigo e tanto, nem sequer é preciso dizer. Mais uma vez, essa é a origem de todas as crenças que encontramos na Bíblia, ou em qualquer outro lugar, sobre Deus como um Pai que nos vai punir. Acreditar que Ele é assim é atribuir-Lhe as mesmas qualidades egóicas que nós temos. Como disse Voltaire: “Deus criou o homem a Sua própria imagem e depois o homem Lhe devolveu o cumprimento”. O Deus que nós criamos é realmente a imagem de nosso próprio ego.
Ninguém pode existir nesse mundo com esse grau de medo e terror, e com essa intensidade de ódio e culpa contra si mesmo na sua mente consciente. Seria absolutamente impossível para nós vivermos com essa quantidade de ansiedade e terror, isso nos devastaria. Portanto, tem que haver algum meio de lidarmos com isso. Como não podemos ir a Deus em busca de ajuda, já que dentro do sistema do ego nós transformamos Deus em um inimigo. O único outro recurso disponível é o próprio ego.
Nós vamos ao ego em busca de ajuda e dizemos: “Olhe, você tem que fazer alguma coisa, eu não posso tolerar toda essa ansiedade e todo o terror que sinto. Ajude-me!” O ego, fiel à sua forma, nos oferece uma ajuda que não nos ajuda absolutamente, embora pareça que sim. A ‘ajuda’ vem em duas formas básicas e é, de fato, aqui que as contribuições de Freud podem ser verdadeiramente compreendidas e apreciadas.
O que fazermos com essa culpa, esse senso de pecado, e com todo esse terror que sentimos é fazer de conta que não existem. Nós apenas os empurramos para o fundo, fora da consciência, e esse empurrar para baixo é conhecido como repressão ou negação.
Apenas negamos a sua existência para nós mesmos. Por exemplo, se estamos com muita preguiça de varrer o chão, varremos a sujeira para baixo do tapete e então fazemos de conta que não está ali; ou um avestruz que quando tem medo apenas enfia a cabeça na areia para não ter que lidar com o que o ameaça tanto, nem sequer se defrontar com isso. Bem, isso não funciona por razões óbvias. Se continuamente varremos a sujeira para baixo do tapete, ele vai ficar cheio de caroços e nós eventualmente vamos tropeçar, enquanto o avestruz pode se ferir muito continuando com a sua cabeça virada para baixo.
Mas, em algum nível, sabemos que a nossa culpa está lá. Assim, vamos ao ego mais uma vez para lhe dizer que “negar foi ótimo, mas você vai ter que fazer alguma outra coisa. Esse negócio vai subir e eu vou explodir. Por favor, ajude-me.” E aí o ego diz: “Eu tenho a coisa certa para você.” Ele nos diz para procurar na página tal e tal na Interpretação dos Sonhos de Freud e lá nos achamos o que se conhece como projeção. Provavelmente não há nenhuma idéia em que seja mais crítica para a nossa compreensão do que essa. Se vocês não compreenderem a projeção, não compreenderão  nem em termos de como o ego funciona, nem em termos de como nosso Ser Verdadeiro vai desfazer o que o ego tem feito. Projeção muito simplesmente significa que você tira alguma coisa de dentro de si mesmo e diz que realmente isso não está aí; está fora de você, dentro de outra pessoa. A palavra em si literalmente significa jogar fora, atirar algo a partir de, ou em direção a alguma outra coisa ou pessoa, e isso é o que todos nós fazermos na projeção. Nós tomamos a culpa ou o pecado que acreditamos estar dentro de nós e dizemos: Isso não está realmente em mim, está em você. Eu não sou culpado, você é culpado. Eu não sou responsável por ser miserável e infeliz, você sim é culpado pela minha infelicidade. Do ponto de vista do ego, não importa quem seja o ‘você’. Para o ego, não importa em cima de quem você projeta, contanto que ache alguém para descarregar a sua culpa. E assim que o ego nos diz para nos livrarmos da culpa.
Uma das melhores descrições que eu conheço desse processo de projeção se encontra no Velho Testamento, no Levítico, onde é dito aos filhos de Israel o que fazer no dia do perdão. Eles devem reunir-se e no centro do campo está Arão que, como Sumo Sacerdote, é o mediador entre o povo e Deus. Ao lado de Arão está um bode e Arão coloca a sua mão sobre o bode e simbolicamente transfere todos os pecados que o povo acumulou durante todo o ano para esse pobre bode. Eles, então, chutam o bode para fora do campo. Esse é um relato perfeito e gráfico do que é exatamente a projeção e, como não poderia deixar de ser, é daí que vem a expressão ‘bode expiatório’.
Assim, tomamos os nossos pecados e dizemos que eles não estão em nós, estão em você. Com isso colocamos uma distância entre nós mesmos e nossos pecados. Ninguém quer estar perto de seus próprios pecados, e assim nós os tiramos de dentro de nós e os colocamos em outra pessoa e depois banimos essa pessoa de nossa vida. Há duas formas básicas de fazermos isso. Uma é nos separarmos fisicamente dela; a outra é nos separarmos psicologicamente. A separação psicológica é realmente a mais devastadora e também a mais sutil.
Essa necessidade de projetar a nossa culpa é a raiz da causa de toda a raiva. Você não tem que concordar com o que as outras pessoas dizem ou fazem, mas no minuto em que experimenta uma reação pessoal de raiva, julgamento ou crítica, isso vem sempre porque você viu naquela pessoa alguma coisa que negou em Si mesmo. Em outras palavras, você está projetando o seu próprio pecado e culpa naquela pessoa e os ataca lá. Mas dessa vez, você não os está atacando em si mesmo, e sim naquela outra pessoa, que você quer tão longe quanto possível. O que você realmente quer fazer é conseguir que o seu pecado fique tão longe de si mesmo quanto possível.
Mas a projeção busca fazer com que vejamos nossos pecados fora de nós, procurando então resolver o problema do lado de fora de modo que nunca possamos perceber que o problema esta dentro da gente.
Quando vamos ao ego em busca de ajuda e dizemos: “Ajude-me a me livrar da minha culpa,” o ego diz: “Está bem, o meio de você se livrar da sua culpa é em primeiro lugar reprimi-la, depois projetá-la para outras pessoas. E assim que você se livra da sua culpa.” O que o ego não nos diz é que projetar a culpa é um ataque e é a melhor maneira de conservarmos a culpa. O ego não é nenhum tolo: ele quer que continuemos culpados. Deixem-me explicar essa idéia brevemente porque ela é também uma das idéias centrais para compreendermos os conselhos do ego.
É esse ciclo de culpa e ataque que faz o mundo girar, não é o amor. Se alguém lhe diz que o amor faz o mundo girar, esse alguém não sabe grande coisa sobre o ego. O amor é do mundo de Deus e é possível refletir esse amor neste mundo. Todavia, neste mundo o amor não tem lugar. O que tem lugar é culpa e ataque, e é essa a dinâmica que está tão presente em nossas vidas, seja a nível individual, ou seja a nível coletivo.

PATRICIA JORGE ALVES
TERAPEUTA HOMEOPATA




terça-feira, 15 de novembro de 2011

ONDE VOCÊ ESTÁ AGORA......


  


ONDE VOCÊ ESTÁ AGORA.....

Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?
Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?

LETRA DE OSWALDO MONTENEGRO

EU ESTOU AONDE VOCÊ PRECISAR.....

PATRICIA JORGE ALVES
TERAPEUTA HOMEOPATA



terça-feira, 8 de novembro de 2011

MIASMA / ESTRUTURA DA MATÉRIA/ ENTROPIA

                                                                               


Miasmas/Estrutura da matéria/Entropia

Há correspondência entre os estados de organização da matéria com os miasmas? Com as constituições,temperamentos, diáteses miasmáticas? Para explorar estas indagações, busquemos fazer uso de abstrações e analogias.
A cada estado microscópico de um sistema (1), corresponde um estado macroscópico . Para explorar este ponto pensemos nas letras do alfabeto de A até Z.  Estabelecendo várias seqüências    lógicas, cada uma delas corresponderia a um estado microscópico organizado, as mesmas letras embaralhadas em  ( n )  seqüencias resultariam  em um estado macroscópico.
A tendência para a desorganização, disposição verificável em todos os sistemas materiais, aumenta com o número de estados microscópicos.  Este fato é a comprovação da segunda lei da Termodinâmica chamada entropia   ( S ), que pode ser definida aproximadamente como a  medida da desordem de um sistema e sua vizinhança. As outras duas leis são as seguintes:
Primeira Lei – A energia do Universo é constante;
Terceira Lei – Há um limite inferior de temperatura. Se essa temperatura fosse atingida  cessaria toda vibração molecular. A 0 K a entropia de um cristal puro e perfeito é zero.
As descrições dos miasmas e suas conseqüências em se tratando apenas do estado material mais denso pode ser relacionada,  com as três Leis da Termodinâmica. Principalmente quando se trata de duas delas.:
A entropia do universo está aumentando.
A energia do universo é constante.

E.0 Energia da Pre-Psora. O grau de desordem da matéria é zero.  Os opostos encontram-se perfeitamente unidos. Não há a dualidade.
E.1 Energia da Psora. A energia se estabiliza num nível mais alto porém a matéria se torna desorganizada.  Relacionando com a teoria dos miasmas conclui-se que houve a supressão da sarna.
E.2 Energia da Sicose. A energia é mais alta, porém a matéria é mais desorganizada. Tal fato está de acordo com a segunda lei da termodinâmica. Relacionando com as teorias dos miasmas conclui-se que houve supressão da gonorréia.
E.3 Energia do Luetismo. A energia é estável neste ponto mas o grau de desordem é maior que os anteriores. Conclui-se que houve a supressão da sífilis.
E.4= E.1+E.3 Energia do tuberculinismo.
E.5= E.2.E.3 Energia do cancerinismo.
E.6= E.1+E.2+E.3+E.4+E.5  Energia do aidetismo        E.o+E.6= Constante
A ciência da homeopatia aborda estados sutilizados da matéria e até mesmo os de extrema densidade,    ,se v tende para o ∞ ( infinito ) atingi-se  por exemplo: mentalsoma, psicosoma, e por conseguinte o soma, através das energias/matéria dos medicamentos. Se  m  tende para o infinito atinge-se os corpos celestes de alta densidade.  Logo  os buracos negros são passíveis de sofrerem o processo de homeopatização.  É claro que isso é uma analogia, pois os efeitos fenomênicos são distintos pela própria natureza das energias/matérias.
Ter uma vontade forte significa manter a energia. A psora está em comunicação com a energia. A psora equilibrada mantém o controle sobre o caos. Os medicamentos homeopáticos são estímulos que agem sobre a vontade enfraquecida.

Sistema é a parte isolada do Universo para observações.  É o interior da figura que representa um coração.

                                              Vizinhança do Sistema  Universo






Fronteira do sistema. É a linha que contorna definindo a forma da figura.
Se a matéria é tudo,O que é a matéria? Os próprios materialistas não poderiam dizê-lo porque a matéria, desde que é analisada em sua essência íntima, subtrai-se, escapa e foge como enganadora miragem.
Os sólidos transformam-se em líquidos, os líquidos em gases; após o estado gasoso vem o estado radiante; depois, por depurações inumeráveis, cada vez mais sutis, a matéria passa ao estado imponderável. Torna-se então essa substância etérea que enche o espaço, e de tal sorte tênue que se tornaria pelo vácuo absoluto, se a luz atravessando-a , não a fizesse vibrar. Os mundos banham-se em suas ondas, como nas de um mar fluídico.
A matéria se dissipa em poeira invisível. Tudo se resume em força e movimento.
Os corpos orgânicos ou inorgânicos: minerais, vegetais, animais, homens, planetas, astros, estrelas nada mais são do que agregações de moléculas, as quais são a seu turno compostas de átomos, separados uns dos outros, em estado de movimento constante e de renovamento perpétuo.
O átomo é invisível, mesmo com o auxílio dos mais poderosos microscópios. Apenas pode ser concebido pelo pensamento, é tão pequeno que a ciência calculou que um milímetro cúbico de ar respirável encerra cinco milhões de átomos. E esses átomos e moléculas agitam-se, movem-se, circulam, evolucionam em turbilhões incessantes, no meio dos quais a forma dos corpos só se mantém em virtude da lei de atração.
O mundo é composto de átomos invisíveis, regidos por forças imateriais. A matéria examinada de perto, esvai-se como fumaça; não tem mais que uma realidade permanente, certeza, só há no espírito. É no espírito que o Universo se conhece, se reflete, se possui.
O espírito é a força oculta, a vontade que governa e dirige a matéria e lhe dá vida. No corpo humano há uma torrente vital comparável ao curso da águas. Cada partícula retirada da circulação é substituída por outras partículas. O próprio cérebro está submetido a estas mudanças, e o nosso corpo inteiro renova-se em alguns meses.
É portanto “Inexato” que o cérebro produz o pensamento, pois não passa de um instrumento deste. Há no Ser Humano uma força inteligente e consciente que regula o movimento harmônico dos átomos materiais de acordo com as necessidades da existência; há um princípio que domina a matéria e lhe sobrevive.
A ciência materialista só vê um lado das coisas; para determinar as Leis do Universo e da vida, depois de haver proscrito a hipótese, é obrigada, ela também, a sair da sensação, da experiência, e recorrer a hipótese para dar uma explicação das Leis naturais.
Se o mundo fosse somente um composto de matéria, governado pela força “cega”, isto é, pelo acaso (acaso não existe) não se veria esse sucessão regular, contínua, dos mesmos fenômenos, produzindo segundo uma ordem estabelecida; não se veria essa adaptação inteligente dos meios aos fins, essa harmonia de leis, forças e proporções, que se manifesta em toda a Natureza. A vida seria um acidente, um fato de exceção e não de ordem geral. Não se poderia explicar essa tendência, esse impulso, que, em todas as idades do mundo, desde a aparição dos seres elementares, dirige a corrente vital, em progressos sucessivos, para formas cada vez mais perfeitas. “Cega”, inconsciente, sem fito, como poderia a matéria se diversificar, se desenvolver sob o plano grandioso, cujas linhas aparecem a qualquer observador atento¿ Como poderia a coordenar seus elementos, suas moléculas, de maneira a formar todas as maravilhas da Natureza, desde as esferas que povoam o espaço infinito até os órgãos do corpo humano; o cérebro, os olhos, o ouvido... até os insetos, os pássaros, as flores, árvores etc.
Desde a sua origem, o mundo caminha-se para um estado de coisas cada vez mais elevado. Através dos tempos, afirma-se a lei do progresso nas transformações sucessivas do Planeta e da Humanidade. Tudo evoluciona, seres e coisas. O Bem e o Amor é a mola mestra do Universo. Vemos hoje transformações em todos os aspectos. Cientistas tentam explicar mas sempre sem solução, somente hipóteses. As energias destruidoras nós é que criamos no decorrer de nossas existências. Se fazemos parte direta de tudo, e colocamos energia em tudo, potencializamos tudo. Por isso, os vírus, as bactérias e conseqüentemente o que chamamos”doenças” se potencializam também. Muitos médicos alopáticos não tem noção da totalidade da “doença” não compreendem sua origem. Mas sei que a origem de tudo é uma só. Ausência de Amor Verdadeiro. Criamos o “Amor egoísta” criado pelo Ego e nos distanciamos de nossa verdadeira essência.
As teorias materialistas, baseadas sobre o fatalismo, são capazes de servir de incentivo à vida moral, às leis da consciência. A idéia inteiramente mecânica, que dão do mundo e da vida, destrói a noção de liberdade e, por conseguinte, a de responsabilidade. Fazem da luta pela vida uma lei inexorável, pelo qual os fracos devem sucumbir aos golpes dos fortes, uma lei que bane para sempre da Terra o reinado da paz, da solidariedade e da fraternidade humana.
Há materialistas honestos e ateus virtuosos, mas não se dá isto em virtude da aplicação rigorosa das suas doutrinas. É por um impulso secreto de sua natureza, porque sua consciência soube resistir a todos os sofismas.
O materialismo , suprimindo o livre- arbítrio, fazendo das faculdades intelectuais e das qualidades morais a resultante de “combinações químicas”, de secreções da substância parda do cérebro, os neurônicos contém os pensamentos e sentimentos gerados por ele? Somos máquinas?
Quem realmente somos? O Amor que temos dentro de nós vem da onde? Pensamos, sentimos e amamos somente por reações químicas que o nosso corpo físico demostra?
Se nada mais além da vida presente, e que não existe outra justiça superior à dos homens, cada qual pode dizer: Para que lutar e sofrer? para que a piedade, a coragem a retidão? Por que nos constrangermos e domamos nossos apetites e desejos?
Se a Humanidade está abandonada a si própria, se em nenhuma parte existe um poder inteligente, que guie e sustente, que a julgue, que socorro pode ela esperar? Que auxílio lhe tornará mais leve o peso das suas provações?
Os progressos , efetuados na ordem física e na ordem intelectual, são notáveis , é, pelo contrário, nulo o adiantamento moral. O Mundo parece recuar; a sociedade  humana, febrilmente absorvidas pelas questões políticas, pelas atividades industriais e financeiras , sacrificam seus interesses morais pela ilusão do bem estar material. A civilização nos mostra magníficos aspectos. Sem dúvida ela conseguiu, até certo ponto melhorar as condições da existência, mas multiplicou as necessidades, aguçando os apetites, os desejos, favoreceu o sensualismo aumentando a depravação. O amor do prazer, do luxo, das riquezas, tornando-se uma doença de poder a todo custo!

Se não há no Universo razão, justiça, amor, nem outra coisa além da força cega prendendo os seres e os mundos como ficaremos?
Se observarmos as doenças estão se alastrando. A economia está quebrada do mesmo modo que as doenças. As freqüências são as mesmas. Enchentes, furacão, epidemias de gripe, doenças novas que estão surgindo bem como novos acontecimentos climáticos.
O importante é procurar uma saída.
A saída é a moral  com elevação da consciência. Transcender o Ego, criar dentro de cada um de nós um mundo de paz e amor verdadeiro. Para isso precisamos derrubar os castelos de areia que criamos. A importância que damos para o dinheiro, enredando cada vez mais no medo, insegurança, baixa-estima, etc.
Temos que entender o caminho. Do centro para a periferia.
Centro é a nossa alma; periferia são  as ilusões que criamos e alimentamos por não acreditar em nossa alma.
Você sabe, quem você realmente é?
Qual seu objetivo de estar aqui?
Qual sua verdadeira função?
Você realmente é o que você vê?
O que você vê é realmente o que existe?
Reflita sobre si mesmo. De onde você veio? Por que tantas limitações?
Você veio do centro.
Veio para trabalhar uma parte de você que foi desequilibrada por seus atos.
Seu objetivo é juntar os pedaços para voltar ao centro de si mesmo.
As tarefas que são  colocadas são como quebra cabeça. Nós temos que aprender a decifrar. As responsabilidades que temos nos mostra sutilmente o que criamos no passado.
Você enxerga o que está registrado no seu banco de memórias. Por isso tem dificuldade de enxergar o novo, o que é verdadeiro.
Então sabendo de tudo isso. O que você cria em sua volta são miasmas, com seus pensamentos, atitudes, sentimentos e ações.
Tudo fica registrado em seus corpos, em sua casa, em seu trabalho. A criação é constante.
Se você vê uma cena e sofre, fica com raiva, julga, condena, automaticamente se identificou criando dentro e fora de si, a energia ,  trabalhando positivamente ou negativamente, depende do conteúdo.
Os miasmas estão em sincronia com o movimento da terra. O que faz os miasmas eclodirem é a intensidade energética de nossos pensamentos, atos e sentimentos.                              Pensamento = Energia =   Criação
Nosso Mental não está no nosso cérebro. Mas no corpo mental acoplado numa cadeia de sub-corpos, interagindo uns com os outros, em constante movimento.
Isso  explica os miasmas presentes em todo o Universo. O desequilíbrio da humanidade em sua totalidade atinge diretamente nossa galáxia. Se  podemos mudar a estrutura física do nosso corpo mudamos a estrutura dos miasmas presentes em nós e deletamos as chamadas “doenças”.
Doença é uma projeção mental.
A desorganização criada pelo Homem com o desequilíbrio da Moral do Ser Humano, desorganizando todos os reinos vivos deste planeta, inclusive os vírus e as bactérias; intensificando as Chamadas Doenças tidas na alopatia como incuráveis. Somente a transformação íntima, aumentando o nível de consciência junto com a Energia potencializada da homeopatia trará o restabelecimento Completo.
Outro aspecto importante a salientar é a limitação energética do tempo que nos foi introduzida pela criação do relógio;  tirando de sintonia com o Universo Cósmico em sua totalidade; nos distanciando de quem realmente somos criando a dualidade.
Ilusão, realidade constituem uma dualidade.  Busquemos aqui abordar a afirmação de muitos autores de que a vida é uma ilusão. Tempo, Natureza e Espaço são coexistentes. Um espaço vazio ou povoado – finito ou infinito existe por si mesmo. Um espaço vazio é irreal não existe em seu próprio nada, portanto ele existe sem qualquer outro fator.  Já tempo e natureza só podem existir e subsistir, num espaço. Para ambos é preciso haver um espaço infinito onde possam  aparecer como finitos. A natureza não pode existir sem o tempo nem este sem ela. Olhando por este ângulo somos obrigados a admitir que a vida é real tanto no finito como no infinito.  As projeções da mente é que não são constantes, assim é correto dizer que o primeiro miasma surgiu de uma projeção desarmônica da mente.  O tempo sendo tomado como energia e força, manipulado por uma ação mental  em harmonia , faz desaparecer a doença assim como a luz ilumina a sombra.  A vida é ilusão enquanto não se descobre o que é o Amor.

PATRICIA JORGE ALVES
TERAPEUTA HOMEOPATA


INSTITUTO CULTURAL IMHOTEP